17 de maio de 2019

A importância de desenvolver Autocontrole


O autocontrole é a capacidade que temos de decidir autonomamente em qualquer situação que surja e orientar essas decisões para o que realmente queremos alcançar. Decidir serenamente tanto em decisões que afetam nosso entorno, quanto aquelas que afetam nosso interior.

Uma pessoa com autocontrole é também aquela que se encontra em situações dolorosas como um diagnóstico de doença terminal, e decide entre as opções de permitir seu desequilíbrio interno pelo evento ou controlar suas emoções para proporcionar bem-estar e a força de sua família (isso afetando seu interior primeiro).

Na psicologia, o autocontrole é tomado como uma peça fundamental para a saúde mental, física, psicológica e emocional de cada pessoa. É uma característica que está naqueles que se mantêm "em sã consciência", pelo menos a maior parte do tempo. Em seguida, quero mostrar alguns passos simples para alcançar o autocontrole. Depois de aplicá-las, você verá, sem dúvida, grandes mudanças em você.


  • Pense nas coisas positivas que aconteceram contigo


Normalmente, com o passar do tempo, nos lembramos dos nossos momentos negativos mais facilmente em nossas vidas … Todas as coisas ruins e desagradáveis ​​que aconteceram conosco ou que fizemos estão latentes.

Sua tarefa é exercitar seu cérebro para lembrar o positivo, para rememorar aquelas cenas em que você esteve cheio de felicidade pelas conquistas que alcançou, cheio de satisfação por algo bom que aconteceu ao seu redor e cheio de emoção para trazer alegria a outros.

Aumente sua auto-estima através da memória daquela coisa maravilhosa que você viveu, graças a você e ao que o rodeia. Graças a suas realizações e sucessos, é fundamental para o autocontrole, porque você simplesmente se lembrará de sua coragem e capacidade de alcançar os objetivos com que sonhou, sua capacidade de ser feliz e harmonioso dentro de si mesmo.

  • Equilibre razão e emoção

Normalmente, quando vamos tomar uma decisão, nossos padrões mentais tendem a nos levar a um caminho emocional que é racional e lógico. É importante equilibrar essas emoções com a razão, reprogramar sua mente para pensar nos resultados em vez de nos prazeres imediatos.

Isso é alcançado com consciência, com autoconhecimento. Em sua vida você também deve dar o passo que leva ao equilíbrio interno contra qualquer decisão ou caminho que você vai tomar. Pense nos resultados que você deseja obter e aplique a objetividade para escolher o plano de ação que o ajudará a alcançar o que deseja.

  • Viva como deseja

Tome a decisão dentro de si mesmo de viver uma vida consciente, de transformar sua realidade naquilo que você realmente quer, de passar seus dias fazendo as atividades que você ama e sendo feliz. Uma das principais causas das pessoas com falta de autocontrole está apenas sendo submetida, praticamente todos os dias, às decisões que os outros tomam para elas.

Você deve tomar as decisões necessárias para alcançar o que deseja… Sim, isso significa superar ou controlar seus nervos, fobias, medos, etc. E a psicoterapia está aí para te auxiliar também nisso.

  • Seja paciente consigo

Lembre-se de que tudo tem seu fluxo natural e seu processo a ser cumprido. Basta começar a olhar para sua linha da vida e você verá como cada dia você se aproxima da pessoa que você quer ser e dos resultados que você deseja obter.

Essas são as 4 dicas para florescer autocontrole. Simplesmente comece das pequenas mudanças para as complexas mudanças dentro de você. Analise no final de cada dia como você fez exatamente naquele dia em termos de autocontrole… 

Lembre-se do que você fez e analise se você realmente fez isso porque queria ou porque influências externas o levaram a fazê-lo. Não se castigue por ter feito algo errado em algum momento, em vez disso, pense que você pode se sair bem da próxima vez, e que você receberá uma recompensa sua pela conquista.  

A intenção é que você reconheça o privilégio que a sua vida representa neste planeta, o valor que o seu ser tem de fazer parte da história existencial do nosso mundo. Você verá que vale a pena viver feliz como sempre sonhou, tomar as decisões que nascem dentro de você. E com isso, alcançar a plenitude e ajudar aqueles que trabalharam duro para tornar este mundo melhor.

PositivaMente,
Milena Mendonça

Não existe Homossexualismo. Existe Homossexualidade e isso não é doença.

A primeira coisa que deve ser esclarecida, é que jamais deve ser usado o termo homossexualismo como alguns ainda se referem. O sufixo "ismo" indica doença, o que comprovadamente pela ciência, não é o caso da homossexualidade. O sufixo "idade" das palavras heterossexualidade, homossexualidade, bissexualidade indica identidade. Investigações científicas mostraram que a homossexualidade, por si só, não está associada a transtornos mentais ou problemas emocionais ou sociais. No passado, os estudos sobre gays, lésbicas e bissexuais incluíram apenas aqueles em terapia, criando assim uma tendência nas conclusões resultantes. Quando os pesquisadores examinaram dados sobre essas pessoas que não estavam em terapia, descobriu-se rapidamente que a idéia de que a homossexualidade era uma doença mental não era verdade. Em 1973, a American Psychiatric Association retirou a homossexualidade do manual oficial detalhando os transtornos mentais e emocionais. Dois anos mais tarde, a American Psychological Association aprovou uma resolução apoiando esta exclusão. Por mais de 25 anos, as duas associações solicitaram a todos os profissionais de saúde mental para ajudar a dissipar o estigma da doença mental que algumas pessoas ainda associam com orientação homossexual.


Os seres humanos não escolhem ser gay ou hetero. Para a maioria das pessoas, a orientação sexual surge no início da adolescência sem qualquer experiência sexual prévia. O que podemos escolher é agir ou não conforme nossos sentimentos, a identidade não é considerada uma escolha consciente que pode ser mudada voluntariamente. Orientação sexual é uma atração emocional, romântica, sexual ou afetiva, duradoura.

Na orientação sexual existe uma escala contínua que vai desde heterossexualidade exclusiva para homossexualidade exclusiva e inclui várias formas de bissexualidade. Bissexuais podem experimentar atração sexual, emocional e afetiva por pessoas do mesmo sexo e do sexo oposto. Identidade ou orientação sexual é diferente do comportamento sexual, porque se refere a sentimentos e auto-conceito. As pessoas podem ou não podem expressar sua orientação sexual em seus comportamentos.

