26 de maio de 2018

Não tenha medo da Mudança

Não importa como esteja a sua vida. Não importa quem esteja nela, se as pessoas te apoiam ou não, independente de qualquer coisa lembre-se: a coisa mais importante que podemos fazer pela nossa felicidade é TORNAR O MOMENTO POSITIVO, sempre.

Quantas vezes passamos por situações difíceis na vida que pareciam impossíveis de resolver e envolvendo pessoas ainda mais difíceis? Sabe o que você deve fazer? Apenas deixe aquela vibração negativa para lá, se afaste. Mas antes de desistir, lute, e muito! Fale, converse, enfrente. Não se afaste das pessoas sem antes lutar, as pessoas mudam, e espere sempre o melhor delas. Mas elas precisam querer mudar e às vezes elas simplesmente não querem, então aceite isso.

Ninguém está acostumado a ser feliz, então quando vê o outro, tão próximo, prosperando, não sabe como lidar bem com isso, a felicidade do outro incomoda algumas pessoas porque é o reflexo da nossa própria infelicidade. Ou pior, quando vê o outro passando por alguma dificuldade, se afasta porque damos o que temos, e sendo vazio, não temos como ajudar o outro, isso é um fato.

Tá todo mundo vivendo e olhando para si, todo mundo sabe de tudo, menos ser feliz primeiro, a saber lidar como vencedor nas situações difíceis, a apoiar o outro, mas com o que o outro realmente precisa, não com as nossas projeções. Quando vemos alguém sendo feliz, temos um “instinto”, bem latente que diz: “aprenda com essa pessoa!” Mas nosso orgulho não reconhece isso, e ao invés de nos aproximarmos para aprendermos com ela, nos afastamos porque não queremos lidar com nossa própria infelicidade.

Se você quer mudar a si mesmo, o mundo, e acalmar o sofrimento de outras pessoas, comece dando exemplo de felicidade. Inspire as pessoas com um sorriso sincero, com sua força para lidar com situações difíceis, compartilhe sua dor e como você conseguiu superar esse momento difícil. A sua energia positiva e resiliência diz ao mundo que independente dos problemas enfrentados na sua vida, você escolheu ser feliz!

Só fazendo isso você já está se transformando, ajudando as pessoas e principalmente você, amar faz bem, espalhe o amor e seja luz na vida dos outros! Então, não esqueça: felicidade se compartilha e isso muda o mundo!

Por Milena Mendonça, Psicóloga e Idealizadora da Casa Positiva.

25 de maio de 2018

Como criar filhos felizes

DICAS  DE COMO  CRIAR FILHOS(AS) FELIZES


1. Converse, desde cedo, sobre respeitar os limites do outro
Entender e respeitar o espaço do outro é algo que deve ser aprendido desde cedo. É importante que o(a) pequeno(a) compreenda os limites que existem entre o seu corpo e o seu espaço e o corpo e o espaço do outro. Seja em uma brincadeira ou, mais tarde, em um relacionamento, os meninos precisam saber ouvir e respeitar o “não”. Portanto, converse sempre com ele(a) sobre responsabilidade na relação, cuidado com o outro e o respeito acima de tudo.

2. Ensine sobre a importância de se cuidar
Portanto, ensine seu(a) pequeno(a), desde cedo, sobre a importância do autocuidado, de se alimentar bem, praticar atividades físicas e cuidar da própria saúde. Ouvir e cuidar do corpo é fundamental para uma vida mais equilibrada e feliz!

3. Permita que seu(a) pequeno(a) se expresse
Brincadeiras e aprendizado não precisam ser divididos entre coisas de meninos e coisas de meninas. As crianças são puras e livres de julgamentos e preconceitos e é fundamental que nós, adultos, não as limitemos. Permita que seu(a) pequeno(a) tenha a oportunidade de explorar o mundo e descobrir suas potencialidades tanto na profissão, quanto nas diferentes maneiras que ele pode contribuir para a sociedade. Acima de tudo, respeitando e incentivando  para dar sempre o seu melhor, seja qual for a sua escolha.

