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Mostrando postagens de Fevereiro, 2021

PacienteMente Girassol

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O girassol é aquele que tem uma consciência extraordinária do seu entorno, do seu mundo exterior. Tem sempre as melhores soluções para os problemas alheios, excelente conselheiro. O olhar para o outro o faz ser um excelente líder, amigo, companheiro. E de tanto olhar para o que pode “consertar” do lado de fora, esquece de olhar pra dentro. Sabe a máxima: “casa de ferreiro, espeto de pau”? Então, o girassol é ótimo em resolver os problemas alheios, ele realmente tem muita criatividade e consciência externa. Porém, no quesito olhar pra si, a autoconsciência, falha e lhe falta. Positivamente, Milena Mendonça 🌻  

Conhecer para se autoconhecer

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  Consciência e autoconsciência são coisas distintas, porém complementares. A autoconsciência é determinada pela clareza com que vemos nossos próprios valores, paixões, aspirações; e com a qual podemos entender como tudo isso se encaixa em nosso entorno e impacta e influencia outras pessoas. Já a consciência, nos permite compreender como somos vistos pelas outras pessoas. Tasha Eurich, em um artigo para Harvard Business Review, descobriu que indivíduos que sabem como os outros os veem são mais hábeis em demonstrar empatia e levar em consideração as perspectivas dos outros. O curioso dessas duas formas de consciência, diz Eurich, é que ter um nível alto em uma não significa um nível alto na outra. De onde se conclui que a consciência total, a interna e externa, seria um “delicado equilíbrio entre os dois pontos de vista, que são diferentes e podem até competir”. "Nossa pesquisa mostrou que, se nos perguntarmos por quê, simplesmente não temos acesso a muitos dos pensamentos, sentime

Respire fundo e perceba como é estar aqui

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Respire fundo, e perceba como é estar aqui agora. Com o passar das horas, vivemos a ansiedade do eterno vir a ser. A verdade é que seremos quando estivermos no presente. Como é difícil nos presentearmos com tempo. Afinal, tempo é relativo, abstrato e volátil. Dizem até que ele é caro. Caro é viver em função do tempo. Por mais quanto tempo vamos nos manter presos as definições de passado, presente e futuro; de rápido e devagar; de cedo ou tarde; de precoce ou retardado, para sermos quem somos e/ou queremos ser? É desgastante viver no futuro. É cansativo viver no passado. Respire fundo, e perceba a perfeição da natureza que te faz vivo. Ela nos da um novo presente a cada segundo. Respirar fundo é sair do automático, e trazer o presente para a consciência. É dadiva estar presente. E com o seu presente. você faz o que você quiser. Você pode até experimentar conhecer-se, e ousar libertar-se de si. Afetivamente, Allyne Amaral 🌼  

Os sons e a memória afetiva

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  Já parou pra pensar sobre como e o que você ouve te impacta? Não é só sobre aquela critica negativa, nem sobre a forma rude que alguém falou com você, não é exatamente sobre o que o outro diz. Pare, e pense sobre o que você ouve. Você sempre percebe conscientemente os sons? Como você lida com eles? Que sentimentos eles te causam? Para além de vozes, que só pelo tom doce ou áspero, já nos causam uma impressão, estamos cercados de ruídos. Como o teclado enquanto digita, o cachorro que late, o passarinho que canta lá fora, a máquina de lavar trabalhando, o celular vibrando, a moto barulhenta passando, o micro-ondas apitando, o bebê que chora. Para além dos ruídos, existe a música, e toda a sensibilidade artística que ela carrega. O poder de nos trazer uma memória afetiva, de nos emocionar, de nos fazer vibrar, de mudar o nosso humor, e até extravasar a raiva. Para além da música, existe o silencio. Que pode ser revigorante, calmo e necessário. Ou, pode ser o barulho mais ensurdecedor do

Por quantos ambientes eu passei?