Há muitas teorias sobre a origem da identidade sexual de uma pessoa. A maioria dos cientistas concordam que a orientação sexual é provavelmente o resultado de uma complexa interação de fatores biológicos, cognitivos e ambientais. Portanto, identidade ou orientação sexual não é uma opção, é um processo individual complexo, no qual você não "escolhe" gostar, você simplesmente gosta. Como identidade religiosa por exemplo, você se identifica e pronto. Por "x" fatores culturais, ambientais, porém principalmente por abstrações feitas pelo próprio sujeito na construção de sua identidade.


Por isso, a identidade sexual, como outra identidade qualquer, deve ser respeitada, conversada, dialogada. A autoimagem é algo extremamente importante para o sujeito fortalecer. E isso depende de identidades bem determinadas. Evita que o sujeito sofra ao deparar com pessoas ignorantes, preconceituosas e intolerantes. Então, o mundo precisa mais disso! De menos moralismo, mais informações e principalmente mais respeito ao diferente, e às diferentes identidades!

PositivaMente,
Milena Mendonça 

14 de maio de 2019

Por que uma pessoa se torna vegetariana?

A palavra “vegetariano” vem do latim vegetus, que significa “forte, vigoroso”. se você não come produtos que envolvam a morte de qualquer ser do reino animal, você é considerado vegetariano.
Por que você adotou essa alimentação? Pode ter sido pela ética, saúde, meio ambiente ou por todos os três ao mesmo tempo.



E o que cada um simboliza nessa escolha? Bom, será muito bom mostrar isso pra vocês. Os motivos éticos nos levam a considerar que os animais têm o mesmo direito à vida e à proteção. Eles são sencientes e por isso têm a capacidade de se defender da dor e a habilidade de experimentar alegria. Ás vezes é difícil ter essa visão por falta de sensibilidade ou por interesse sobre o uso dos animais na vida cotidiana.
Já em relação à saúde, inúmeras pesquisas científicas mostram que uma alimentação sem carnes traz benefícios ao organismo. Previne, estabiliza e modifica ações de doenças ocorrentes no mundo. E ao meio ambiente? Ele é de todos e precisa ser cuidado por todos. a criação industrial de animais causa forte impacto ambiental como o desmatamento, a poluição, contaminação do solo, emissão de gazes. Produção numérica sem observação de impactos e prejuízos futuros.
Essas informações são bem importantes para levarmos a alimentação como um ato político, de amor próprio, respeito ao próximo e ao nosso planeta. Você me pergunta. Por que não vemos informações sobre esses impactos nas mídias? eu te respondo. Não há interesse político em mostrar esses dados. Muito longe de ser somente um rótulo, muito longe da culpa. Mas muito perto da autoresponsabilidade. E você, o que comeu hoje?

Com amor, sem dor.
Angie

8 de maio de 2019

Maternidade é uma escolha


"Não existe natureza humana, e sim condição humana”.

Diante da máxima "o ser vivo nasce, cresce, se reproduz e morre”, antes de discutirmos o fenômeno da maternidade, temos que discutir alguns conceitos que antecedem a maternidade no desenvolvimento humano. Por sermos animais emergidos em uma cultura, segundo Lev Vygotsky, psicólogo sócio-histórico, o termo natureza humana não existe, e sim, o termo condição humana. Partindo desse pressuposto que "a condição humana é representada pela construção de instrumentos para a satisfação de nossas necessidades, e que depende do momento histórico em que vivemos”. Condição humana é a possibilidade do ser humano criar a si mesmo, libertando-se dos limites impostos pelo biológico de seus organismos.


“Não existe instinto materno”. 

Por sermos animais moldados pela nossa cultura, não possuímos padrões de comportamentos estereotipados (instintivos). Então, o conceito de pulsão foi criado e utilizado por Sigmund Freud para substituir o termo instinto, que significa na psicologia um “impulso energético interno que direciona o comportamento do indivíduo”. Portanto, o termo pulsão distingue-se do instinto, por instinto ser ligado a determinadas categorias de comportamentos preestabelecidos e realizados de maneira estereotípica, enquanto pulsão refere-se a uma fonte de energia psíquica não específica, que pode conduzir a comportamentos diversos.
Portanto, para que um comportamento seja classificado como instintivo, ele deve ser inatamente determinado e deve ser específico a certas espécies e aparecer da mesma forma em todos os seus membros. 
Assim, fica evidente que instinto materno não existe. Caso existisse, não haveria nenhuma mulher em nossa espécie que rejeitasse o filho, o colocasse para adoção, o abandonasse ou que simplesmente não desejasse ter filhos. O que existe é o amor materno e não o instinto.
A questão é que a nossa sociedade não dá espaço para a mulher falar sobre esses sentimentos de ambivalência comuns na gestação e em muitos casos por todo o processo de maternidade. As regras, rótulos e valores da nossa sociedade são cruéis com as mulheres. Dessa forma as mulheres se calam ou reproduzem um discurso de maternidade idealizada e fantasiosa com medo de falar e serem julgadas. E aquelas mães que não seguem esse padrão idealizado passam a acreditar que há algo de errado com elas. O que não é verdade.
Amamos aquilo que conhecemos, por tanto o amor de mãe é construído e não “dado" instintivamente.

"Maternidade compulsória”

Em pesquisas realizadas no âmbito da psicologia foram detectados alguns estigmas e padrões sociais aos quais a mulher é submetida. Por exemplo, se ela for adulta e ainda não for mãe, é qualificada em posição inferior à de uma mulher que cumpre seu papel “natural" de se reproduzir. Além desta hierarquia, dentro da maternidade, as mães em situações “não-convencionais" tais como ter filhos fora da época “apropriada” (por volta dos 30 anos), que não são casadas ou sem condições financeiras para tal também perdem no conceito de aceitação social feminina.
Este conjunto de características e rótulos sociais recebe o nome de "maternidade compulsória”, e suas consequências variam desde prejuízos econômicos até a Depressão Pós-Parto, que acontece nas mais variadas culturas no mundo ocidental, com poucas diferenças significativas.
Daí a importância de se falar sobre isso. Aos olhos da sociedade, mulheres deixam de ser “mulheres" quando se tornam mães. Muitas relatam que não podem ter vida social, vontades, desejos, impulsos, vaidades, ambições ou sonhos, sob pena de se tornarem pessoas egoístas e/ou horríveis por isso. Em contrapartida, homens, quando se tornam pais e cumprem o seu papel social de pais (entende-se diferente de simplesmente “ajudando” a mãe a cuidar da criança), cuidando, criando, educando. Os mesmos tornam-se heróis na nossa sociedade.
Dessa forma, mulheres têm se anulado através da maternidade idealizada ao longo de muitos anos. Dedicando-se exclusivamente à maternidade. Os homens não, continuam se dedicando aos seus projetos individuais sem grandes anulações por terem se tornado pais. Ser mãe é uma tarefa muito difícil na nossa atual conjuntura social. E, não, não são os filhos que são um "fardo" pesado. O que torna o papel social de mãe tão difícil é a pressão e opressão social imposta por essa maternidade idealizada. Portanto, a maternidade deve ser vista como uma escolha, não como uma obrigação ou um papel imposto para a mulher. E cada mãe deve encontrar sua “fórmula" da maternidade, não existe uma padronização. Nascemos, crescemos, escolhemos se iremos nos reproduzir e morremos, essa sim é a máxima da condição humana.