4. Divida as atividades domésticas igualmente
Participar e colaborar com as tarefas domésticas, não só é algo positivo para o desenvolvimento da responsabilidade e autonomia dos pequenos, como também é obrigação de todos que vivem na casa. Por esse motivo, é muito importante que as atividades do dia a dia sejam divididas entre todos da família, considerando a idade das crianças, mas nunca o sexo. Meninos e meninas utilizam e sujam a casa na mesma medida e, portanto, ambos devem colaborar para um lar mais organizado e confortável para todos.

5. Explique que ele(a) não precisa ser bom em tudo
Errar, não saber ou fracassar são coisas normais na vida e que, hora ou outra, vão acontecer. Entender que isso é uma oportunidade de aprendizado e que nem sempre ele vai ser o melhor em tudo, é fundamental para que ele(a) não se cobre tanto para atingir um ideal que, às vezes, não corresponde à sua realidade. Então, evite educá-lo(a) para ser competitivo(a) o tempo todo, mostrando a importância de dar o seu melhor, mas ensinando que sempre é possível ajudar, ser ajudado, aprender e ensinar!

6. Não relacione violência com amor
Ao dizer que quando um menino belisca ou puxa o cabelo de uma menina é porque está apaixonado por ela, naturaliza-se que amor pressupõe violência. Portanto, é importante conversar sobre o cuidado, o respeito, a honestidade e o afeto entre as pessoas, mostrando que o amor deve ser algo positivo e demonstrado de maneira carinhosa e respeitosa.

7. Ensine que meninos não precisam ser agressivos
Em muitos momentos, a masculinidade pode estar relacionada com a agressividade e é muito importante desconstruir essa ideia. Ser homem não precisa estar relacionado com controle, força e poder. Pelo contrário, ensine ao seu filho que não é preciso bater, ameaçar ou gritar para conseguir as coisas ou ser escutado.

8. Incentive seu (a) filho (a) a demonstrar suas emoções e sentimentos
Quando sentimos medo, dor, constrangimento ou saudades, é normal (e necessário) colocar esse sentimento para fora. Chorar não faz de nenhum de nós menos corajosos e fortes, e é muito importante que o seu pequeno entenda, desde cedo, que ele pode demonstrar suas emoções, sem que isso o torne “menos homem”. Dizer coisas como “homem não chora”, pode contribuir para que o pequeno reprima e esconda seus sentimentos e isso pode impactar em sua vida e suas relações.

9. Converse, converse e converse!
Enfim, converse, escute, discuta e reflita a todo momento junto com seu pequeno. Juntos, vocês podem dialogar e compartilhar ideias e opiniões sobre as melhores formas de agir, sempre com respeito e empatia. Afinal, um mundo melhor começa por nós e criar pequenos que se tornarão adultos gentis, responsáveis, seguros, participativos e felizes é muito importante para o mundo que queremos para nossos (as) filhos (as)!


Por , Vanessa Barros, psicopedagoga.

24 de maio de 2018

O que é Maternidade Compulsória.


Em pesquisas realizadas no âmbito da psicologia foram detectados alguns estigmas e padrões sociais aos quais a mulher é submetida. Por exemplo, se ela for adulta e ainda não for mãe, é qualificada em posição inferior à de uma mulher que cumpre seu papel “natural" de se reproduzir. Além desta hierarquia, dentro da maternidade, as mães em situações “não-convencionais" tais como ter filhos fora da época “apropriada” (por volta dos 30 anos), que não são casadas ou sem condições financeiras para tal também perdem no conceito de aceitação social feminina. 


Este conjunto de características e rótulos sociais recebe o nome de "maternidade compulsória”, e suas consequências variam desde prejuízos econômicos até a Depressão Pós-Parto, que acontece nas mais variadas culturas no mundo ocidental, com poucas diferenças significativas. Daí a importância de se falar sobre isso. Aos olhos da sociedade, mulheres deixam de ser “mulheres" quando se tornam mães. Muitas relatam que não podem ter vida social, vontades, desejos, impulsos, vaidades, ambições ou sonhos, sob pena de se tornarem pessoas egoístas e/ou horríveis por isso. Em contrapartida, homens, quando se tornam pais e cumprem o seu papel social de pais (entende-se diferente de simplesmente “ajudando” a mãe a cuidar da criança), cuidando, criando, educando. Os mesmos tornam-se heróis na nossa sociedade. 

