5 de dezembro de 2018

Como alcançar a felicidade segundo a psicologia positiva.


Por  Milena Mendonça, psicóloga. 

Em contraposição a psicologia clínica tradicional, centrada em psicopatologias, a psicologia positiva objetiva descobrir e potencializar o que nos faz feliz, entendendo que saúde não é meramente ausência de doença e sofrimento, e sim o bem-estar psicológico e a sensação de plenitude.


Segundo o modelo da psicologia positiva, que utiliza conceitos budistas e da psicologia humanista, Martin Seligman (considerado o pai da psicologia positiva) propõe em seu livro “A autêntica felicidade”, em 2011, três vias essenciais para alcançar a felicidade:
- A vida prazerosa
- A vida engajada
- A vida significativa

A vida prazerosa é aquela centrada em experimentar o máximo de emoções positivas possíveis, ou seja, todo tipo de prazer. Essas emoções positivas podem ser experimentadas através de prazeres imediatos (exemplo, saborear uma boa comida), também através de lembranças (rememorando momentos ou logros positivos), ou imaginando um futuro de conquistas. As lembranças, antecipação ou visualização dos prazeres amplificam as emoções positivas. O prazer é sem dúvida um dos caminhos para a felicidade, porém recorde que prazer não é sinônimo de excesso. Esta via tem um grande inconveniente, que é a rapidez com que as pessoas se acostumam ao bom, porque as emoções positivas vão diminuindo. Afinal, "só sabe o que é alegria, quem conhece a tristeza”.

A vida engajada consiste em encaminhar nossas fortalezas pessoais para a consecução do maior número de experiências positivas possíveis, assim devemos identificar ditas fortalezas pessoais e focar nossas ações para objetivos previamente estabelecidos. Uma vez detectado tudo aquilo que nos faz bem, que gostamos, devemos colocar isso em prática em trabalhos ou atividades de uma maneira que nos proporcione um grande bem-estar. Neste ponto é muito importante o conceito “flow” (fluir) juntamente com a atividade para alcançarmos a felicidade.

A vida significativa consiste em dar um propósito a nossa vida, ou seja, direcionar as fortalezas pessoais humanas para uma causa maior, um significado, algo que nos transcenda. Por exemplo, fazer parte de uma ONG, de associações comunitárias, esportivas, culturais, etc. Em outras palavras, usar nossas habilidades a serviço de uma comunidade, dos demais, de maneira altruísta (outro conceito importante para a psicologia positiva). Este tipo de atividade aumenta a satisfação pessoal e o sentimento de felicidade.

O objetivo desses três caminhos para a felicidade, complementares e não excludentes, é o mesmo: aumentar nossa satisfação e plenitude com a vida. Se você tinha motivos para ser infeliz, estou dando vários para que você passe a ser feliz e, mais que isso, para que cultive essa felicidade. Prazeres, engajamento, propósito… Comece agora.
Com carinho, Milena.

26 de novembro de 2018

A Saúde Mental dos Homens


Por, Milena Mendonça – psicóloga

O fim do Mês da Conscientização sobre a Saúde do Homem está se aproximando, e quero falar sobre um assunto sobre o qual não falamos o suficiente: homens e saúde mental. Eles são muito negligenciados em políticas de saúde, principalmente no quesito saúde mental. Vamos pensar em todos os homens, e em especial os homens que são importantes em suas vidas: pais, cônjuges, filhos, irmãos, tios e amigos. Sua saúde é importante para nós. Eles são a razão pela qual é importante falarmos sobre saúde mental, porque isso nos preocupa e eles não falam o suficiente sobre isso.