PositivaMente,
Milena Mendonça

30 de abril de 2019

Como praticar o amor próprio?


Praticar o amor próprio sem cair no egoísmo ou no narcisismo implica alcançar um equilíbrio entre um trabalho interno no qual podemos apreciar nossa essência e alcançar harmonia com o ambiente, o que não é fácil.

O autoamor vai além da autoestima. Hoje, a autoestima, por exemplo, é um tema recorrente quando falamos de conflitos emocionais ou dificuldades em se relacionar com os outros: tudo parece indicar que devemos nos estimar melhor. Mas isso não é suficiente, pois, além de reconhecer nosso valor pessoal, devemos exercitar o amor próprio, ou seja, o autocuidado.

Há uma máxima que diz: "você ama o que conhece". Portanto, o primeiro passo para o amor próprio é o autoconhecimento. Um início complicado, porque a vida diária da maioria de nós é cheia de informações, mensagens constantes que vêm de fora e podem nos ofuscar, nos fazem perder a noção de quem somos.


O autoconhecimento é a capacidade que nos permite explorar o nosso ser, é a introspecção e a capacidade de nos reconhecermos como indivíduos. Isso nos permite reconhecer o que nos caracteriza e também o que nos vulnerabiliza.

Esse é o resultado de um processo analítico que envolve a maturidade de conhecer nossos aspectos positivos e negativos, mas também envolve reconhecer os mecanismos  de defesa nos quais nossas emoções funcionam e por quê nos utilizamos deles. Um fator que muitas vezes omitimos ao tentar nos conhecer. O autoconhecimento é o passo prévio e fundamental para alcançar a autoestima, o autorespeito e o autocontrole.

A principal consequência positiva do autoconhecimento é a autoestima. Esta é a fé que cada um tem em si mesmo, o valor concedido pelo fato de ser quem somos. É a percepção positiva do próprio valor, habilidades e conquistas, a melhor visão que temos de nós mesmos.

Embora existam situações que reduzem esse valor positivo, mesmo levando a uma visão completamente negativa de si mesmo, que é um fator de relevância na busca do amor próprio ou do autocuidado. Uma autoestima negativa nos torna vulneráveis ​​ao abuso e manipulação por outros, mas também por nós mesmos.

Quando sabemos o que somos capazes de fazer mais ou menos facilmente, quando nos aceitamos com defeitos e virtudes, por natureza, o respeito próprio é dado, e é mais fácil exigirmos o respeito dos outros. Dessa forma, somos capazes de estabelecer limites e impedir que outros nos abusem de qualquer maneira.

Isso, por sua vez, tem como conseqüência que procuramos conhecer os outros (antes de julgá-los ou discriminá-los), valorizá-los pelo que eles são e respeitá-los, assim como queremos que seja feito conosco.

Como praticar o amor próprio?

Quando reconhecemos o valor que temos para nós mesmos, ou seja, quando nossa autoestima é baseada no autoconhecimento e no respeito, dificilmente nos exporemos a situações de risco, como manipulação, chantagem emocional, relações tóxicas e violência psicológica ou física.

A manifestação do amor próprio é nada menos que o autocuidado. É a maneira como reagimos ao que percebemos e valorizamos em relação a nós mesmos.

Se formos merecedores de felicidade, procuraremos tudo que nos brinde e evitaremos o que negamos. O autocuidado, que deriva do amor próprio, é importante para nossa saúde física, mental e emocional.

Quem se ama e se cuida ...

  1. Abrace suas partes imperfeitas
  2. Reconheça seu valor
  3. Pratique autocuidado
  4. Não somos partes, somos um todo
  5. Não se compare com os outros

Assim, aqueles que se amam cuidam de si mesmos e se proporcionam bem-estar, assim como fazem com os outros. 

PositivaMente,
Milena Mendonça

26 de abril de 2019

A importância da relação entre pais e filhos

O pai é o primeiro “estranho” que a criança encontra fora do ventre da mãe, e encarna primeiramente tudo o que não é “ela”. Ele se torna o terceiro fator nessa relação de afeto familiar, ao mesmo tempo que configura um elemento de separação (ainda que simbólica) entre a mãe e a criança.


A relação com esse primeiro “estranho”, ou seja, a relação entre pai e filho, como instintivamente sabemos, é fundamental para o desenvolvimento saudável de qualquer indivíduo. A qualidade da relação entre o pai e o filho, entretanto, é tão importante quanto a presença física, palpável, do pai. Uma relação calorosa e afetuosa entre um pai e seu filho vai reforçar o desenvolvimento de vários aspectos da identidade deste último. Os limites e a disciplina impostos pelo pai só serão eficazes nesse contexto. A qualidade dessa relação, ao contrário do que se acreditou por muitos anos na psicologia, é ainda mais importante nos primeiros anos de vida. As crianças que sofreram com a ausência do pai ao longo dos dois primeiros anos são menos eficientes, em vários aspectos do desenvolvimento da personalidade, que aquelas não tiverem os pais presentes em uma idade mais avançada. Crianças cujo pai se ausentou enquanto tinham menos de 2 anos de idade revelaram-se menos confiantes, menos criativos e com sentimentos de inferioridade maiores que nas crianças cujos pais tinham se ausentado entre as idades de 3 a 5 anos.

Um pai “ausente”, por outro lado, pode ser física ou emocionalmente inadequado ao se comportar de modo disfuncional com seu filho. A principais situações que causam as maiores frustações na relação  ai e filho podem ser resumidas nas seguintes:
(1) A ausência prolongada do pai, seja pelo abandono puro e simples ou por uma internação hospitalar prolongada, por exemplo.
(2) A falta de resposta do pai às necessidades de afeição e de ligação do filho, quando o pai negligencia os comportamentos pelos quais a criança demonstra sua necessidade de atenção.
(3) As ameaças de abandono por parte do pai, utilizadas com o objetivo de punir ou de disciplinar a criança.
(4) A indução da culpa na criança, com o uso de afirmações que visam torna-la responsável pela doença ou até pela morte de um dos genitores.
(5) Um pai que “dá trabalho” ao filho; como no caso de um pai alcoólatra, por exemplo. Numa situação como essa o filho pode se sentir obrigado a agir como um pai, crescendo rápido demais para a sua idade.
(6) Agressões físicas regulares, por toda a carga de violência, humilhação e rejeição que carregam.