Dessa forma, mulheres têm se anulado através da maternidade idealizada ao longo de muitos anos. Dedicando-se exclusivamente à maternidade. Os homens não, continuam se dedicando aos seus projetos individuais sem grandes anulações por terem se tornado pais. Ser mãe é uma tarefa muito difícil na nossa atual conjuntura social. E, não, não são os filhos que são um "fardo" pesado. O que torna o papel social de mãe tão difícil é a pressão e opressão social imposta por essa maternidade idealizada. 

Portanto, a maternidade deve ser vista como uma escolha, não como uma obrigação ou um papel imposto para a mulher. E cada mãe deve encontrar sua “fórmula" da maternidade, não existe uma padronização. Nascemos, crescemos, escolhemos se iremos nos reproduzir e morremos, essa sim é a máxima da condição humana.

NÃO EXISTE INSTINTO MATERNO

Por sermos animais moldados pela nossa cultura, não possuímos padrões de comportamentos estereotipados (instintivos). Então, o conceito de pulsão foi criado e utilizado por Sigmund Freud para substituir o termo instinto, que significa na psicologia um “impulso energético interno que direciona o comportamento do indivíduo”. Portanto, o termo pulsão distingue-se do instinto, por instinto ser ligado a determinadas categorias de comportamentos preestabelecidos e realizados de maneira estereotípica, enquanto pulsão refere-se a uma fonte de energia psíquica não específica, que pode conduzir a comportamentos diversos.

Portanto, para que um comportamento seja classificado como instintivo, ele deve ser inatamente determinado e deve ser específico a certas espécies e aparecer da mesma forma em todos os seus membros.

Assim, fica evidente que instinto materno não existe. Caso existisse, não haveria nenhuma mulher em nossa espécie que rejeitasse o filho, o colocasse para adoção, o abandonasse ou que simplesmente não desejasse ter filhos. O que existe é o amor materno e não o instinto. A questão é que a nossa sociedade não dá espaço para a mulher falar sobre esses sentimentos de ambivalência comuns na gestação e em muitos casos por todo o processo de maternidade. As regras, rótulos e valores da nossa sociedade são cruéis com as mulheres.

Dessa forma as mulheres se calam ou reproduzem um discurso de maternidade idealizada e fantasiosa com medo de falar e serem julgadas. E aquelas mães que não seguem esse padrão idealizado passam a acreditar que há algo de errado com elas. O que não é verdade.
Amamos aquilo que conhecemos, portanto o amor de mãe é construído e não “dado" instintivamente.

DEPRESSÃO PÓS-PARTO

Os sintomas dependem do tipo de personalidade da puérpera e de sua história de vida, das mudanças bioquímicas que se processam logo da gestação e após o parto assim como, da duração (tempo) em que a mãe sente essa melancolia e/ou outros sintomas.
Além das vivências inconscientes em que predominam as fantasias de esvaziamento ou de castração, as mais difíceis são as ansiedades de carência materna (quando a puérpera cria muita dependência em relação à própria mãe ou ao marido) e as de autodepreciação (quando se sente incapaz de assumir as responsabilidades maternas).
É muito difícil determinar o limite entre a depressão pós-parto de fato e uma fase de melancolia normal no pós-parto. As características principais desta diferenciação são:
1. a rejeição total ao bebê,
2. a falta de ânimo,
3. o sentimento de tristeza intenso,
4. sensação de desespero e
5. a duração desses sintomas.
Recomenda-se que uma psicoterapia seja iniciada o mais rápido possível.

Porque isso ocorre.