Uma boa saúde mental é tão importante quanto o oxigênio. Nós precisamos disso para sobrevivermos. Mas há muitas razões diferentes pelas quais os homens geralmente não falam abertamente sobre problemas de saúde mental. Já diagnostiquei alguns homens com problemas de saúde mental, mas é um processo muito difícil e longo para eles porque sentem que admitir que precisam de ajuda os faz parecer "fracos". Eles não procuram ajuda porque temem serem julgados. Eles não querem consultar um psicoterapeuta porque não estão acostumados a “se abrir”, compartilhar suas intimidades. Mas se eles não falam sobre isso, pode ser muito difícil para seus amigos ou familiares perceberem que algo está errado. Os homens nem sempre mostram os sinais que costumamos associar à depressão, por exemplo, como tristeza ou inquietação. Em vez disso, eles podem parecer zangados ou agressivos, o que impede que profissionais de saúde e entes queridos saibam que algo está errado. Como resultado, os homens perdem a possibilidade de fazer o tratamento que precisam para se sentirem melhores.

Não é possível curar a depressão apenas com força de vontade. É uma doença mental grave que afeta a vida diária dos homens, incluindo como eles comem, dormem, sentem e pensam. Também pode afetar sua capacidade de trabalhar, participar de aulas e manter 1 relacionamentos com seus cônjuges, amigos e familiares. A depressão não é sinal de fraqueza e pode afetar qualquer homem, independentemente de idade, raça ou etnia.

O que poderia causar depressão em um homem? Em minha prática clínica, vejo que pode ser uma combinação de fatores. Homens com história familiar de depressão são mais propensos a sofrer do que aqueles sem história. O estresse ambiental também pode desencadear depressão. Isso inclui problemas financeiros, a perda de um ente querido, problemas no trabalho, um relacionamento difícil, uma grande mudança em sua vida ou qualquer outra situação estressante. Além disso, homens com doenças graves e/ou crônicas, como diabetes, doenças cardíacas ou câncer, podem sofrer de depressão.

Receber um diagnóstico preciso e fazer psicoterapia é essencial. Sem ajuda psicológica e em alguns casos, psiquiátrica também, a depressão pode ter consequências graves, como acabar com a qualidade de vida de quem sofre, aumento no consumo de álcool e/ou outras drogas ou, pior ainda, suicídio. A taxa de suicídio entre os homens é quase quatro vezes maior do que entre as mulheres.
Embora a depressão e outras doenças mentais não sejam os únicos fatores de risco de suicídio, muitos dos problemas que desencadeiam a depressão também podem contribuir para o suicídio. Incluem problemas de saúde, dinheiro e trabalho. O abuso de drogas e problemas de relacionamento também podem contribuir para o suicídio.

Minha mensagem no Novembro Azul é simples: precisamos conversar abertamente sobre saúde mental masculina. Sofrer em silêncio não é uma alternativa segura ou saudável para os homens de nossas vidas. Fale com eles, pergunte-lhes como se sentem, especialmente se um deles sofreu na última vez algo que poderia desencadear um transtorno mental. Observe-o para detectar mudanças em seu comportamento e sintomas. Se você acredita que um ente querido sofre, ofereça seu apoio, ouça, seja paciente. Incentive-o a procurar ajuda de um profissional psicólogo. 

Cuide de quem você ama.

19 de novembro de 2018

8 Dicas para aumentar a alta performance desenvolvendo a inteligência emocional


Por, Emanuela Hora. 

Ser um profissional de alta performance é o desejo de muitos, mas nem todas as pessoas estão dispostas a desenvolver sua inteligência emocional para alcançar o sucesso. A alta performance se refere a um conjunto de atitudes, comprometimento e objetivos para alcançar todo seu potencial e usufruir de suas habilidades, dessa forma, pode-se alcançar o sucesso tanto na carreira, quanto na vida pessoal. A maioria das empresas busca esse profissional que traz importantes resultados e está sempre se desenvolvendo, buscando o conhecimento e aperfeiçoamento.