Portanto, é fundamental que os pais invistam tempo, energia e amor em suas relações com os filhos. Uma criança corre o risco de permanecer uma pessoa passiva e incompleta se, ao chegar em casa, o pai se limitar a esticar o corpo sobre o sofá para assistir televisão, sem participar do funcionamento da família.

Com carinho,
Isadora Lacerda.

10 de abril de 2019

Perdão: o que isso tem a ver com sua saúde mental?

A falta de perdão gera ansiedade, depressão, estresse e inúmeras doenças psicossomáticas. Eu considero o ato de perdoar extremamente importante para a construção de uma autoestima saudável e para o bem-estar psíquico. Primeiro porque se você não perdoa o outro, você carrega um lixo emocional totalmente tóxico para o seu bem-estar físico e mental. Segundo porque sem o auto perdão é impossível ter uma relação de amor e respeito por si mesmo. O rancor, a mágoa e a culpa faz com que você caminhe pela vida com a mochila pesada de coisas que não favorecem em nada a sua felicidade e a sua saúde física e mental.



É preciso entender alguns mitos que podem te impedir de soltar essa história de dor e sofrimento. O perdão não envolve esquecer e manter a relação com a pessoa que te feriu, mas, viver em paz sem se deixar ser atormentado com aquilo que aconteceu, com o evento desagradável. Você pode não esquecer do trauma, mas ao lembrar, não sente a sensação negativa de antes, passando a aceitar que aquela situação fez parte da sua história e está no seu passado. Para exercer o perdão, é importante parar de contar as histórias tristes de como você foi vítima de alguém, como sua dor é grande. Assim a ferida não vai cicatrizar! E para sair desse ciclo de rancor e perdoar genuinamente, é necessário exercer a empatia, perceber que a pessoa que ofendeu também tem sofrimento e talvez não tenha cometido aquele ato com a intenção de te magoar. Se você conseguir tirar o peso de achar que foi uma situação pessoal contra você e perceber que aquilo tem a ver com o momento e dores dela, acredito que muda seu olhar para essa história. Ao lembrar que você também erra com outras pessoas, pode conseguir ver a humanidade de quem te feriu (e também da sua quando comete erros) e exercer a compaixão. Ela não é perfeita, assim como também você não é e está tudo bem em se permitir ser humano.

Outro passo importante é sair da vitimização. Se manter nessa posição, mantém também a raiva, ódio,  ostilidade, tristeza, dor, vingança. Sair do papel de vítima, devolve a você o seu poder! O poder pessoal de decidir o que fazer com o que fizeram com você ou decidir o que fazer a partir do erro cometido. Você não vai ter saúde mental se continuar preso as dores e aos erros do passado. Observe os aprendizados em cada situação. Quem você se tornou após ter vivido essa situação de dor/erro? Qual o presente que essa situação traz para você que você não consegue enxergar?

Perdoar é um processo, uma construção, além de ser uma ação muito corajosa. O perdão é para seu próprio benefício, não depende do reconhecimento do outro em relação ao erro para ser liberado. O autoperdão, é uma atitude de muito respeito com você, já que é o único que conhece os seus motivos para ter cometido aquele erro. Naquele momento, o que você fez era a única coisa que poderia fazer com a consciência que você tinha. Compreende seu erro, retira o aprendizado dessa história e segue. Com treino e técnicas simples, você vai exercendo o perdão aos poucos, no seu tempo. Uma dica da Psicologia é escrever uma cartão de perdão. Escolha uma pessoa que você precisa perdoar e escreva a situação, o que a pessoa fez com você. Nesse momento, pode ser que você sinta as emoções desconfortáveis que a situação desperta. Permita sentir. Escreva o que você gostaria que a pessoa fizesse com você. Escreva também tudo que você quer falar para essa pessoa. Escreva você perdoando. Ao final, você pode rasgar ou queimar a carta, não precisa enviar para ninguém. Libere o perdão. Faça isso por você, pelo seu bem-estar! Decida e escolha ser feliz!

“Falhou tá falhado e não se falha mais nisso”

Com amor, Emanuela.

3 de abril de 2019

Fazer parte e Ser inteiro: sobre como pertencemos à nossa família

No estudo da Terapia Familiar, “pertencer” pode ser visto como um sentimento, não somente como algo que é reconhecido através de laços de sangue, parcerias ou matrimônios. Sentimento esse que parte do nosso íntimo e se desenvolve nos relacionamentos. Indo um pouco mais a fundo, pode-se refletir acerca de como o pertencimento nos faz sentir sobre quem somos, ou ainda, sobre quem gostaríamos de ser. Será que uma coisa pode atrapalhar a outra? 




Talvez a resposta esteja na compreensão das crenças que aprendemos e co-criamos em nossas famílias. Já que, muitas vezes, nossas crenças familiares podem estar em conflito com sonhos e perspectivas individuais.
O que acontece quando queremos seguir um caminho diferente daquele que nos foi apresentado no seio familiar? Ou ainda, quando o tal “caminho diferente” é visto como uma afronta? Teríamos então de decidir entre “fazer parte” e “ser inteiro”? 
Dentre muitas das crenças que aprendemos, podemos ter ouvido - ou simplesmente aprendido - que a independência acontece com o rompimento, com o não precisar do outro, seja financeiramente ou mesmo emocionalmente. Porém, essa lógica nem sempre está em harmonia com o que sentimos. Podemos nos descobrir tristes e magoados com situações do tipo, e, insistir em racionalizar o que estamos sentindo, dificilmente nos trará as soluções que buscamos.
Muitas vezes em consultório escuto a frase “quero deixar de sentir isso”. Uma guerra interna travada entre o que acreditamos que devemos fazer e o que acabamos fazendo.
Terapeuticamente, podemos começar a visitar a ideia de que “fazer parte” não é o mesmo de “ser dependente”. Saber cuidar de si quando necessário e ser capaz de tomar decisões de vida minimamente saudáveis não exclui nossa necessidade de conexão com o outro. 
Vale refletir ainda sobre como, muitas vezes, ao supostamente rompermos com a família (ou outros relacionamentos importantes) acabamos por buscar (ou simplesmente encontrar) outras pessoas com as quais nos relacionamos de forma dependente, seja emocionalmente ou, algumas vezes, até mesmo financeiramente. Alguém do lado de fora de um sistema familiar que rejeita o que você está apresentando como seu, como individual. Alguém que finalmente te aceite e vá suprir necessidades básicas que ficaram não atendidas. 
Dessa forma, podemos pensar em diferentes fases das nossas vidas e em como nos desenvolvemos de forma individual e relacional através delas. Por exemplo, enquanto crianças nossa prioridade na família sempre será de se conectar e se manter seguramente dependente dos que podem nos nutrir e cuidar; Já enquanto adolescentes, nossa tendência é de buscar autonomia e individualidade, o que muitas vezes pode trazer conflitos com as expectativas do sistema familiar. Mas, e enquanto adultos? Estaríamos “presos” em alguma dessas dinâmicas? 
Sentir-se parte pode também fazer parte de ser por inteiro, e mais ainda, de sentir-se verdadeiramente dono de si. Pois assim, adentramos o mundo das relações, e dos tantos papéis que temos que cumprir, mostrando nossa cara, nossos sentimentos e aspirações. Buscando formas de se ser que respeitem o outro e nos permitem exercitar a conexão e a empatia. 
Se tornar adulto nos exije certa dose de reflexão e autoconhecimento, para  que possamos - finalmente - tomar consciência de atitudes, sentimentos e relações que são nocivas ao nosso crescimento e florescimento pessoal.
Crescer e “ir pro mundo” é levar consigo aprendizados, sentimentos, crenças, expectativas e perspectivas que desenvolvemos ao longo das nossas vidas através dos relacionamentos mais significativos. Tomar consciência de como nossa família funciona é também uma forma de autoconhecimento, possibilitando assim maneiras de transformar-se individualmente, entendendo a ligação entre a sua individualidade e o mundo que fazemos parte.