Com o parto, ocorrem mudanças físicas e psicológicas significativas na mãe, no bebê e em todo o ambiente familiar, que provocam algumas angustias e ansiedades. É uma simbólica revivência inconsciente da angústia do trauma do próprio nascimento: a inviabilização do retorno ao útero (à vida que todos os envolvidos já conheciam e estavam habituados anteriormente a gravidez) e a chegada para um mundo totalmente novo, desconhecido e, muitas vezes, temido (com novos, importantes e idealizados papéis sociais).
Outro importante simbolismo é o corte do cordão umbilical, que separa para sempre, a criança da mãe. Desta forma, no inconsciente, o parto é experienciado como um grande vazio para a mãe, às vezes muito maior do que a alegria do nascimento de um filho. Já que durante até 9 meses de gestação ele foi sentido como uma parte integrante de si mesma e, bruscamente, torna-se um ser diferenciado dela e que deve ser compartilhado com os demais. Fazendo com que a mulher sinta uma ambiguidade de sentimentos, alegria e tristeza. Assim como na morte, no nascimento também ocorre uma separação corporal definitiva. Este é o significado mais sofrido do parto e que se não for bem elaborado, pode trazer um sentimento de melancolia muito intenso à mãe, o que é normal e esperado. Porém, podendo evoluir em alguns casos para o que chamamos de depressão pós-parto.

"O parto é vida, mas também é morte.”

Por: Milena Mendonça (Mestra em Psicologia e Saúde com foco em Psicologia Positiva, Especialista em Saúde da Família. É Psicóloga, Psicanalista e fundadora da Casa Positiva).

20 de maio de 2018

O que é Apraxia da Fala na Infância

Por Marcela Oliveira, fonoaudióloga.
O ato da fala é altamente sofisticado. É um processo cerebral que envolve músculos da boca, da face, da língua, do palato, faringe. O controle motor da fala é complexo e depende de mecanismos cerebrais específicos. Para algumas crianças, falar torna-se um desafio, pois, estes mecanismos não conseguem se integrar, gerando falhas no processamento, no planejamento e na execução da fala. Crianças com apraxia têm consciência de suas dificuldades, “tentam falar corretamente, mas não conseguem”.

A Associação Americana de Fonoaudiologia recomenda o termo Apraxia de Fala na Infância para o “Distúrbio neurológico motor da fala na infância”, resultante de um déficit na consistência e precisão dos movimentos necessários à fala, na ausência de déficits neuromusculares.
Na Apraxia de Fala ocorre uma dificuldade no planejamento e/ou programação dos parâmetros que orientam a sequência dos movimentos e que resultam em erros na produção da fala e prosódia. Pode ocorrer como resultado de impedimento neurológicos conhecidos, associada aos quadros de Autismo, Síndrome de Down e TDAH ou como distúrbio neurogênico sem causa definida da produção dos sons da fala.
A principal manifestação é a dificuldade na programação do gesto articulatório, ou seja, na organização dos movimentos das estruturas envolvidas na produção da fala.
As principais características são:
1. Pobre repertório de vogais, erros com as vogais;
2. Pobre repertório de consoantes, incluindo as consideradas mais visíveis, como P e M;
3. Variabilidade de erros, presença de erros incomuns/idiossincráticos;
4. Os erros e dificuldade aumentam com o aumento da quantidade de sílabas das palavras;
5. Dependendo do grau de severidade, a criança pode produzir o som, sílaba ou palavra-alvo em um contexto, mas é incapaz de produzir o mesmo alvo com precisão em um contexto diferente;
6. Mais dificuldade nas tarefas que precisam de controle voluntário, em comparação com as realizadas de forma automática;
7. Dificuldade nas tarefas de diadococinesia, ou seja, para alternar com precisão a repetição das mesmas sequencias, como pa/pa/pa ou de sequencias múltiplas, como pa/ta/ka;
8. Presença de alterações prosódicas, fala acelerada ou monótona, instável, erros de acentuação, déficit na duração dos sons e pausas entre as sílabas;
9. Em algum momento, podem demonstrar “procura” ou “esforço” para realizar as posições articulatórias;
10. Podem também apresentar dificuldades na sequência de movimentos orais voluntários (apraxia oral);
11. A criança demonstra que fica “perdida”, não sabe como movimentar a boca. Ela tenta falar, mas não consegue;
12. Os pais percebem uma discrepância entre a compreensão e a produção de fala (por exemplo, a criança pode compreender bem, mas não conseguir produzir a fala).
A Apraxia é considerada uma desordem da fala, da comunicação e, portanto, o profissional qualificado para dar este diagnóstico é o Fonoaudiólogo, com experiência nesta área. Pode ser necessário também o encaminhamento para outros profissionais, como Terapeutas Ocupacionais, Psicólogos, Neuropediatras, etc.
Deve ser realizada uma avaliação minuciosa de todos os aspectos da fala, da linguagem e da motricidade oral da criança, incluindo as habilidades práxicas. O contexto educacional e familiar no qual a criança está inserida também deve ser analisado, visto que, são de extrema importância enquanto parceiros desde o diagnóstico até o tratamento.
Sou Fonoaudióloga e apoio esta causa!

