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3 dicas para lidar com o luto

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O luto é um processo de assimilação. É como um conjunto de processos que nosso sistema psicológico busca uma adaptação de uma realidade que tenha mudado. Ou seja, é assimilar a mudança na vida. A dor existe para entendemos a profundidade dessa mudança. É importante que doer, para desenvolvermos nossas fortalezas diante desse enfrentamento. Não é saudável se anestesiar. É importante o enlutado ter um papel ativo nesse processo para poder se empoderar. Claro que além do tempo, podemos trabalhar nosso psicológico para assimilar o luto de forma mais rápida e saudável. Darei então três dicas para lidar com o luto: 1) Desenvolvermos aos poucos a consciência dessa nova realidade. Ir percebendo as inaplicações dessa perda em sua vida. E buscar soluções para cada uma delas. 2) Se abrir a dor. Porque as emoções chegam para nos, para nos trazer aprendizagem e informações. 3) Revisar os significados. Todo esse caos que pode romper a forma de entendimento do mundo, há que se ressignificar. A terapi

Perder funciona como uma janela de reflexão

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  É diferente como sentimos a falta do que vemos todos os dias ao que vemos em datas comemorativas apenas. Ou onde há uma relação de apoio muito próxima ou um maior distanciamento. Não estou questionando o que é melhor ou pior, simplesmente falo de como afeta de formas distintas. Outro fator que influencia muito é a nossa capacidade de lidar com nossas emoções, óbvio. Ou nossa capacidade de sairmos fortalecidos de situações difíceis em geral, nossa capacidade resiliente, isso também influencia em como afeta a nossa vida. E um aspecto que não se fala muito, mas que considero muito importante nesse aspecto, são as nossas crenças sobre a morte ou sobre a perda. Perder funciona como uma janela de reflexão, um momento em que nos damos conta do que verdadeiramente é importante, e em muitas ocasiões torna-se um tempo em que ficamos mais cuidadosos com as nossas relações. Ou onde replanejamos prioridades ou metas, para darmos mais relevância às relações mais importantes. Continua na próxima se

3 dicas para usar o celular e as telas com equilíbrio

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Será que podemos usar algumas estratégias para minimizar um pouco o impacto do uso do celular? A resposte é: claro que sim! Comece tendo 3 coisas em mente: 1. Saiba quais são as suas prioridades. 2. Tenha empatia: se coloque no lugar do outro, ele provavelmente se sente menos importante que o seu celular. 3. Use a tecnologia de forma saudável, com consciência e não no automático. Além disso, visualize a cena: você em um café conversando com um amigo. Foque nisso e não coloque o celular sobre a mesa. Caso esteja esperando uma mensagem importante, avise ao amigo e quando notificado e se atenha ao que era esperado, sem navegar “rapidinho” pelas redes sociais. Isso por respeito mais do que qualquer outra coisa. Pelo encontro com o outro ser especial. Não normalize checar o telefone em interações sociais. Decida como e quando usar o celular, ativamente. Agora vamos fazer um exercício? Preste atenção em quando alguém começa a contar algo importante para você, então observe suas reações e a v

Quantas vezes priorizamos o virtual em detrimento do real?

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  A cada dia que passa, os aplicativos nos proporcionam experiências tão incríveis, que não percebemos que estamos cada vez mais fechados nas nossas bolhas virtuais. E assim também fica cada vez mais difícil de sairmos delas. A verdade é que temos que escolher lutar contra isso, como sociedade, como famílias e como indivíduos. Levando em consideração, que o uso saudável desses aplicativos são de fato relevantes e importantes para facilitar nossas vidas. Mas é necessário também reconhecermos os riscos, para poder preveni-los. Precisamos retomar o controle de decidir conscientemente como usamos os aplicativos. Infelizmente a tecnologia não parece ter avançado o suficiente, para ser emocionalmente saudável. Como tem sido a sua relação com o celular? Já observou esse fenômeno em suas relações mais próximas? Reflita um pouco sobre isso PositivaMente, Milena 🌻

Comportamentos que sabotam seu processo terapêutico

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Talvez uma das maiores complexidades da terapia seja que ela não funciona como os outros campos da saúde, onde o tratamento específico que aborda os sintomas é indicado e, após um tempo estabelecido, espera-se que o paciente melhore. Embora sigamos parâmetros, tratamentos e técnicas específicos, cada caso e cada paciente é diferente e, portanto, a abordagem e os resultados também serão diferentes. É um processo não linear e dinâmico, cujos caminhos muitas vezes são incertos até começarem a transformar. À medida que você avança, os propósitos e objetivos podem variar. Se você já iniciou seu processo terapêutico, mas sente que não está funcionando, pode refletir se algum desses indicadores está presente em você: Só enfrenta seus incômodos durante a hora da terapia; Não aplicar o que refletiu nas sessões no seu dia-a-dia; Omitir detalhes por receio de ser julgado; Cancelar as sessões constantemente; Não falar com seu psicólogo toda a informação sobre eventos passados e anseios do futuro.