Com amor,
Renata.

29 de março de 2019

Ensine ao seu filho a ter habilidades importantes para uma vida feliz com a educação emocional

O que você deseja para o seu filho? Essa é uma pergunta de Martin Seligman, em seu livro “Florescer”. A maioria das pessoas responde “Felicidade”. Mas, você cria seu filho para ser feliz?

Segundo a Miriam Rodrigues, minha mentora do Curso sobre “Educação Emocional Positiva” e autora do livro com o mesmo título, ensinar e aprender a construção de uma vida feliz está relacionado a utilização de nossas forças pessoais nos projetos de vida, a ser otimista, a pensar de um jeito certo e a manter laços afetivos e ter uma vida com propósito e significado. Você cria seu filho assim? Precisamos pensar em prevenção, precisamos pensar em educar nossos filhos para serem saudáveis emocionalmente.



O bem estar, o otimismo e as habilidades sociais podem ser aprendidas. E o que é a educação emocional? É ensinar as nossas crianças a perceberem suas próprias emoções, a nomear, a verbalizar e ter um comportamento positivo. Quando ensino a educação emocional, é como se tivesse vacinando essa criança, estamos criando um sistema imunológico emocional. Cuidar da saúde emocional da criança é importante porque podemos prevenir psicopatologias decorrentes da falta de habilidade de administrar suas emoções. De acordo com Miriam Rodrigues, os principais objetivos da educação emocional são:

- Ajudar a criança a perceber suas emoções;
- Ensinar a ter empatia;
- Reconhecer e compreender as diferentes emoções;
- Ter, diante da emoção, um comportamento construtivo;
- Ajudar a identificar as próprias forças pessoais;
- Promover emoções positivas;
- Construir e fortalecer os relacionamentos positivos;
- Ensinar habilidades sociais e cognitivas para enfrentar as adversidades
- Promover o sentido, o engajamento

Se aproxime da criança, ofereça afeto, ajude a identificar as emoções, a nomear e lidar com elas. Sugiro que você busque escolas que trabalham com a inteligência emocional, procure um Psicólogo para trabalhar a educação emocional com ela também. Lembre: Se você tivesse aprendido essas habilidades na infância, teria tido uma vida com mais bem estar? Com certeza sim! Cuidar da infância é muito importante para uma sociedade saudável. Sua criança merece, o mundo também! Cuidemos das nossas crianças.

Com amor, Emanuela.

25 de março de 2019

Carga Mental - Entenda seu cansaço e saiba como diminuí-lo


Saiba porque as mulheres se sentem tão esgotadas, a diferença entre as pressões sentidas por mulheres e homens, e como você pode se libertar dessa carga mental.




Vamos refletir sobre o tema?

PositivaMente,
Milena 🌻


14 de março de 2019

O que acontece quando a mãe não está emocionalmente presente?

Quando nascemos, nossa mãe é o centro do nosso mundo, nosso abrigo, nosso alimento e grande parte de nossa própria identidade nessa fase da vida. É uma fase na qual estamos intensamente sintonizados, não apenas com o mundo físico, mas principalmente com o mundo emocional dela.

Mães física e emocionalmente presentes constituem um “mundo ideal”, no qual o bebê encontra suporte para suas necessidades de desenvolvimento emocional e cognitivo. Entretanto, não é sempre que esse nível de dedicação é possível. Eventualmente, a mãe não consegue ou não tem disponibilidade para estar presente de maneira a suprir completamente as necessidades do bebê. A pergunta principal aqui é: o que acontece quando a mãe não está emocionalmente presente?


A mãe emocionalmente ausente não fornece muitas das funções esperadas de uma “boa mãe”, já seu coração não está disponível para a criança e, dessa forma, ela não cria um vínculo emocional com seu filho. Segundo a psicoterapeuta americana Jasmim Lee Cori, em seu livro “Mãe Ausente, Filho Carente”, dois padrões de resposta em bebês cujas mães estão emocionalmente ausentes são os mais comuns:

(1) Afastar-se da mãe, evitando contato com ela a fim de manter um estado mais agradável.
(2) Fazer esforços extraordinários para encantar a mãe, para atraí-la.

É doloroso imaginar os esforços de um bebê para, mesmo que de forma inconsciente, obter êxito em qualquer que seja esse padrão de resposta, já que sua mãe é o vínculo “com o mundo e a melhor esperança de que suas necessidades sejam satisfeitas”. Ainda segundo a psicoterapeuta, um tipo comum de mãe emocionalmente ausente é a mulher que está deprimida. “Mães deprimidas interagem menos com seus filhos, e os bebês mostram menos sentimentos positivos, tornam-se apegados de modo inseguro quando são crianças pequenas e se saem pior em tarefas cognitivas. Essas crianças muitas vezes crescem para se tornar adultos que não estão acostumados com o contato caloroso e nutridor”.

Portanto, é importante que as mães prestem atenção ao próprio mundo interior. Como estão sendo supridas suas próprias necessidades emocionais? Qual é o nível de presença e suporte emocional que estão prestando aos seus bebês? As trocas entre mãe e filho durante a primeira infância da criança são fundamentais para um desenvolvimento completo, robusto e feliz. Para isso, o “bom estado” da saúde emocional das mamães é insubstituível.