O indivíduo com esse perfil agrega o conhecimento, somando emoções inteligentes e ação focada e são pessoas altamente motivadas. Se você quer ser um profissional com esse perfil, sugiro algumas dicas:


  1. Autoconhecimento: Para iniciar qualquer mudança, é necessário refletir o que não está funcionando, o que deve ser mudado e quais são suas dificuldades. Além disso, também conhecer quais são suas forças pessoais, aquelas características que você tem e que pode potencializar seus resultados.
  2. Metas: Quais são seus objetivos? O que quer realizar ou desenvolver? Estabeleça metas que sejam específicas e desafiadoras.
  3. Planejamento: É preciso planejar as ações a serem realizadas, definindo as prioridades.
  4. Ação: Se não agir, não terá resultados. Planeje, porém, execute!
  5. Cuidado com a saúde: Sono regular, atividade física e alimentação saudável são indispensáveis para ter uma boa saúde e mais energia. Além disso, também é importante realizar visitas periódicas ao médico. Sem autocuidado não há como ser inteligente emocionalmente.
  6. Autocontrole: Aprender a dizer não para as coisas que você sabe que não vão te levar para o seu objetivo.
  7. Aceite os desafios: Assim desenvolverá sua autoconfiança, conquistando as metas estabelecidas, aprendendo mais sobre suas forças.
  8. Seja positivo: Acredite em seu potencial! Você sempre pode escolher como encarar uma situação. Pense positivo!

O famoso QI (quociente de inteligência) não é o suficiente para alcançar alta performance e ter sucesso, é necessária inteligência emocional para alcançar os resultados esperados. A inteligência emocional é a capacidade de perceber e lidar com suas próprias emoções e compreender também o comportamento e sentimentos das outras pessoas. Em todos os lugares e situações, lidamos com as emoções, é algo intrínseco no ser humano. Segundo Daniel Goleman, conhecido como o pai da Inteligência Emocional, para ser mais inteligente e maduro emocionalmente, é preciso desenvolver os seguintes pilares: Conhecer e administrar suas emoções (ter consciência das próprias emoções e lidar com elas, isso não se refere a reprimir as emoções consideradas negativas, mas sim educá-las); Automotivação (manejar as emoções e manter o foco); Empatia (capacidade de se colocar no lugar do outro) e Habilidades Sociais (se relacionar bem socialmente).


Reconhecer as emoções que estamos sentindo, gerenciá-las de maneira eficaz frente as situações que vivenciamos e manter relações interpessoais saudáveis, são fatores essenciais a serem considerados pelas organizações que buscam profissionais de alta performance. Pesquisas afirmam que a probabilidade de uma pessoa inteligente emocionalmente ter um melhor desempenho no trabalho é maior que aquela pessoa com baixa inteligência emocional.

Algumas pessoas no ambiente laboral desempenham de forma eficaz sua tarefa porque tem altos níveis de inteligência emocional. A alta performance é uma característica muito valorizada nas organizações, possibilita melhores salários, relacionamentos interpessoais positivos, satisfação pessoal e uma melhor qualidade de vida. Ser um profissional de alta performance exige dedicação e comprometimento, porém, cada um pode alcançar esse estado de ser se decidir desenvolver algumas habilidades para isso. Invista em você, em seu autoconhecimento e em melhorar suas forças pessoais. Só você é responsável para chegar a sua mais alta performance!

Com amor, Emanuela.



14 de novembro de 2018

Os Homens também sofrem com Machismo. Dicas para combater isso.

Por, Milena Mendonça – psicóloga

Somos menosprezadas por uma suposta "insuficiência" e eles estão sobrecarregados pela "auto-suficiência". Conclusão, o machismo prejudica a todos nós.
Entende-se machismo como todas aquelas condutas que promovem a ideia de que as mulheres são inferiores aos homens e que, portanto, devem estar sujeitas à predominância masculina.



As condutas machistas variam de melhores salários e empregos para eles, até
“brincadeiras” sobre as nossas diferenças biológicas em detrimento das mulheres. Esse ideal masculino, nega-lhes considerações que resultam em um alto preço. E diferente de nós, eles não podem nem sequer reclamar do sexismo. Instituições e sociedade classificam as questões contra os homens como um problema social, não como discriminação por gênero, ainda que eles também sofram.

Mas como o chauvinismo masculino se manifesta contra os homens? Aqui estão alguns
exemplos:
- Desdém se eles não se destacarem profissionalmente.
- Políticas públicas que não os consideram, por exemplo, o caso de pais solteiros.
- Idade de aposentadoria maior, mesmo que sua expectativa de vida não seja tão alta.
- Assim como as mulheres são usadas com o propósito de prostituição, a eles acontece
algo similar, porém, para serem utilizados para delinquir.
- Serviço militar obrigatório.
- Violência sexual silenciada para não questionar sua masculinidade.
- Nos homens a circuncisão é legal por razões culturais ou religiosas, e na mulher é
considerada ilegal.