SOBREviventes x SUPERviventes

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A pandemia matou a vida que a gente vivia, a exceção da polarização política, essa segue firme nos acompanhando. O que vemos agora como protagonistas são os SOBREviventes e os SUPERviventes. Em um extremo os SOBREviventes lutando contra a pandemia, isolados o máximo que podem em suas casas, respeitando protocolos de segurança ditados por organizações oficiais, aguardando a vacina, sofrendo com os danos psicológicos do distanciamento social e ambiental. Do outro os SUPERviventes, que se negam a viver enlutados e preferem criar seus próprios critérios para se permitirem seguir vivendo a vida da maneira mais normal possível, sofrendo com a doença de fato e o julgamento social. Os extremos são manifestações de feridas narcísicas e essas feridas antecedem grandes transformações. Segundo Freud, três feridas narcísicas históricas foram responsáveis por grandes mudanças na humanidade: A primeira foi protagonizada por Copérnico, quando ele nos apresentou o sistema heliocêntrico (a terra, ou sej

Precisamos falar sobre saúde emocional masculina

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  Pense em todos os homens, em especial os que são importantes na sua vida (pai, cônjuge, filhos, irmãos, tios e amigos). A saúde deles é importante para você, certo? Então precisamos falar sobre a saúde emocional masculina, porque infelizmente eles não falam o suficiente sobre isso. Uma boa saúde emocional é tão importante quanto o oxigênio, nós precisamos dela para sobreviver. Já diagnostiquei alguns homens com problemas de saúde emocional, mas é um processo muito difícil e longo para eles, porque eles sentem que se admitirem que precisam de ajuda vão parecer "fracos". Eles temem serem julgados e, por isso, não querem consultar um psicoterapeuta. Isso faz com que eles não consigam “se abrir” e compartilhar suas intimidades. Mas se eles não “se abrem”, pode ser muito difícil para seus amigos ou familiares perceberem que algo está errado. Os homens nem sempre mostram os sinais que costumamos associar à depressão como, por exemplo, tristeza ou inquietação. Em vez disso, eles p

Intrusividade na Psicologia

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  Os mecanismos de controle para monitorar falsos terapeutas são muito escassos. Os conselhos de psicologia não se ocupam dessa pauta, preferem podar os seus. A atual crise de saúde provocada pela pandemia do coronavírus, tem impulsionado pseudoterapeutas e falsos psicólogos a oferecer serviços de atendimento. Principalmente em redes que prejudicam não só os profissionais autenticados, mas, e sobretudo, os pacientes e/ou usuários que procuram ajuda. A pandemia está afetando a saúde mental da população, o que vem gerando pedidos de ajuda psicológica. A ansiedade encabeça a longa lista de alterações que causaram ou agravaram esta crise, mas também promoveu transtornos obsessivos compulsivos e vícios. Também desregulou ainda mais a alimentação e o sono, causou problemas de trabalho como mobbing ou desmotivou os idosos. Não esquecendo de outros transtornos, como a depressão, que podem ter seus casos aumentados em poucos meses. Para receber essa ajuda psicológica, é aconselhável ir a psicól

Dinheiro traz felicidade?

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Uma pesquisa conduzida pelo Instituto Gallup, pela Healthways, e psicólogos da Universidade de Princeton, nos EUA, com um recorte de cerca de 450 mil participantes encontrou uma relação direta entre nível de renda e saúde emocional positiva que uma pessoa faz de sua vida. Quanto mais dinheiro as pessoas relataram ter, mais felizes elas se consideravam. E, quanto menor a renda, maiores os níveis de tristeza e estresse. O dinheiro define o bem-estar emocional de uma pessoa de duas maneiras: 1) Permitindo saciar nossas necessidades materiais básicas para viver - comida, abrigo, saúde. Só depois de resolvido isso, segundo os pesquisadores, é que temos energia para ir atrás das coisas que de fato nos fazem felizes. 2) O dinheiro nos permite comprar “tempo”. Com a conta bancária mais folgada, você pode usar esse dinheiro extra para pagar por certos bens e serviços que te permitem ter mais tempo livre para fazer o que gosta. O que te proporciona mais tempo para se dedicar a lazeres, como viaj

Como o uso do celular afeta nossas relações

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Estamos acostumados a ter nosso celular por perto e ele nos acompanha aonde quer que vamos, isso afeta diretamente nossos relacionamentos e nossa saúde emocional. A atenção que damos às pessoas que estão próximas é dividida com o aparelho. A forma de nos relacionarmos mudou totalmente, tendo em conta que o celular nos acompanha em todos os momentos, temos que estar alertas para não normalizarmos esse comportamento de darmos mais atenção ao celular que às nossas relações. Já que comprovadamente isso traz prejuízos a nível interpessoal e intrapessoal. Uma pesquisa feita por psicólogos turcos no ano passado concluiu que esse comportamento de olhar o celular de forma passiva, leva a depressão, ansiedade, somatização (ou seja manifestação de sintomas físicos), hostilidade, e um aumento da duração do uso de celular (trazendo consequências relacionadas a “falta de tempo” livre ou produtivo). Sim, estamos falando de um assunto sério! Que afeta negativamente a saúde mental de todos nós. Ao mesm