21 de maio de 2019

Adolescentes positivos: seu filho não precisa ser o melhor. Ele precisa ser feliz.

Nós construímos expectativas sobre nossos filhos, mesmo antes de eles nascerem. Fazemos isso desde a escolha do seu próprio nome. As expectativas estão relacionadas aos nossos desejos e vivências. Muitas pessoas escolhem para seu filho o nome de alguém que desejam ou admiram e esperam que seu filho receba as qualidades positivas dessa pessoa. Outros o fazem em torno do significado, eu por exemplo, escolhi com meu marido o nome de Enrique, por ser uma versão espanhol, que em germânico significa "governante da casa”. Escolhemos pelas nossas vivências e pelo significado.



As expectativas influenciam muito o comportamento. O sociólogo americano Robert K. Merton foi um dos primeiros a explicar esse fenômeno por meio do que ele chamou de "profecia autorrealizável”. Merton explicou da seguinte maneira: "A profecia que autorrealiza é, a princípio, uma definição 'falsa' da situação que desperta um novo comportamento que faz com que a falsa concepção original da situação se torne ‘real'".

Suponha, por exemplo, que alguém conte um boato sobre um banco dizendo que ele irá à falência. O banco é sólido, mas se as pessoas acreditarem que o banco vai à falência, começam a sacar seu dinheiro, de modo que, no final, ele irá à falência. O que a princípio foi um fato falso, se torna verdade porque as expectativas das pessoas geram comportamentos que modificam o curso dos acontecimentos. Os psicólogos concentraram-se no estudo do efeito que as profecias têm sobre a identidade, autoestima, motivação e comportamento das pessoas.

Um tipo específico de "profecias autorrealizáveis" de grande relevância para a psicologia é o chamado "Efeito Pigmaleão”. O "Efeito Pigmaleão" foi descrito por Rosenthal e Jacobson em 1968, após um experimento realizado em uma escola na Califórnia. Os pesquisadores realizaram testes de inteligência nos alunos do centro educacional. Eles então selecionaram um grupo de estudantes aleatoriamente e disseram aos professores que essas crianças tinham inteligência, criatividade e habilidades especiais. Seis meses depois, Rosenthal e Jacobson descobriram que aqueles alunos rotulados como especiais obtiveram um desempenho acadêmico significativamente superior ao de seus colegas.

Como você explica o fato de que um grupo de alunos rotulados aleatoriamente como "especiais" obtiveram melhores resultados que seus colegas? A resposta será encontrada nas expectativas dos professores. Eles estavam mais atentos aos alunos que tinham sido rotulados aleatoriamente como "especiais", eles tratavam com mais cuidado sua educação do que a dos outros alunos. Essa atenção especial gerou nas crianças autoconfiança, autoestima e um aumento na motivação para obter bons resultados.

O problema do "Efeito Pigmaleão" surge quando a profecia é negativa para a autoestima de nosso filho. "A criança tem habilidades, mas ele é preguiçoso". É a frase que os pais mais dizem, em face do fracasso escolar de seus filhos. Com o adjetivo de "preguiçoso" eles tentam proteger a autoestima da criança, deixando claro que "seu filho não é burro". O problema é que o rótulo de "preguiçoso" é transformado em uma profecia que não o tira do fracasso escolar e se estende a outras áreas de sua vida, pois de tanto dizer ao filho que ele é preguiçoso, acaba se cristalizando assim.

Os pais então me perguntam no consultório, "o que posso dizer para explicar o fraco desempenho escolar de meu filho?”. A resposta que dou é: por que você tem que explicar isso? Por que você não pode simplesmente dizer: "meu filho tem dificuldades com a matemática". Quando nos limitamos a descrever o que acontece sem atribuí-lo traços internos, estamos evitando profecias e protegendo a autoestima de nossos filhos. Excessivas expectativas positivas também podem gerar estresse em nossos filhos, quando eles são formulados para que a criança sinta que não pode estar a altura.