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  Quantas vezes me pego no automático. Trabalho, vou para casa, tomo banho, faço minha comida, escuto os noticiários, faço meu exercício físico, passeio com o cachorro, respondo mensagens e entre outras atividades rotineiras. Quando me deito, me questiono: por quantos ambientes eu passei? em quantos deles eu vivi a ação inteiramente sem pensar em outra coisa? eu sou uma máquina imersa no mundo? será que a automaticidade torna as coisas em obrigações? será que isso é um "viver bem"? E hoje... o que eu fiz para trazer felicidade para mim? eu me autocuidei? eu validei meus sentimentos? eu tive autoamor? Estar vivo é entregar-se inteiramente aos ambientes que compõe nossa vida. É estar amalgamado no eu interior e exterior, numa fusão indissociável e completa. Cecília Brayner 🌹 e Deni Novaes 🌻

O conhecimento do próprio pensamento

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Os benefícios da autoconsciência no local de trabalho 🧐 Para iniciar, acho importante esclarecer a diferença entre ✨autoconhecimento e ✨autoconsciência. Apesar de ambas estarem ligadas, precisamos entender que são habilidades distintas. Autoconhecimento implica em: • saber o que gosta e o que não gosta; • ter conhecimento sobre as próprias habilidades; • conhecer a própria personalidade; • entender as razões para traumas e comportamentos. No entanto, quando falamos em consciência da consciência, a discussão é muito mais  profunda. É como se a pessoa autoconsciente soubesse como funciona a lógica do próprio  pensar. As pessoas não nascem completamente autoconscientes. No entanto, pesquisas (A Neural  Marker of Perceptual Consciousness in Infants – Science) também descobriram que  as crianças têm um senso rudimentar de autoconsciência. Os bebês, acima dos 5 meses, possuem a consciência de que eles são um ser separado dos outros. Isso é evidenciado por comportamentos, como o reflexo em q

O lado afetivo com os alimentos

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  Os alimentos e o ato de comer estão muito ligados ao afetivo, aos nossos sentimentos, medos, angústias e até traumas. Fazem parte da nossa vida, mas muitas vezes passam despercebidos como se estivéssemos no piloto automático. Acredito que escrever sobre alimentação baseando-me em algo que presenciei, li ou vivi tornam as histórias mais leves e engraçadas. As vivências e lembranças trazem afetividade e conectividade com quem me lê e a alimentação pode passar a ser vista com outros olhos, com sentimentos e poesia. O AliMente, assim como nossa alimentação diária, é feito para que seja algo tranquilo e que alimente o corpo, mas também nossa mente. Aqui, além de textos pessoais, trago também receitas acolhedoras e fáceis de serem feitas, inclusive com a família e até mesmo para você que não seja muito bom na cozinha. Com carinho, Samira Teixeira 🌷

A avó que inspirou a neta a ser quem é

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  Desde muito nova, Helena se identificou com o jeito da sua avó paterna Laura. Adorava sua alegria, sua espontaneidade, sua inteligência para resolver os conflitos que apareciam, além de um jeitinho todo especial para conseguir o que queria. Helena sempre falava com muito carinho e entusiasmo dessa avó para suas amigas na escola. A vida foi passando, Helena foi crescendo e querendo ter a presença dessa avó na sua vida cada vez mais, porque quanto mais crescia, mais se dava conta o quanto era prazeroso ter por perto alguém com que ela tanto se identificava. Às vezes, aos finais de semana, ia dormir na casa dela só para curtir sua companhia e ouvir suas histórias. Houve um período em que Helena agia quase que como uma personal stylist da sua avó: passavam tardes montando looks nas lojas de roupas, interagindo com as vendedoras. Nas idas aos médicos, D. Laura sempre contava piadas e arrancava risadas dos pacientes nas salas de espera enquanto aguardava sua vez. Às vezes rec

O que inspira o seu espaço terapêutico?

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Deixar a janela fechada em um dia ensolarado, ou curtir o sol na varanda cultivando um lindo jardim, por exemplo, podem falar muito do seu humor. É como se, dentro da nossa casa, pudéssemos ver como está nossa mente. Como se cada canto, cada armário, cada gaveta, significasse uma relação, uma identidade, um pouco de nós. Usando essa metáfora: casa-mente, te convido a saber mais sobre a psicoterapia, em especial online, como também a cuidar do espaço onde vivemos, olhando nossa casa e nossa mente terapeuticamete por tratar-se de um grande reflexo de quem somos.  O que reflete a sua casa? O que diz a sua mente? Essa é a nossa casa, nossa mente. Aconchegue-se, deite-se confortavelmente no divã, saboreie conosco um café ou chá e sinta o prazer de se conhecer e se reconhecer.   PositivaMente, Milena Mendonça 🌻 e Allyne Amaral 🌼  

