29 de março de 2019

Ensine ao seu filho a ter habilidades importantes para uma vida feliz com a educação emocional

O que você deseja para o seu filho? Essa é uma pergunta de Martin Seligman, em seu livro “Florescer”. A maioria das pessoas responde “Felicidade”. Mas, você cria seu filho para ser feliz?

Segundo a Miriam Rodrigues, minha mentora do Curso sobre “Educação Emocional Positiva” e autora do livro com o mesmo título, ensinar e aprender a construção de uma vida feliz está relacionado a utilização de nossas forças pessoais nos projetos de vida, a ser otimista, a pensar de um jeito certo e a manter laços afetivos e ter uma vida com propósito e significado. Você cria seu filho assim? Precisamos pensar em prevenção, precisamos pensar em educar nossos filhos para serem saudáveis emocionalmente.



O bem estar, o otimismo e as habilidades sociais podem ser aprendidas. E o que é a educação emocional? É ensinar as nossas crianças a perceberem suas próprias emoções, a nomear, a verbalizar e ter um comportamento positivo. Quando ensino a educação emocional, é como se tivesse vacinando essa criança, estamos criando um sistema imunológico emocional. Cuidar da saúde emocional da criança é importante porque podemos prevenir psicopatologias decorrentes da falta de habilidade de administrar suas emoções. De acordo com Miriam Rodrigues, os principais objetivos da educação emocional são:

- Ajudar a criança a perceber suas emoções;
- Ensinar a ter empatia;
- Reconhecer e compreender as diferentes emoções;
- Ter, diante da emoção, um comportamento construtivo;
- Ajudar a identificar as próprias forças pessoais;
- Promover emoções positivas;
- Construir e fortalecer os relacionamentos positivos;
- Ensinar habilidades sociais e cognitivas para enfrentar as adversidades
- Promover o sentido, o engajamento

Se aproxime da criança, ofereça afeto, ajude a identificar as emoções, a nomear e lidar com elas. Sugiro que você busque escolas que trabalham com a inteligência emocional, procure um Psicólogo para trabalhar a educação emocional com ela também. Lembre: Se você tivesse aprendido essas habilidades na infância, teria tido uma vida com mais bem estar? Com certeza sim! Cuidar da infância é muito importante para uma sociedade saudável. Sua criança merece, o mundo também! Cuidemos das nossas crianças.

Com amor, Emanuela.

25 de março de 2019

Carga Mental - Entenda seu cansaço e saiba como diminuí-lo


Saiba porque as mulheres se sentem tão esgotadas, a diferença entre as pressões sentidas por mulheres e homens, e como você pode se libertar dessa carga mental.




Vamos refletir sobre o tema?

PositivaMente,
Milena 🌻


14 de março de 2019

O que acontece quando a mãe não está emocionalmente presente?

Quando nascemos, nossa mãe é o centro do nosso mundo, nosso abrigo, nosso alimento e grande parte de nossa própria identidade nessa fase da vida. É uma fase na qual estamos intensamente sintonizados, não apenas com o mundo físico, mas principalmente com o mundo emocional dela.

Mães física e emocionalmente presentes constituem um “mundo ideal”, no qual o bebê encontra suporte para suas necessidades de desenvolvimento emocional e cognitivo. Entretanto, não é sempre que esse nível de dedicação é possível. Eventualmente, a mãe não consegue ou não tem disponibilidade para estar presente de maneira a suprir completamente as necessidades do bebê. A pergunta principal aqui é: o que acontece quando a mãe não está emocionalmente presente?


A mãe emocionalmente ausente não fornece muitas das funções esperadas de uma “boa mãe”, já seu coração não está disponível para a criança e, dessa forma, ela não cria um vínculo emocional com seu filho. Segundo a psicoterapeuta americana Jasmim Lee Cori, em seu livro “Mãe Ausente, Filho Carente”, dois padrões de resposta em bebês cujas mães estão emocionalmente ausentes são os mais comuns:

(1) Afastar-se da mãe, evitando contato com ela a fim de manter um estado mais agradável.
(2) Fazer esforços extraordinários para encantar a mãe, para atraí-la.

É doloroso imaginar os esforços de um bebê para, mesmo que de forma inconsciente, obter êxito em qualquer que seja esse padrão de resposta, já que sua mãe é o vínculo “com o mundo e a melhor esperança de que suas necessidades sejam satisfeitas”. Ainda segundo a psicoterapeuta, um tipo comum de mãe emocionalmente ausente é a mulher que está deprimida. “Mães deprimidas interagem menos com seus filhos, e os bebês mostram menos sentimentos positivos, tornam-se apegados de modo inseguro quando são crianças pequenas e se saem pior em tarefas cognitivas. Essas crianças muitas vezes crescem para se tornar adultos que não estão acostumados com o contato caloroso e nutridor”.