Ninguém puxa a raiz de uma planta para que cresça mais rápido, confiamos que, se lhe dermos água, ar, luz e nutrientes adequados, ela saberá como crescer. Embora pareça absurdo muitas vezes nos encontramos fazendo isso com nossos filhos. Um exemplo: para o pequeno de um ano o presenteamos com sapatos para andar, e tem que dominar até os dois, quando para o segundo aniversário o presenteamos com velocípede, que tem que usar bem até os três, para então darmos a bicicleta… E assim seguimos com as expectativas e prazos para nossos filhos serem “melhores”. Como esse garotinho se sentirá hábil ou capaz, se lhe perguntamos permanentemente o que ele ainda não pode fazer? O que ele ainda deve aprender? Como você, pai e mãe, se certifica de não se desapontar? 

Ao contrário da planta (que sabemos que crescerá), nossa falta de confiança em nossa capacidade de educar e ser modelos adequados para nossos filhos nos leva a "empurrá-los" para a frente, não sendo capazes de desfrutar de suas conquistas, focando sempre no que está faltando. E assim, alcançamos exatamente o oposto do que almejamos: crianças com pouca confiança em si mesmas. Vamos aproveitar cada momento de florescimento dos nossos filhos sabendo que a próxima etapa chegará e os veremos sorrindo, felizes e confiante, o que todos sonhamos para nossos filhos.

PositivaMente,
Milena Mendonça

17 de maio de 2019

A importância de desenvolver Autocontrole


O autocontrole é a capacidade que temos de decidir autonomamente em qualquer situação que surja e orientar essas decisões para o que realmente queremos alcançar. Decidir serenamente tanto em decisões que afetam nosso entorno, quanto aquelas que afetam nosso interior.

Uma pessoa com autocontrole é também aquela que se encontra em situações dolorosas como um diagnóstico de doença terminal, e decide entre as opções de permitir seu desequilíbrio interno pelo evento ou controlar suas emoções para proporcionar bem-estar e a força de sua família (isso afetando seu interior primeiro).

Na psicologia, o autocontrole é tomado como uma peça fundamental para a saúde mental, física, psicológica e emocional de cada pessoa. É uma característica que está naqueles que se mantêm "em sã consciência", pelo menos a maior parte do tempo. Em seguida, quero mostrar alguns passos simples para alcançar o autocontrole. Depois de aplicá-las, você verá, sem dúvida, grandes mudanças em você.


  • Pense nas coisas positivas que aconteceram contigo


Normalmente, com o passar do tempo, nos lembramos dos nossos momentos negativos mais facilmente em nossas vidas … Todas as coisas ruins e desagradáveis ​​que aconteceram conosco ou que fizemos estão latentes.

Sua tarefa é exercitar seu cérebro para lembrar o positivo, para rememorar aquelas cenas em que você esteve cheio de felicidade pelas conquistas que alcançou, cheio de satisfação por algo bom que aconteceu ao seu redor e cheio de emoção para trazer alegria a outros.

Aumente sua auto-estima através da memória daquela coisa maravilhosa que você viveu, graças a você e ao que o rodeia. Graças a suas realizações e sucessos, é fundamental para o autocontrole, porque você simplesmente se lembrará de sua coragem e capacidade de alcançar os objetivos com que sonhou, sua capacidade de ser feliz e harmonioso dentro de si mesmo.

  • Equilibre razão e emoção

Normalmente, quando vamos tomar uma decisão, nossos padrões mentais tendem a nos levar a um caminho emocional que é racional e lógico. É importante equilibrar essas emoções com a razão, reprogramar sua mente para pensar nos resultados em vez de nos prazeres imediatos.