Com carinho,
Isadora Lacerda.

13 de março de 2019

Reconhecendo a criança interior: um contato com o seu mundo emocional

Sempre gostei de ligar a imagem da nossa criança interior ao nosso mundo emocional. Pensar na criança e como ela expressa e processa emoções pode ser uma ótima maneira de compreender como lidamos com situações difíceis e determinadas dinâmicas em relacionamentos. 

A criança que chora por uma dor “invisível”, que faz birra por algo aparentemente sem sentido, que parece “só querer controlar” situações ou talvez “chamar a atenção”, comunica um mundo emocional ainda desconhecido ou pouco investigado. Tantas são as mensagens por trás dessas emoções! Medos, traumas, anseios ou até mesmo necessidades básicas não atendidas. 



Necessidades essas que, como adultos, não podemos voltar atrás e atender. É preciso cuidar dessa criança (muitas vezes ferida) no presente que temos para viver. Crescemos. E trazemos conosco as luzes e as sombras dessa criança. O que aprendemos e assimilamos no nosso inconsciente; a maneira que exploramos o mundo ao nosso redor; a forma que aprendemos a confiar ou desconfiar do outro; como nos relacionamos intimamente. Tanto se pode desbravar acerca das influências da nossa criança interior e nossa vida presente. 

Pode-se refletir em como nossa criança foi cuidada no passado. O que lhe diziam quando estava triste? Como lhe tratavam quando estava com raiva? Quem lhe ensinou a digerir o medo? Como ela aprendeu a criar coragem dentro dela? Quem fomentou ou podou sua curiosidade acerca do mundo ao redor? Como aprendeu a lidar com a vergonha? Como era atendida quando chorava e precisava de apoio emocional? 

Que mensagens essa criança recebeu sobre o cuidar de si? Sobre o aprender a processar e se responsabilizar por suas emoções? Ou ainda, aprender a se relacionar consigo mesma (suas dores, anseios, frustrações, alegrias e tristezas) e com o outro? 

Como adultos, podemos resgatar nossa autonomia, segurar na mão da nossa criança interna e dizer: “Vai ficar tudo bem, não precisa tomar as rédeas, estou aqui para cuidar de você agora”. Talvez assim, dar permissão para que essa criança possa finalmente ser criança. Trazendo brilho aos nossos olhos de gente grande e ocupada, nos ajudando a enxergar novas possibilidades e a apreciar o mundo e as pessoas ao nosso redor. Ela pode finalmente se permitir brincar, sorrir e descansar quando for preciso. Ela pode fazer questão de passar tempo com gente que ama só por se sentir segura com aquela companhia. Aprender coisas novas, desbravar lugares, fazer novos caminhos. Ela pode deixar suas potencialidades fluirem e cumprir seu papel de ser leve e livre dentro de você. E principalmente, aprender a confiar nesse adulto também interno, deixando que ele cuide de suas necessidades ao longo do caminho. 

O adulto responsável por suas emoções permite que o outro seja quem é. E, através da curiosidade (e não do medo, da ansiedade ou tentativas de controle), explora o mundo do outro com respeito e amor. Da mesma forma que foi aprendendo a conhecer, aceitar e respeitar o próprio mundo interno. Ser gentil consigo mesmo, com sua criança interior, te trará formas mais saudáveis de se relacionar com o mundo. Tolerância, empatia, gentileza. Como seria o mundo de hoje com adultos que tenham suas crianças internas bem acolhidas e amadas? 

O processo de auto-conhecimento e auto-cuidado pode ser intenso, longo e difícil de assimilar. Pode ainda ser profundo, bonito e transformador. Estar pronto para se conhecer e se responsabilizar por você mesmo (suas emoções e atitudes) é um grande passo para mudar o que está ao redor. Com amor e gentileza, respeitando nosso tempo interno, nossas dores, nossos sentimentos e nossas relações, acabamos por respeitar também o tempo do outro.

Que a sua criança tenha sempre espaço para brincar e amar com segurança dentro de você!

Gratidão,
Renata.

25 de fevereiro de 2019

Como a Psicanálise e a Psicologia Positiva contribuem para o seu Florescimento


Por, Milena Mendonça – psicóloga

Pessoalmente, a psicologia sempre me fascinou como uma profissão capaz de melhorar a vida das pessoas, que nos ajuda a sermos mais felizes, levar uma vida mais plena e resolver nossos problemas humanos, ou seja, florescer.



Desde 2007 é minha profissão e minha prática profissional me emociona, me estimula intelectualmente e me dá sentido! Considero a melhor das profissões e sinto-me afortunada por poder praticá-la. Ainda na graduação, me identifiquei muito com a Psicanálise em especial, porque Freud sempre se preocupou com a cura, “cura pela fala”, como ele nomeava, livrando o paciente dos sintomas para sempre, por meio de catarse e insights. Em nossa formação, aprendemos como o comportamento humano funciona, como fazer as pessoas superarem seus distúrbios, dilemas, conflitos…

Isso é básico em nosso trabalho, mas a prática profissional me ensinou que o cerne do que nós, psicólogos, fazemos é melhorar a relação entre pessoas com eles mesmos e com os outros. Isso de forma integral, empática e respeitando o tempo de cada um. Então, com a intenção de continuar meus estudos em Psicanálise, decidi que iria me especializar na Capital Mundial da Psicoterapia, Buenos Aires. Dentre os diversos cursos de mestrado ofertados pelas universidades "porteñas", descobri a Psicologia Positiva, me apaixonei a primeira vista e em 2010 me tornei a primeira brasileira/o Mestra em Psicologia Positiva.

Sou umas das poucas psicólogas no Brasil, se não a única, que mescla a Psicanálise com a Psicologia Positiva. Ofereço um formato terapêutico híbrido, isto é, uma combinação entre elementos relacionados com a Psicoterapia Positiva e a Psicoterapia tradicional (Psicanálise).

São teorias complementares, na qual uma trabalha os aspectos dos sofrimentos e traumas (Psicanálise) e a outra os aspectos positivos humanos (Psicologia Positiva). A Psicologia Positiva é uma abordagem da psicologia moderna que se centra no estudo de uma vida feliz e com bem-estar. Funcionando como complemento para as outras abordagens. É uma forma de entendimento humano a partir de suas fortalezas, capacidades, e não apenas no olhar acerca do trauma e da enfermidade como fazem as abordagens tradicionais. Ou seja, os aspectos positivos e negativos ao mesmo tempo, e com a mesma relevância. O que fez todo sentido, já que cuidar não significa apenas consertar o que está com defeito, mas também cultivar o que temos de melhor. A cura então, a meu ver, deve associar essas duas perspectivas. Tendo como objetivo alívio de sintomas (proporcionado pelas terapias tradicionais) com o desenvolvimento de: emoções positivas, mais engajamento, mais sentido, (propósito), realizações e relacionamentos humanos positivos. Práticas essas, cruciais para o florescimento e bem-estar (objetivo da Psicologia Positiva).

