26 de junho de 2019

Sobre Saúde Mental: o que faz sentido pra você?

Hoje venho convidar a uma reflexão. Mais do que mergulhar em teorias e tentar entender o que está por trás de comportamentos e emoções, questiono o sentido pessoal que desenvolvemos acerca da nossa saúde mental.



A psicologia enquanto ciência e as práticas terapêuticas desenvolvidas ao longo dos anos, nos trazem um embasamento profissional para compreender e encontrar soluções para tantas questões que permeiam o âmbito dos relacionamentos e do desenvolvimento humano. 

Contudo, ao pensar no trabalho realizado em consultório sempre me questiono (e questiono meus clientes) sobre o que faz sentido para quem me procura. Assim, quais são as perspectivas negativas e positivas acerca de um dado problema ou sintoma? Como enxergamos possibilidades e soluções? Ou ainda, o que pode ajudar a enxergar pontos de vista que nos ajudem a seguir em frente? 

Essa reflexão tem muito a ver com a humanização da saúde mental. Se é que já não lhe pareça estranho pensar em uma saúde mental “desumanizada”. Mas ela existe. Ela está no gosto amargo e seco de teorias e técnicas mal utilizadas, que não consideram contexto, cultura, preferências e, principalmente, os traumas pessoais de cada um. Está em práticas que limitam e tentam colocar pessoas em caixas, as deixando serem definidas pelo que as perturba e não pelo que as fazem crescer e florescer!

Se pensarmos que somos o problema, a doença, o que está errado, como acreditaremos que somos capazes de construir a solução?

Olhar e perceber nossa saúde mental é parte essencial do encontrar-se e do cuidar de si, principalmente em momentos de “fim de linha”, quando acreditamos que não há esperança. 

Mas não se enganem, os problemas são reais e a saúde mental da população em geral não está das melhores. A questão é: como encontrar sentido em meio a tanto caos e acreditar que vale a pena seguir em frente? Seria a saúde mental um eterno exercício de esperança? 

A Terapia, em sua essência, contribui fortemente para que possamos conhecer, aceitar e praticar mais do que nos faz bem, do que faz sentido para nós, nos ajudando a crescer e melhorar enquanto pessoas. É com toda certeza, um importante serviço de desenvolvimento social. Para mim, exercer esse trabalho faz todo sentido! 

E pra você? 
Qual o sentido do que te faz bem? 

Com carinho,
Renata.

17 de junho de 2019

O que atrapalha e o que ajuda na criatividade? | CriativaMente no Divã

O que atrapalha e o que ajuda na criatividade? | CriativaMente no Divã [Episódio 1]



A criatividade é o que nos move sempre na direção de um lugar positivo e melhor. Se não fosse ela, nós ainda estaríamos vivendo como nos tempos das cavernas. A criatividade é uma habilidade importante e possível de ser desenvolvida por qualquer pessoa, não é uma exclusividade para gênios ou artistas.

Mas como exigir que as pessoas sejam criativas, se as escolas e faculdades não ensinam seus alunos pensarem fora da caixinha, a serem proativos e criarem soluções diferentes para problemas comuns? Se nem nossos pais nos ensinam criatividade – nos chamando a atenção a cada atitude e ação que tomamos fora do comum – como podemos ser criativos?

Então, no divã, Milena Mendonça (Psicóloga) e Lulu Souto (Designer de jóias), refletiram sobre a criatividade e deram 3 dicas valiosas de como destravar o processo criativo, no primeiro episódio da série CriativaMente no Divã.

Tem um vídeo versão resumida bem bacana no IGTV, mas o video versão estendida e completa o só no nosso canal do Youtube.

Que já está no ar. Confira e comente no Instagram ou no canal do Youtube da Casa Positiva o que achou. Aproveite e sugira temas para nossos próximos episódios.

PositivaMente,
Milena Mendonça 🌻

12 de junho de 2019

Como anda amando? Como está sendo amado?


Buscar a felicidade do outro não é algo negativo. Agradar os outros, fazer coisas agradáveis ​​por eles, ceder às necessidades deles muito menos. Pelo contrário, é algo bom e desejável, desde que seja um ato que nasce de um altruísmo maduro e desinteressado, de um autocontrole e de um equilíbrio emocional que leva a pessoa a agir livremente e a buscar realmente o bem do outro. Mas quando não é assim?



Muitos bloqueios e sintomas de ansiedade estão intimamente relacionados à necessidade de responder às expectativas - reais ou imaginadas - do outro. Agir desta maneira, é uma faca de dois gumes, em primeiro lugar, porque não é possível nem saudável tentar corrigir as deficiências dos outros e, em segundo lugar, porque você deixa de ser autêntico ao tentar adaptar-se às demandas externas.

É muito provável que a ideia de sentir-se obrigado a satisfazer e agradar tenha sido aprendida na infância. Uma etapa em que a criança compreendia que o carinho, a atenção e o reconhecimento eram recebidos como resultado de viver de acordo com o que ele achava que seus pais queriam (tirar boas notas, ser um irmão exemplar, ouvir os problemas de sua mãe , etc.).
Os pensamentos e ações, e como as situações de desagrado são gerenciadas, são de responsabilidade de cada um. Uma pessoa excessivamente complacente procura abranger uma responsabilidade que, na realidade, não é dele.