Isso é alcançado com consciência, com autoconhecimento. Em sua vida você também deve dar o passo que leva ao equilíbrio interno contra qualquer decisão ou caminho que você vai tomar. Pense nos resultados que você deseja obter e aplique a objetividade para escolher o plano de ação que o ajudará a alcançar o que deseja.

  • Viva como deseja

Tome a decisão dentro de si mesmo de viver uma vida consciente, de transformar sua realidade naquilo que você realmente quer, de passar seus dias fazendo as atividades que você ama e sendo feliz. Uma das principais causas das pessoas com falta de autocontrole está apenas sendo submetida, praticamente todos os dias, às decisões que os outros tomam para elas.

Você deve tomar as decisões necessárias para alcançar o que deseja… Sim, isso significa superar ou controlar seus nervos, fobias, medos, etc. E a psicoterapia está aí para te auxiliar também nisso.

  • Seja paciente consigo

Lembre-se de que tudo tem seu fluxo natural e seu processo a ser cumprido. Basta começar a olhar para sua linha da vida e você verá como cada dia você se aproxima da pessoa que você quer ser e dos resultados que você deseja obter.

Essas são as 4 dicas para florescer autocontrole. Simplesmente comece das pequenas mudanças para as complexas mudanças dentro de você. Analise no final de cada dia como você fez exatamente naquele dia em termos de autocontrole… 

Lembre-se do que você fez e analise se você realmente fez isso porque queria ou porque influências externas o levaram a fazê-lo. Não se castigue por ter feito algo errado em algum momento, em vez disso, pense que você pode se sair bem da próxima vez, e que você receberá uma recompensa sua pela conquista.  

A intenção é que você reconheça o privilégio que a sua vida representa neste planeta, o valor que o seu ser tem de fazer parte da história existencial do nosso mundo. Você verá que vale a pena viver feliz como sempre sonhou, tomar as decisões que nascem dentro de você. E com isso, alcançar a plenitude e ajudar aqueles que trabalharam duro para tornar este mundo melhor.

PositivaMente,
Milena Mendonça

Não existe Homossexualismo. Existe Homossexualidade e isso não é doença.

A primeira coisa que deve ser esclarecida, é que jamais deve ser usado o termo homossexualismo como alguns ainda se referem. O sufixo "ismo" indica doença, o que comprovadamente pela ciência, não é o caso da homossexualidade. O sufixo "idade" das palavras heterossexualidade, homossexualidade, bissexualidade indica identidade. Investigações científicas mostraram que a homossexualidade, por si só, não está associada a transtornos mentais ou problemas emocionais ou sociais. No passado, os estudos sobre gays, lésbicas e bissexuais incluíram apenas aqueles em terapia, criando assim uma tendência nas conclusões resultantes. Quando os pesquisadores examinaram dados sobre essas pessoas que não estavam em terapia, descobriu-se rapidamente que a idéia de que a homossexualidade era uma doença mental não era verdade. Em 1973, a American Psychiatric Association retirou a homossexualidade do manual oficial detalhando os transtornos mentais e emocionais. Dois anos mais tarde, a American Psychological Association aprovou uma resolução apoiando esta exclusão. Por mais de 25 anos, as duas associações solicitaram a todos os profissionais de saúde mental para ajudar a dissipar o estigma da doença mental que algumas pessoas ainda associam com orientação homossexual.


Os seres humanos não escolhem ser gay ou hetero. Para a maioria das pessoas, a orientação sexual surge no início da adolescência sem qualquer experiência sexual prévia. O que podemos escolher é agir ou não conforme nossos sentimentos, a identidade não é considerada uma escolha consciente que pode ser mudada voluntariamente. Orientação sexual é uma atração emocional, romântica, sexual ou afetiva, duradoura.

Na orientação sexual existe uma escala contínua que vai desde heterossexualidade exclusiva para homossexualidade exclusiva e inclui várias formas de bissexualidade. Bissexuais podem experimentar atração sexual, emocional e afetiva por pessoas do mesmo sexo e do sexo oposto. Identidade ou orientação sexual é diferente do comportamento sexual, porque se refere a sentimentos e auto-conceito. As pessoas podem ou não podem expressar sua orientação sexual em seus comportamentos.