Sinto-me realizada por trabalhar com o que amo e principalmente por poder ajudar as pessoas a serem mais felizes e resilientes. As intervenções positivas em conjunto com as técnicas psicanalíticas aumentam a eficácia psicoterápica e aumentam as chances de cura. Todos nós temos um enorme potencial e o trabalho do terapeuta se concentra em melhorar o que já é bom, bem como iluminar as áreas mais escuras que dificultam que saibamos viver. Os psicólogos ajudam seus pacientes a serem mais livres, autênticos. Conhecer a Psicologia Positiva, esta foi uma grande descoberta pessoal e realmente me impactou.

Tanto teoricamente quanto na prática, esta abordagem nos fornece ferramentas eficazes para sermos mais otimistas, resilientes, criativos e assim, mais saudáveis. A psicologia positiva não tem nada a ver com "ter pensamentos positivos e conseguir o que quer”. É uma abordagem cientifica, com bastante embasamento. Assim, a Psicologia Positiva abarca muito, muitíssimo, mas não é a solução de tudo no mundo. Por isso, ao uni-la a outras abordagens (como a Psicanálise, no meu caso) o resultado da terapia torna-se muito mais eficaz.

Em 2016 fundei o projeto Casa Positiva, que desde o começo eu queria que fosse muito além de uma clínica, meu sonho: promover qualidade de vida para todos. Ao longo do caminho, grandes profissionais aderiram a essa ideia. Que hoje floresceu com as atuais integrantes e suas importantes colaborações. Nossa Casinha segue crescendo, e crescendo todas juntas, uma apoiando a outra e em consequências todos se beneficiam desse florescimento, em especial nossos pacientes. E o que um dia foi um sonho, hoje é uma realidade, e cada dia mais pessoas podem se beneficiar com nosso projeto.

20 de fevereiro de 2019

Como a TCC e o Tatadrama contribuem para o seu florescimento.


Por, Isadora Lacerda – psicóloga

A Terapia Cognitivo Comportamental, ou TCC, é uma das diversas abordagens da psicologia. Ela entende a forma como o ser humano interpreta os acontecimentos e como eles nos afetam, e não os acontecimentos em si. Ou seja: é o entendimento de como cada pessoa vê, sente e pensa com relação a uma situação que causa desconforto, dor, incômodo, tristeza ou qualquer outra sensação negativa.
Essa abordagem é bastante específica, clara e direta. É utilizada para tratar diversos transtornos mentais de forma eficiente. 



Seu objetivo principal é identificar padrões de comportamento, pensamento, crenças e hábitos que estão na origem dos problemas, indicando, a partir disso, técnicas para alterar essas percepções de forma positiva. A TCC se destina ao tratamento dos diferentes transtornos psicológicos e emocionais tais como: ansiedade, depressão transtornos psicossomáticos, transtornos alimentares, fobias, traumas, dependência química, entre outros.

E é dessa forma que tenho florescido ano após ano, pois também faço terapia nessa abordagem, aprendendo semanalmente como nossas crenças muitas vezes nos boicotam e nos manipulam através dos pensamentos disfuncionais.

Porém, sempre fui uma pessoa curiosa e determinada e, devido a esse perfil, vivo buscando me aprimorar, aperfeiçoar e conhecer novas técnicas que possam somar na minha vida pessoal e profissional, pois quanto mais me trabalho mais me fortaleço, me transformo e floresço, contribuindo para o florescimento e o empoderamento dos meus pacientes como pessoas melhores para si e para o mundo. E é lindo demais acompanhar esse movimento!

Devido a essa curiosidade, a essa vontade de aprender e continuar buscando ferramentas para ajudar o próximo e a mim mesma, conheci o TATADRAMA. O Tatadrama é um conjunto de dinâmicas sensoriais e corporais, com fundamentação na espontaneidade do ato de brincar, associada a técnicas do Psicodrama e do Sociodrama. Seu objetivo é facilitar a vivência e o redimensionamento da temática do universo do indivíduo em suas inquietações sob os aspectos pessoais, sociais, educacionais, culturais e de saúde. Sua dinâmica tem como principal recurso o uso de um conjunto de bonecos e bonecas de pano, cujas figuras são trabalhadas para promover o autoconhecimento, revelar segredos, estimular sentidos, emoções, consciência corporal e imaginação.

Graças a essa experiência que adquiri com o uso do TATADRAMA, hoje me sinto uma pessoa mais forte e ainda mais consciente das minhas questões pessoais, e consciente também de que o florescer é eterno e de que quanto mais damos atenção a ele mais ele crescerá. Com isso, faço um convite: permitam-se olhar para dentro! Só assim iremos florescer e contaminar o mundo com amor, empatia e muita positividade.




18 de fevereiro de 2019

Como a Terapia Ericksoniana, familiar e de casal contribuem para o seu florescimento.


Por, Renata Brügger - psicóloga 

Um olhar humano está repleto de sua própria humanidade. Digo isso em muitos sentidos. Temos a experiência do que nos toca de maneira positiva, o que facilmente podemos fazer florescer e dar frutos dentro e fora de nós. Porém, temos também o que nos dói e nos é difícil processar, o que preferimos deixar “embaixo do tapete”, escondido nos nossos processos inconscientes.



A terapia “feita sob medida”, criada pelo Psiquiatra Norte Americano Milton Erickson, nos traz ferramentas para acessar tanto o que compreendemos conscientemente e queremos transformar, quanto o que está por trás da nossa dor ou angústia. Mais do que isso, a abordagem Ericksoniana foca em soluções e potenciais, trabalhando com nossos recursos internos e com o que já temos para começar nossa jornada em direção aos nossos objetivos terapêuticos. 

Utiliza a linguagem simbólica do insconsciente através de metáforas, visualizações e da hipnose para abrir novos caminhos e criar novas maneiras de encontrar o que buscamos. E utiliza também o desenvolvimento da nossa consciência para que possamos aprender a criar hábitos e relacionamentos mais saudáveis com nós mesmos e com o outro. Sempre um passo de cada vez, no seu tempo e do seu jeito, como cada planta, árvore, fruto ou flor fazem para nutrir-se, crescer e doar-se ao mundo.