A necessidade excessiva de ser aceito, o medo de decepcionar e de abandono fazem com que você renuncie a sua própria necessidade, agindo sob a opinião do outro e reprimindo seus próprios desejos e necessidades.

Assumir responsabilidade significa abandonar a necessidade de ser "aprovado" pelos outros e amado a qualquer custo. No final, o outro está amando uma imagem irreal ("nunca diz não", "não fica bravo", "faz tudo que eu preciso") que não pode ser mantido por um longo tempo, ou sim, mas ao custo da saúde e bem-estar próprio.

Se:

1. Você é espontâneo e expressa seus desejos e necessidades.
2. Você não tem sentimentos de culpa prejudiciais ou assume a responsabilidade pelos sentimentos, pensamentos e ações do outro.
3. Você não precisa refletir e analisar todos os fatos de maneira exageradamente escrupulosa para agir.
4. Você é firme em suas decisões e não se adapta às do outro quando realmente não as compartilha.
5. Você é capaz de ouvir os outros, enquanto ainda escuta a si mesmo.

São cinco sinais que mostram que você não age com complacência. E é "fiel a si mesmo", evitando a tendência de buscar a aceitação pela complacência e agindo de forma madura e coerente com os próprios sentimentos e pensamentos.

Diante disso, vamos refletir como andamos amando? E como estamos sendo amados?

PositivaMente,
Milena Mendonça

10 de junho de 2019

Criando filhos resilientes para que floresçam nas adversidades da vida

Do que se trata a Resiliência? Existem várias definições para esta palavra, mas, em essência,
resiliência é a capacidade de se adaptar e de responder positivamente diante das
adversidades. Ou seja, é a capacidade de se adaptar às mudanças, de lidar com problemas e
superar obstáculos.

Essa característica deixou de ser apenas importante. Segundo especialistas em educação de
crianças, ela se tornou absolutamente necessária nos dias atuais.



Crianças resilientes têm algumas características únicas, fáceis de identificar:

- Têm mais confiança em dizer “não”, quando desconfortáveis.
- Adaptam-se melhor a novas situações.
- Aumentam seus desafios e se fortalecem por meio deles, pois sentem menos medo de
errar.
- Aprendem a lidar melhor com sentimentos difíceis, como estresse, medo, tristeza e
raiva.
- Tomam ações práticas para resolver problemas.
- Assumem mais responsabilidades.

Ajudar as crianças a se tornarem resilientes não significa poupá-las de dificuldades ou
angústias. Dor emocional e tristeza são respostas normais para um trauma significativo ou uma
perda pessoal, ou mesmo para aprender sobre a perda ou trauma de outra pessoa. A
resiliência não significa não ter sentimentos negativos, mas sim aprender a lidar com esses
sentimentos sem se deixar dominar por eles.

Quais seriam os principais fatores para estimular a resiliência nos filhos?

O mais significativo de todos são as relações de apoio. Essas relações oferecem um cuidado
personalizado ao seu filho, permitindo que ele se desenvolva de maneira saudável. E, além
disso, ajudam-no a desenvolver habilidades importantes como planejamento, regulação do
comportamento e adaptação, que irão permiti-lo superar as dificuldades e prosperar.

Algumas dicas que podem auxiliar o fortalecimento da resiliência nos filhos:

- Cuidado com as mensagens que você envia sobre sucesso e fracasso.
- Construa momentos de relaxamento na rotina familiar.
- Desafie as crenças auto-limitantes com feedback baseado em evidências.
- Tenha a diversão como ingrediente vital na família.
- Busque conexão em família – não a perfeição!

Se você já se perguntou se valem a pena todos os seus esforços para ser uma mãe, pai ou
cuidador que apoia e cuida do seu filho, não duvide nem por um segundo mais! Ser sensível e
afetivo é o que ajudará seu filho a se tornar uma pessoa resiliente capaz de superar situações
desafiadoras.

Com carinho,
Isadora Lacerda

3 de junho de 2019

Alimentos, suas cores e seus benefícios emocionais

Todos os âmbitos da vida estão interligados. Quando a gente não entende, mesmo assim ela nos mostra e as coisas se encaixam. Na alimentação não é diferente. O corpo pede um alimento quando estamos precisando de algum nutriente. O corpo pede algum alimento quando estamos precisando nos acolher. 


O corpo pede algum alimento quando estamos precisando expandir. Se alimentar é autoconhecimento. É só questão de observar. E quando as cores dos alimentos nos trazem reflexos emocionais?! Cada cor tem uma vibração emocional e o alimento traz isso em forma de nutrientes. Essa relação nos faz ver o quanto às emoções estão associadas a nossa conduta alimentar e nossas ações.
A cor vermelha nos faz aterrar, ter vitalidade, coragem e individualidade. Consumir morango, beterraba, tomate, acerola, framboesa nos fazem criar raízes para podermos nos erguer com mais força.
A cor laranja nos traz prazer na vida, confiança, auto estima alma, desejos fortes e os alimentos com essa cor como abóbora, tangerina, laranja, cenoura, açafrão nos levam a relações mais leves.
Já a cor verde nos leva a cura, ao amor universal, compaixão e os seus alimentos como vagem, rúcula, couve, uva verde, abacate nos levam para a expansão do amor divino. 
Que tal em seu prato colocar mais cor? Que tal observar suas emoções e ver o que está precisando? 
Um arco-íris no prato nos leva a saúde física, mental e emocional. 
Experimente!

Com amor, sem dor. Angie.