Há muitas teorias sobre a origem da identidade sexual de uma pessoa. A maioria dos cientistas concordam que a orientação sexual é provavelmente o resultado de uma complexa interação de fatores biológicos, cognitivos e ambientais. Portanto, identidade ou orientação sexual não é uma opção, é um processo individual complexo, no qual você não "escolhe" gostar, você simplesmente gosta. Como identidade religiosa por exemplo, você se identifica e pronto. Por "x" fatores culturais, ambientais, porém principalmente por abstrações feitas pelo próprio sujeito na construção de sua identidade.


Por isso, a identidade sexual, como outra identidade qualquer, deve ser respeitada, conversada, dialogada. A autoimagem é algo extremamente importante para o sujeito fortalecer. E isso depende de identidades bem determinadas. Evita que o sujeito sofra ao deparar com pessoas ignorantes, preconceituosas e intolerantes. Então, o mundo precisa mais disso! De menos moralismo, mais informações e principalmente mais respeito ao diferente, e às diferentes identidades!

PositivaMente,
Milena Mendonça 

14 de maio de 2019

Por que uma pessoa se torna vegetariana?

A palavra “vegetariano” vem do latim vegetus, que significa “forte, vigoroso”. se você não come produtos que envolvam a morte de qualquer ser do reino animal, você é considerado vegetariano.
Por que você adotou essa alimentação? Pode ter sido pela ética, saúde, meio ambiente ou por todos os três ao mesmo tempo.



E o que cada um simboliza nessa escolha? Bom, será muito bom mostrar isso pra vocês. Os motivos éticos nos levam a considerar que os animais têm o mesmo direito à vida e à proteção. Eles são sencientes e por isso têm a capacidade de se defender da dor e a habilidade de experimentar alegria. Ás vezes é difícil ter essa visão por falta de sensibilidade ou por interesse sobre o uso dos animais na vida cotidiana.
Já em relação à saúde, inúmeras pesquisas científicas mostram que uma alimentação sem carnes traz benefícios ao organismo. Previne, estabiliza e modifica ações de doenças ocorrentes no mundo. E ao meio ambiente? Ele é de todos e precisa ser cuidado por todos. a criação industrial de animais causa forte impacto ambiental como o desmatamento, a poluição, contaminação do solo, emissão de gazes. Produção numérica sem observação de impactos e prejuízos futuros.
Essas informações são bem importantes para levarmos a alimentação como um ato político, de amor próprio, respeito ao próximo e ao nosso planeta. Você me pergunta. Por que não vemos informações sobre esses impactos nas mídias? eu te respondo. Não há interesse político em mostrar esses dados. Muito longe de ser somente um rótulo, muito longe da culpa. Mas muito perto da autoresponsabilidade. E você, o que comeu hoje?

Com amor, sem dor.
Angie

8 de maio de 2019

Maternidade é uma escolha


"Não existe natureza humana, e sim condição humana”.

Diante da máxima "o ser vivo nasce, cresce, se reproduz e morre”, antes de discutirmos o fenômeno da maternidade, temos que discutir alguns conceitos que antecedem a maternidade no desenvolvimento humano. Por sermos animais emergidos em uma cultura, segundo Lev Vygotsky, psicólogo sócio-histórico, o termo natureza humana não existe, e sim, o termo condição humana. Partindo desse pressuposto que "a condição humana é representada pela construção de instrumentos para a satisfação de nossas necessidades, e que depende do momento histórico em que vivemos”. Condição humana é a possibilidade do ser humano criar a si mesmo, libertando-se dos limites impostos pelo biológico de seus organismos.


“Não existe instinto materno”. 