Ou seja, o machismo prejudica a todos, porque, mesmo entre eles, se os mesmos não atingem os padrões exigidos pela masculinidade, são repudiados por seus pares. É por isso que vale a pena lutar contra o machismo em todas as suas formas, portanto devemos:

1. Reconhecer que o machismo afeta homens e mulheres
2. Educar em equidade
3. Não nos comportarmos de maneira machista

E isso também vale para nós, mulheres. Dê o assento para homem, mulher, ancião ou criança que precisa. Deixe nossos filhos expressarem suas emoções. Não julgue baseado apenas no sexo. Não seja indiferente quando algo os ameaça só porque não nos prejudica.
A erradicação do machismo é uma questão para homens e mulheres. Não se trata de criar uma contracorrente feminina, mas simplesmente uma nova corrente que, em vez de nos separar, nos una. Nós não podemos fazer uma sociedade só para nós e outra para eles, nós vivemos e convivemos juntos, daí a importância de fazer uma causa comum.
Te convido a refletir e lutar contra isso.

9 de novembro de 2018

Como a Nutrição ajuda a saúde do homem.


Por Maria Irlan, nutricionista.

A nutrição é um pilar importante para a saúde do homem. Uma boa nutrição está ligada a maior vitalidade, melhora na performance mental e física, além de atuar de forma preventiva em diversas doenças e até na melhoria do desempenho sexual.


Alguns alimentos oferecem benefícios para o organismo masculino de diferentes maneiras. Vamos conferir o que não pode faltar na dieta dos homens.

Ø Castanha do Pará
Fonte importante de selênio e zinco que auxiliam no aumento dos níveis naturais de testosterona, melhora a mobilidade do esperma e reduz a infertilidade. Esses micronutrientes também são essenciais para o sistema reprodutor masculino (testículos).

Ø Tomate
O licopeno, composto bioativo que confere a cor vermelha ao alimento, fortalece o sistema imunológico e é um aliado na prevenção ao câncer de próstata.

 Ø Suco Integral de uva
Diversos estudos mostram que a bebida ajuda no controle da pressão arterial e é fonte de um antioxidante chamado resveratrol, que evita o envelhecimento precoce do organismo.

 Ø Peixes gordurosos
Peixes ricos em ômega 3 (sardinha, arenque, atum, salmão selvagem). O ômega 3 é essencial para a saúde do coração e para o sistema nervoso, ajudando, inclusive, a reduzir problemas como a depressão. Essas carnes brancas também são ricas em colágeno e queratina, que previnem a calvície.

Ø Aveia
Rica em fibra solúvel, que ajuda a melhorar a intolerância à glicose e auxilia no controle do diabetes tipo 2.

O diabetes é a principal causa de impotência sexual masculina. Acrescente esses alimentos no seu cotidiano, tenha uma alimentação saudável e potencialize sua saúde. A alimentação saudável é um autocuidado, comece cuidando de dentro para fora e terá resultados incríveis.
Abraço, Maria Irlan

31 de outubro de 2018

Como potencializar sua concentração nos estudos e no trabalho.


Por Vanessa Barros, psicopedagoga. 

Você tem a sensação que demora muito para avançar para os próximos conteúdos e evoluir nos estudos? Se você fica muito tempo estudando a mesma coisa e tem dificuldade de assimilar os conteúdos em tempo hábil, você precisa aumentar seu rendimento nos estudos agora mesmo.
Não ter um bom rendimento é resultado de baixa concentração, disciplina, motivação e principalmente organização! Para resolver esses problemas, você precisa mudar alguns hábitos e desenvolver rotinas mais eficazes.


