6 passos para ajudar uma criança que sofre abusos

 


Desde que me tornei mãe, tenho notado o quanto a sociedade é impiedosa com as nossas crianças.  Um exemplo claro é a naturalização de falas como "eu não gosto de crianças". Imagine essa frase em outro contexto, sendo dirigida a pessoas negras ou a mulheres: "Eu não gosto de negros", "eu odeio mulheres". Dispara um alerta imediato, né?

A violência aos pequenos é tão grande e tão velada, que existem lugares onde a sua entrada é proibida. Existem hotéis que não hospedam famílias com crianças, restaurantes que não as aceitam e, quando aceitam, raramente são inclusivos, tendo ambientes pensados para elas.

O que esperar de uma sociedade em que as crianças não são ouvidas? Elas são a parcela da mais vulnerável da nossa população. São diariamente tratadas como objetos, como pertences, além de serem coagidas e obrigadas a uma obediência cega. Por esses e vários outros motivos, precisamos estar atentos e preparados para ajudar crianças que sofrem abusos. Os 6 passos a seguir, podem servir de guia e te ajudar numa situação como essa: 

1) Incentive a criança a lhe contar o que aconteceu: Mantenha a calma e assegure à criança, que ela está segura e pode falar sem problemas, mesmo que tenha sido ameaçada.

2) Concentre-se em ouvir, não em investigar: Não faça perguntas dirigidas. Permita que a criança explique o que aconteceu e deixe perguntas detalhadas para os profissionais.

3) Repita constantemente "não é culpa sua”: É fundamental afirmar para a criança, que ela não é responsável pelo abuso. O responsável pelo abuso infantil é o agressor.

 4) Denuncie o abuso: Contate os serviços locais de Proteção à Criança ou até mesmo a polícia. As autoridades irão investigar a reclamação e, se necessário, garantir a segurança da criança.

5) Garanta imediatamente a segurança da criança: Para fazer isso, separe-a do agressor. Ou supervisione, caso um esteja na presença do outro. E, se preciso, ajude a criança a buscar atendimento médico.

6) Busque ajuda psicológica: Você pode ajudar a criança a obter aconselhamento, fazer psicoterapia ou outro tratamento de saúde emocional. Grupos de apoio adequados à idade também podem ser úteis.

Vale lembrar que nem todas as suspeitas de abuso infantil são verdadeiras, mas todas devem ser investigadas com seriedade. Por isso, quando uma criança falar, escute! Se uma criança demonstrar desconforto com alguém, leve a situação a sério. Porque o quanto antes o abuso for identificado e interrompido, mais rápido a criança pode começar a receber cuidados médicos, terapêuticos e aconselhamento psicológico.

Se você suspeitar ou souber de algum caso de abuso infantil, quebre o silêncio e peça ajuda! Se alguma criança relatar para você, que está sendo maltratada, leve isso muito a sério! Todas as crianças têm o direito e merecem ser protegidas, acolhidas, amadas e respeitadas. E garantir esses direitos é a nossa obrigação.


Positivamente,

Milena Mendonça 🌻

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