Por sermos animais moldados pela nossa cultura, não possuímos padrões de comportamentos estereotipados (instintivos). Então, o conceito de pulsão foi criado e utilizado por Sigmund Freud para substituir o termo instinto, que significa na psicologia um “impulso energético interno que direciona o comportamento do indivíduo”. Portanto, o termo pulsão distingue-se do instinto, por instinto ser ligado a determinadas categorias de comportamentos preestabelecidos e realizados de maneira estereotípica, enquanto pulsão refere-se a uma fonte de energia psíquica não específica, que pode conduzir a comportamentos diversos.
Portanto, para que um comportamento seja classificado como instintivo, ele deve ser inatamente determinado e deve ser específico a certas espécies e aparecer da mesma forma em todos os seus membros. 
Assim, fica evidente que instinto materno não existe. Caso existisse, não haveria nenhuma mulher em nossa espécie que rejeitasse o filho, o colocasse para adoção, o abandonasse ou que simplesmente não desejasse ter filhos. O que existe é o amor materno e não o instinto.
A questão é que a nossa sociedade não dá espaço para a mulher falar sobre esses sentimentos de ambivalência comuns na gestação e em muitos casos por todo o processo de maternidade. As regras, rótulos e valores da nossa sociedade são cruéis com as mulheres. Dessa forma as mulheres se calam ou reproduzem um discurso de maternidade idealizada e fantasiosa com medo de falar e serem julgadas. E aquelas mães que não seguem esse padrão idealizado passam a acreditar que há algo de errado com elas. O que não é verdade.
Amamos aquilo que conhecemos, por tanto o amor de mãe é construído e não “dado" instintivamente.

"Maternidade compulsória”

Em pesquisas realizadas no âmbito da psicologia foram detectados alguns estigmas e padrões sociais aos quais a mulher é submetida. Por exemplo, se ela for adulta e ainda não for mãe, é qualificada em posição inferior à de uma mulher que cumpre seu papel “natural" de se reproduzir. Além desta hierarquia, dentro da maternidade, as mães em situações “não-convencionais" tais como ter filhos fora da época “apropriada” (por volta dos 30 anos), que não são casadas ou sem condições financeiras para tal também perdem no conceito de aceitação social feminina.
Este conjunto de características e rótulos sociais recebe o nome de "maternidade compulsória”, e suas consequências variam desde prejuízos econômicos até a Depressão Pós-Parto, que acontece nas mais variadas culturas no mundo ocidental, com poucas diferenças significativas.
Daí a importância de se falar sobre isso. Aos olhos da sociedade, mulheres deixam de ser “mulheres" quando se tornam mães. Muitas relatam que não podem ter vida social, vontades, desejos, impulsos, vaidades, ambições ou sonhos, sob pena de se tornarem pessoas egoístas e/ou horríveis por isso. Em contrapartida, homens, quando se tornam pais e cumprem o seu papel social de pais (entende-se diferente de simplesmente “ajudando” a mãe a cuidar da criança), cuidando, criando, educando. Os mesmos tornam-se heróis na nossa sociedade.
Dessa forma, mulheres têm se anulado através da maternidade idealizada ao longo de muitos anos. Dedicando-se exclusivamente à maternidade. Os homens não, continuam se dedicando aos seus projetos individuais sem grandes anulações por terem se tornado pais. Ser mãe é uma tarefa muito difícil na nossa atual conjuntura social. E, não, não são os filhos que são um "fardo" pesado. O que torna o papel social de mãe tão difícil é a pressão e opressão social imposta por essa maternidade idealizada. Portanto, a maternidade deve ser vista como uma escolha, não como uma obrigação ou um papel imposto para a mulher. E cada mãe deve encontrar sua “fórmula" da maternidade, não existe uma padronização. Nascemos, crescemos, escolhemos se iremos nos reproduzir e morremos, essa sim é a máxima da condição humana.

PositivaMente,
Milena Mendonça