Unindo nossas habilidades pessoais aos recursos e conflitos existentes no contexto familiar, a Terapia Relacional Sistêmica ou Terapia Familiar e de Casal vem abrindo portas para a comunicação interpessoal. Apresentando ainda o quão enriquecedores são os padrões, hábitos e dinâmicas que estabelecemos com membros da nossa família. Essa riqueza, contudo, nem sempre está polida e brilhante, pronta para ser vista e apreciada. Na maioria das vezes, temos dificuldades de enxergar os tesouros cotidianos e as oportunidades de crescimento diante de crises e conflitos ligados às relações familiares. 

Assim, a Terapia de família cria oportunidades de contar e ouvir as histórias dos que vieram antes de nós, e de perceber como essas histórias podem estar moldando nossas escolhas, nossa visão de mundo e nossas construções futuras. Ajuda-se então a desenvolver novas formas de enxergar os papéis desempenhados por membros da família, incluindo o papel que nos foi dado. E, mais do que apenas aceitar e seguir esse papel, nossa transformação interior pode levar à construção da nossa própria forma de ser e pertencer ao grupo familiar (e tantos outros grupos importantes em nossas vidas). Essa mudança terapêutica de consciência, hábitos e padrões relacionais permitem ainda que se demonstre ao mundo e ao outro novas maneiras de amar e florescer.

E do trabalho realizado com a Terapia Ericksoniana e a Terapia Familiar e de Casal, deixo aqui uma reflexão minha em forma de metáfora e de florescimento...

“Ser humano, vivo como planta, mais parece rosa, roseira, cada um de uma cor. Família é roseira, não é não? Amor é rosa. De cor e de flor. O que lhe dói, o que lhe toca, o que pode lhe espetar, está ali nos espinhos da rosa, da roseira inteira. Mas são desses espinhos, é desse toque, que se nasce uma das flores mais bonitas e encantadoras de toda a existência dos que vivem e dos que não vivem. Penso que é com cuidado que se deve tocá-la, os espinhos assim não lhe machucarão. E a rosa florescerá em seu olfato e em sua visão. Quem sabe até em outros sentidos. O amor sempre abre possibilidades infinitas. E se escolhemos amar os espinhos, tratá-los com cordialidade e carinho, as rosas, simplesmente e belamente, florescem”.



11 de fevereiro de 2019

Quando a TCC e a Psicologia Positiva contribuem para o seu Florescimento.

Por, Emanuela Hora - psicóloga 


Dentro da Psicologia existem diversos tipos de abordagens terapêuticas, dentre elas, há a Terapia Cognitiva Comportamental (TCC), que pode te auxiliar no tratamento de vários transtornos psicológicos como, ansiedade, depressão, fobias, transtornos alimentares, traumas, estresse e dependência química.





A terapia cognitiva comportamental tem como premissa básica que a maneira como as pessoas interpretam o que acontece com elas, determina como sentem e se comportam. Ou seja, como as pessoas se sentem e o que elas fazem, são afetados pela forma como ela pensa.


“Entre o que acontece comigo e minha reação ao que acontece comigo, há um espaço. Neste espaço está a minha capacidade de escolher minhas respostas e definir o meu destino” (Stephen Covey )


A terapia cognitiva comportamental é breve, específica e focada no problema do cliente. Nela, o psicólogo busca identificar padrões de pensamentos que antecedem comportamentos e sentimentos que trazem sofrimento ao cliente, utilizando técnicas para corrigir as distorções cognitivas, crenças, pensamentos automáticos e esquemas disfuncionais que impedem que ele tenha um funcionamento mais positivo.


Sabendo que a forma como alguém interpreta os eventos da vida é determinante para que o nível de bem-estar dela seja alto ou baixo, agregando as técnicas da TCC e as pesquisas da Psicologia Positiva, que é o movimento científico que estuda o bem-estar e a felicidade, você pode florescer ainda mais.


Florescer, de acordo com Martin Seligman, considerado pai da Psicologia Positiva, é o processo de funcionamento positivo do ser humano, isto é, quando se cultiva emoções positivas, o engajamento, propósito de vida, relacionamentos positivos e realizações, podemos alcançar a felicidade autêntica.


A Psicologia Positiva tem o poder de transformar a sua vida, contribuindo para sua saúde, relacionamentos positivos, aumento da produtividade. Através da Psicologia Positiva você pode identificar o que tem de melhor, suas forças, virtudes e valores, o que contribui para aumentar o seu nível de bem-estar e satisfação com a vida. Quem é mais feliz tem mais sucesso, mais saúde, são mais prósperos e tem relacionamentos interpessoais mais saudáveis.


A TCC junto com a Psicologia Positiva pode mudar a sua história de vida, potencializar seus resultados, te oferecendo o caminho para seu florescimento. 


Com amor e positividade, Emanuela Hora.




6 de fevereiro de 2019

Como a nutrição e o vegetarianismo/veganismo contribuem para o seu florescimento?


Por, Angie Marques - Nutricionista 


A alimentação é a base do funcionamento do corpo físico e vai muito mais além. Ela é a base do corpo mental, emocional e espiritual.

Comecei a ver a alimentação com outros olhos na junção do yoga, da patologia e das emoções. Sabia que ela tinha como me ajudar a manter o equilíbrio de tudo isso. Confiar nela foi minha melhor escolha. Floresci.


E quando eu entendi que ela contribuía nos cuidados e proteção dos animais e do meio ambiente, eu floresci mais uma vez. Como era feliz saber que eu podia me alimentar somente de amor. Sem dor. Sem destruição. Sem maldade. Sem choro. Só amor. E bem amparada nutricionalmente.

Isso tudo reflete dentro da gente. Nosso corpo muda, nossos pensamentos mudam, nossas emoções se equilibram. A nossa consciência se expande, começamos a ver e sentir o mundo de outra forma. Florescemos.

Crescemos em atos, gestos e ações. Cuidamos do nosso corpo com mais amor e atenção. Sabemos o que ele sente, como se manifesta e o que ele precisa. Ficamos mais amigos. Questionamentos e respostas vão surgindo e cada vez mais vamos descobrindo que alimentação é autocuidado, é amor ao próximo.

Cada dia que passa é merecimento e o florescimento vem da maneira mais leve, de uma alimentação mais leve, da terra, que brota, que nasce novamente, que respeita ciclos, que traz tudo na hora certa e quando tem que ser.

A semente na terra nutre-se de luz, de água, floresce por nós e para nós. É uma troca de amor. Por que não nos alimentarmos só de amor? O nosso florescimento depende da gente. 

Vamos, de mãos dadas!