17 de abril de 2018

Como a Psicopedagia pode ajudar a criança Autista

Por, Vanessa Barros - psicopedagoga

Dentre as diversas formas terapêuticas as quais uma criança com TEA ( Transtorno do Espectro Autista ) necessita, a  intervenção psicopedagógica é extremamente importante para o desenvolvimento intelectual deles.



O desconhecimento acerca da atuação do Psicopedagogo por parte dos pais e professores, impede a oportunidade de melhorar a aprendizagem, através de estímulos, descoberta de potencialidades, reabilitação cognitiva, socialização, treino comportamental através do lúdico, o que garante um avanço no desenvolvimento do aprendizado e, consequentemente, no rendimento escolar.

O Psicopedagogo, além de investigar, detectar e intervir nas causas que estão levando ao fracasso escolar e os fatores que limitam o aprendizado, atua na orientação dos familiares quanto as suas posturas e também os profissionais envolvidos diretamente com esse aluno.

A criança com TEA tem aversão a ambientes agitados e desorganizados, então, é importante trabalhar o tom de voz. A fala deve ser serena, explícita e pausada. Seus interesses restritos são ferramentas preciosas para o psicopedagogo trazer à sessão a atenção da criança e possibilitar a socialização e o aprendizado.
É de suma importância chamá-lo pelo nome e comunicar de forma simples a atividade proposta, e antes de propor, o psicopedagogo deve executá-la.
Jogos são os melhores e mais completos instrumentos a serem utilizados, resgatando e preparando para aprendizagem, visto que ele abrange os três estilos de aprendizagem; visual, auditivo e sinestésico, desenvolvendo, assim, a cognição.

4 de abril de 2018

O que determina a diferença de gênero?

Por, Milena Mendonça, psicóloga

No mês que comemora o dia da mentira, que tal quebrar alguns tabus? Informação é sempre a melhor arma para não cairmos em "mentiras culturais."
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Para você o que determina as diferenças de gênero? Os fatores biológicos? Ou socio-histórico-culturais?
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Antigamente os compêndios de saúde analisavam as semelhanças dos órgãos genitais, e com o surgimento do capitalismo, os compêndios passaram a analizar as diferenças entre os órgãos sexuais, seguindo o padrão capitalista de interpretar o mundo. Buscando exclusão, justificada pela categorização e diferença. O que facilitaria esse grupo (feminino) a aceitar mais facilmente (através dessa categorização) que elas são biologicamente feitas para o trabalho doméstico e materno, devido a essa “predisposição biológica".
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Em 1935, a antropóloga Margaret Mead publica o livro “Sexo e temperamento em três sociedades primitivas”. Ela fez o seguinte questionamento em seu estudo: seriam as diferenças entre o homem e a mulher meramente biológicas? Depois de ter estudado e analisado três tribos primitivas, culturalmente diferentes, a resposta científica redundou num atónito não.
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Na primeira tribo analisada, Mead verificou que tanto os homens como as mulheres eram de temperamento pacífico. Por contraste, na segunda tribo os dois géneros já tinham uma atitude guerreira. E na terceira e última, os Tchambuli (como eram conhecidos na época), constatou-se o caso mais curioso: os homens passavam a maior parte do tempo se enfeitando para ficarem bonitos, cuidando dos afazeres domésticos, cuidando dos filhos, enquanto as mulheres trabalhavam arduamente - o completo oposto do rótulo masculino e feminino, no mundo ocidental. Inclusive nos dias de hoje.


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Então pergunto a vc: O quanto do papel social feminino e masculino seu foi de fato algo formado por vc? ou definido pelo outro? Pelo social? Difícil responder isso né? Por mais que desde 1935 a gente saiba que não existem papeis biologicamente estabelecidos como masculino e feminino, que é algo cultural, até hoje escutamos “isso é coisa de homem” e “isso é coisa de mulher”.
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Abraços, Milena Mendonça, psicóloga 🌻