17 de maio de 2018

Não existe homossexualismo, existe homossexualidade e isso não é doença.



A primeira coisa que deve ser esclarecida, é que jamais deve ser usado o termo homossexualismo como alguns ainda se referem. O sufixo "ismo" indica doença, o que comprovadamente pela ciência, não é o caso da homossexualidade. O sufixo "idade" das palavras heterossexualidade, homossexualidade, bissexualidade indica identidade. Investigações científicas mostraram que a homossexualidade, por si só, não está associada a transtornos mentais ou problemas emocionais ou sociais. No passado, os estudos sobre gays, lésbicas e bissexuais incluíram apenas aqueles em terapia, criando assim uma tendência nas conclusões resultantes. Quando os pesquisadores examinaram dados sobre essas pessoas que não estavam em terapia, descobriu-se rapidamente que a idéia de que a homossexualidade era uma doença mental não era verdade. Em 1973, a American Psychiatric Association retirou a homossexualidade do manual oficial detalhando os transtornos mentais e emocionais. Dois anos mais tarde, a American Psychological Association aprovou uma resolução apoiando esta exclusão. Por mais de 25 anos, as duas associações solicitaram a todos os profissionais de saúde mental para ajudar a dissipar o estigma da doença mental que algumas pessoas ainda associam com orientação homossexual.

Os seres humanos não escolhem ser gay ou hetero. Para a maioria das pessoas, a orientação sexual surge no início da adolescência sem qualquer experiência sexual prévia. O que podemos escolher é agir ou não conforme nossos sentimentos, a identidade não é considerada uma escolha consciente que pode ser mudada voluntariamente. Orientação sexual é uma atração emocional, romântica, sexual ou afetiva, duradoura.

Na orientação sexual existe uma escala contínua que vai desde heterossexualidade exclusiva para homossexualidade exclusiva e inclui várias formas de bissexualidade. Bissexuais podem experimentar atração sexual, emocional e afetiva por pessoas do mesmo sexo e do sexo oposto. Identidade ou orientação sexual é diferente do comportamento sexual, porque se refere a sentimentos e auto-conceito. As pessoas podem ou não podem expressar sua orientação sexual em seus comportamentos.

Há muitas teorias sobre a origem da identidade sexual de uma pessoa. A maioria dos cientistas concordam que a orientação sexual é provavelmente o resultado de uma complexa interação de fatores biológicos, cognitivos e ambientais. Portanto, identidade ou orientação sexual não é uma opção, é um processo individual complexo, no qual você não "escolhe" gostar, você simplesmente gosta. Como identidade religiosa por exemplo, você se identifica e pronto. Por "x" fatores culturais, ambientais, porém principalmente por abstrações feitas pelo próprio sujeito na construção de sua identidade.

Por isso, a identidade sexual, como outra identidade qualquer, deve ser respeitada, conversada, dialogada. A autoimagem é algo extremamente importante para o sujeito fortalecer. E isso depende de identidades bem determinadas. Evita que o sujeito sofra ao deparar com pessoas ignorantes, preconceituosas e intolerantes. Então, o mundo precisa mais disso! De menos moralismo, mais informações e principalmente mais respeito ao diferente, e às diferentes identidades.

Por: Milena Mendonça. Psicóloga clínica, Psicanalista, Psicóloga positiva.