E por que hábitos e não técnicas de estudo? Porque são seus hábitos, isto é, sua rotina diária, que é a maior responsável por você conseguir ser eficaz nos objetivos que se propõe. Afinal, é através da rotina que você conseguirá repetir boas práticas e evoluir nos estudos.
Os hábitos são padrões de comportamento baseado em princípios que muitos você nem estava ciente que tem. Esses padrões de comportamento são resultado da combinação do que você faz, por que você faz, como você faz e qual a sua motivação para fazê-lo. E isso é o que forma os hábitos que você pratica todos os dias sem se dar conta de como elas fazem a diferença na sua vida e até nos seus estudos.
Agora que você já sabe melhor a importância da rotina, chegou a hora de explorar algumas atitudes que você pode começar a fazer agora para melhorar o seu rendimento nos estudos.

1. Faça listas diárias

Você tem responsabilidades além de estudar, que podem ser um trabalho de 8 horas, uma faculdade ou mesmo limpar a casa ou fazer almoço. Pode até ser tudo isso e mais coisas! A vida é mesmo muito atarefada, ninguém nega.

Por isso, você precisa começar a ter o costume de fazer listas como uma forma de gerenciar sua vida e seu tempo. Ou seja, crie o hábito de fazer listas diárias de afazeres e combine essa lista com um cronograma de estudos/trabalho.
Se você sente que tem uma pilha de coisas para fazer, então fazê-las é muito difícil. Você vai focar mais sua energia em remoer o que precisa ser feito do que necessariamente fazer. E como o seu objetivo aqui é render mais nos estudos, comece pela organização.  
Se você fizer uma pequena lista de no máximo 6 itens do que precisa ser feito no dia, fazer e riscar os itens da sua lista será muito mais fácil. Afinal, não se esqueça que você precisa se organizar. Se você não tem as coisas organizadas, não vai render porque não saberá no que focar, por onde começar e muito menos quais passos dar.

2. Comece pelo mais importante

Agora pense, qual é o item dessa lista mais importante? O que precisa ser feito agora ou demanda mais força de vontade de você? Qual é aquele item que faz você pensar em procrastinar na mesma hora? Faça justamente ele primeiro! Tire essa pedra do caminho logo!
Uma das melhores rotinas de quem precisa render mais nos estudos é começar a estudar pelo mais importante. Já comece o seu horário de estudo fazendo aquilo que é essencial. Tire do caminho aquela matéria chata que você fica adiando por não querer lidar com ela ou aquela bateria de questões que você deveria ter feito no dia anterior para revisar.
Lembre-se: começar a fazer é mais importante do atingir 100% de perfeição com a tarefa. Feito é melhor que perfeito!

3. Estude (e faça) uma coisa de cada vez

Em um mundo com tantas tarefas e com tantos aplicativos, é fácil se perder nos afazeres e virar um multitarefa. Mas eu tenho uma novidade para você: ser multitarefa, especialmente quando o assunto envolve estudo e produtividade, não é a melhor forma para melhorar seu rendimento.
É importante dedicar um tempo para entender e realmente entrar na lógica do conteúdo que você se propôs a estudar naquele horário. Então, mesmo que bater aquele desânimo, cumpra o seu objetivo antes de partir para outro conteúdo ou matéria.
A mesma coisa se aplica se você tem mania de estudar com diversas abas abertas, sua música favorita tocando, respondendo um amigo no chat ou com a televisão ligada. Não se engane! Querer estudar com todas essas coisas acontecendo a sua volta é impossível!
Por mais que você ache que está aprendendo, se você quiser realmente aumentar seu rendimento, chegou a hora de cortar as distrações e trabalhar sua capacidade de se manter concentrado nos estudos, com sua atenção voltada para o estudo.

4. Pratique mais!

Pare de só consumir e consumir conteúdo de maneira passiva. Comece a praticar sempre, todos os dias, se puder. Para quem estuda para concursos, é necessário converter conhecimento em questões certas, não é verdade?
Então faça questões para assimilar e fixar o conteúdo que aprendeu, faça questões para revisar conteúdo aprendido, faça questões para medir o seu conhecimento. Estudar com foco na prática de questões e testes vai levar você a memorizar com mais facilidade! 
Além disso, faça mapas mentais, escreve resumos, fale em voz alta o que acabou de aprender. Para aprender mais, você precisa praticar mais. Viva os estudos de maneira mais proativa. Você vai ver como colocar a mão na massa vai transformar seus estudos de algo chato e que não evolui para uma atividade que progride consistentemente!