A ação do EU

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  Já olhou fixamente dentro dos seus olhos através do espelho? Olhando para si mesmo sem críticas, sem julgamentos, percebendo-se, não necessariamente a sua imagem, mas sim mirando seu próprio eu, para ver o que reflete e o que está refletindo? Já parou para se olhar por dentro e por fora assim?   Como terapeutas ou mentoras funcionamos, como uma espécie de espelho, refletindo e projetando o que o cliente precisa “ver”, “mirar” ou “admirar” para se conhecer, para transformar.   Nas quintas-feiras utilizamos o criativo para trazer esse olhar no espelho, do ponto de vista do analista, do supervisor, do mentor olhando pra dentro, para entender o que vê fora.   É refletindo o que somos por dentro, conhecendo a verdadeira pessoa que está dentro de nós, além da que se mostra por fora, ou seja, através da inspirAÇÃO, surge a criAÇÃO para alcançar uma transfomAÇÃO. E não a simples duplicAÇÃO de “mais dos mesmos”.   O que vem do seu EU que tem inspirado sua criAÇÃO?   Obra: “A reprodução interd

O que inspira a beleza? A vida.

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Há beleza do nascer ao morrer, no chegar e no partir, no ficar e no ir. Há beleza no amor. Há beleza na dor. Há beleza no envolver-se, e no desenvolver também. Há beleza da primavera ao inverno, nos dias quentes e frios. Há beleza no triunfo. Há beleza no fracasso. Há beleza no ser, e no estar também. Há beleza do início ao fim, no fazer e no parar. Há beleza nos ciclos. Há beleza em interrompê-los. Há beleza em expandir, e em concentrar também. Há beleza... Ahhh beleza... Ah, beleza! A beleza mora na liberdade, no respeito, na diferença. A beleza mora onde habitamos, mora na casa, na rua e no infinito. A beleza habita na simplicidade, na delicadeza, no olhar e no sentir. A beleza habita em nós. A beleza inspira vida, e a vida a reflete! Olhe ao redor. Afetivamente, 🌼Allyne Amaral.  

A casa que mora em você e a casa que você mora

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Tempos incomuns. Espaços incomuns. Pensamentos incomuns. No último ano, estive empenhada em sanar as necessidades do meu ambiente junto a nova moradora da minha casa. Há 19 meses as mudanças estruturais aconteceram em torno dela. Em alguns momentos busquei proteção e conforto, noutros liberdade e autonomia até entender que a casa que eu moro seguirá se reconstruindo e se redecorando. Para sempre. A casa que mora em mim virou bagunça. Abri mão de tantos cômodos e já não cabia nem na dispensa. Fui hipotecada entre os meus. Ou fechava pra reforma ou entrava em demolição.  Em pleno caos subi em minhas ruínas. “De todas as coisas o amor é a mais potente”. Não teve outro jeito se não usar os momentos de crise para aprender a ter compaixão. Tá decidido: A casa que mora em mim todo dia vai receber uma gentileza. Um café quentinho, chegar 30 min mais cedo, 5 min a mais no banho. Já até escolhi um aromatizador com notas cítricas, do jeito que eu gosto. Mas a obra, a obra mesmo, segue inacabada.

O que te inspira a ser um profissional melhor?

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 Para além do profissional interessa à Psicologia o sujeito, fruto da construção de suas experiências, na relação com o outro, num processo ativo de interação social. Aquilo que é vivido no aqui e agora do trabalho nunca é neutro afetivamente, porque sempre marca o encontro de uma história singular e a situação presente. Uma recepcionista, por exemplo, terá em cada atendimento, emoções diferentes a partir do momento vivido, fazendo novas experiências e afetando a forma como ela agirá nas novas relações, e esse processo é sim inconsciente. E quando trazemos a relação desse sujeito com o trabalho: InspirAÇÃO, a que reflexões esse termo remete? O Real do Trabalho (diferente da realidade vivida e, por isso, inconsciente), conceito lacaniano, se trata do não dito, e por isso não é medida, não se tem quantidade. E como dar conta? Buscando formas de dar vazão a esse não dito, considerando a experiência de cada um (sujeito), num contexto coletivo de construção, compreensão e aceitação. Falar d