Portanto, é importante que as mães prestem atenção ao próprio mundo interior. Como estão sendo supridas suas próprias necessidades emocionais? Qual é o nível de presença e suporte emocional que estão prestando aos seus bebês? As trocas entre mãe e filho durante a primeira infância da criança são fundamentais para um desenvolvimento completo, robusto e feliz. Para isso, o “bom estado” da saúde emocional das mamães é insubstituível.

Com carinho,
Isadora Lacerda.

13 de março de 2019

Reconhecendo a criança interior: um contato com o seu mundo emocional

Sempre gostei de ligar a imagem da nossa criança interior ao nosso mundo emocional. Pensar na criança e como ela expressa e processa emoções pode ser uma ótima maneira de compreender como lidamos com situações difíceis e determinadas dinâmicas em relacionamentos. 

A criança que chora por uma dor “invisível”, que faz birra por algo aparentemente sem sentido, que parece “só querer controlar” situações ou talvez “chamar a atenção”, comunica um mundo emocional ainda desconhecido ou pouco investigado. Tantas são as mensagens por trás dessas emoções! Medos, traumas, anseios ou até mesmo necessidades básicas não atendidas. 



Necessidades essas que, como adultos, não podemos voltar atrás e atender. É preciso cuidar dessa criança (muitas vezes ferida) no presente que temos para viver. Crescemos. E trazemos conosco as luzes e as sombras dessa criança. O que aprendemos e assimilamos no nosso inconsciente; a maneira que exploramos o mundo ao nosso redor; a forma que aprendemos a confiar ou desconfiar do outro; como nos relacionamos intimamente. Tanto se pode desbravar acerca das influências da nossa criança interior e nossa vida presente. 

Pode-se refletir em como nossa criança foi cuidada no passado. O que lhe diziam quando estava triste? Como lhe tratavam quando estava com raiva? Quem lhe ensinou a digerir o medo? Como ela aprendeu a criar coragem dentro dela? Quem fomentou ou podou sua curiosidade acerca do mundo ao redor? Como aprendeu a lidar com a vergonha? Como era atendida quando chorava e precisava de apoio emocional? 

Que mensagens essa criança recebeu sobre o cuidar de si? Sobre o aprender a processar e se responsabilizar por suas emoções? Ou ainda, aprender a se relacionar consigo mesma (suas dores, anseios, frustrações, alegrias e tristezas) e com o outro? 

Como adultos, podemos resgatar nossa autonomia, segurar na mão da nossa criança interna e dizer: “Vai ficar tudo bem, não precisa tomar as rédeas, estou aqui para cuidar de você agora”. Talvez assim, dar permissão para que essa criança possa finalmente ser criança. Trazendo brilho aos nossos olhos de gente grande e ocupada, nos ajudando a enxergar novas possibilidades e a apreciar o mundo e as pessoas ao nosso redor. Ela pode finalmente se permitir brincar, sorrir e descansar quando for preciso. Ela pode fazer questão de passar tempo com gente que ama só por se sentir segura com aquela companhia. Aprender coisas novas, desbravar lugares, fazer novos caminhos. Ela pode deixar suas potencialidades fluirem e cumprir seu papel de ser leve e livre dentro de você. E principalmente, aprender a confiar nesse adulto também interno, deixando que ele cuide de suas necessidades ao longo do caminho. 

O adulto responsável por suas emoções permite que o outro seja quem é. E, através da curiosidade (e não do medo, da ansiedade ou tentativas de controle), explora o mundo do outro com respeito e amor. Da mesma forma que foi aprendendo a conhecer, aceitar e respeitar o próprio mundo interno. Ser gentil consigo mesmo, com sua criança interior, te trará formas mais saudáveis de se relacionar com o mundo. Tolerância, empatia, gentileza. Como seria o mundo de hoje com adultos que tenham suas crianças internas bem acolhidas e amadas? 

O processo de auto-conhecimento e auto-cuidado pode ser intenso, longo e difícil de assimilar. Pode ainda ser profundo, bonito e transformador. Estar pronto para se conhecer e se responsabilizar por você mesmo (suas emoções e atitudes) é um grande passo para mudar o que está ao redor. Com amor e gentileza, respeitando nosso tempo interno, nossas dores, nossos sentimentos e nossas relações, acabamos por respeitar também o tempo do outro.

Que a sua criança tenha sempre espaço para brincar e amar com segurança dentro de você!

Gratidão,
Renata.