5. Assuma a responsabilidade todos os dias

 É normal sentir cansaço uma vez ou outra. Aconteceu uma situação inesperada e você teve que correr para resolver? Tudo bem também. Faz parte da vida corrida, seu corpo pedir uma pausa para descansar e respirar. E faz parte da vida ter que lidar com situações urgentes.
Contudo, não deixe que esses fatores impeçam que você esteja sentado na cadeira exatamente no horário que você designou para começar a estudar. Por mais que surja uma coisa ou outra coisa, assuma a sua responsabilidade. Claro, nem sempre isso será possível, mas tente ao máximo cumprir seu compromisso com os estudos. 
E essa é uma rotina que ação que precisa ser praticada todos os dias, até que se torne uma rotina. De tanto repetir, vai chegar um momento em que você terá até um ritual de estudos, que indicará para o seu corpo e mente que é hora de estudar.
Não espere pela motivação ou pelas coisas estarem completamente resolvidas para você ir lá e assumir o seu compromisso com os estudos. Não se esqueça da sua meta nem por um segundo.

6. Faça um controle diário e semanal do seu progresso

Uma excelente forma de aumentar seu rendimento é medindo sua evolução. Afinal, como saber se você está evoluindo se você não sabe como você estava antes e como você está agora?
Sempre que for fazer questões, marque a quantidade de erros e acertos. E anote isso no seu planejamento de estudos  no seu caderno ou agenda.
Anote as horas de estudo que você tem. Se você tem 40 horas semanais para estudar  mas, na semana passada, você estudou 10 horas durante toda a semana, que tal estudar 15 horas essa semana?

7. Mantenha o equilíbrio

Mantenha seus pensamentos controlados, bem como seu tempo – ficar parado não é bom. Não deixe que as pessoas fiquem interrompendo seu trabalho ou seus estudos a toda hora. Selecione um tempo do seu dia para fazer uma pausa e chame um amigo para tomar um café!

8. Organize sua mesa de estudo/trabalho

Quanto mais arrumada for a sua mesa, mais fácil será encontrar seus objetos (papel, caneta, anotações), perdendo assim menos tempo para procurá-los. Lembre-se de ser organizado!

9. Alimente-se!

Já está mais do que comprovado que a alimentação pode influenciar no nosso rendimento. Se estiver com fome será mais difícil conseguir se concentrar, mas o excesso de comida também pode atrapalhar por conta da má digestão. Então, procure comer alimentos leves e saudáveis. Cuide da sua mente e do seu corpo para melhorar o seu rendimento nos estudos e no trabalho.


Muitas vezes com a falta de tempo e a correria do dia a dia vamos ficando cansado e nos desanimando. Para isso não acontecer no trabalho ou até mesmo nos estudos é preciso ser comprometido, atento e disciplinado.
Bom desempenho!

29 de outubro de 2018

Qual a importância do desenvolvimento das habilidades socioemocionais?


Por, Isadora Lacerda, psicóloga. 

As habilidades socioemocionais são um conjunto de aptidões desenvolvidas a partir da Inteligência Emocional das pessoas. Em resumo, elas apontam para dois tipos de comportamento: a sua relação consigo mesmo (intrapessoal) e também a sua relação com outras pessoas (interpessoal).
São aquelas qualidades interiores que a maioria de nós valoriza no dia-a-dia, mas que por serem subjetivas, quase sempre acabam ficando em segundo plano.



Considerando a Inteligência Emocional como um conjunto de habilidades socioemocionais, pode-se dividir essas habilidades em 3 grandes pilares:
1. Emocionais: Como lidar com as próprias emoções a partir das situações a que somos expostos no cotidiano.
Habilidades como: aprender a ganhar e a perder, aprender com os erros, desenvolver autoconfiança, senso de autoavaliação e de responsabilidade.
2. Sociais: Como se relacionar com o mundo externo e com as pessoas ao redor.
Dizem respeito às capacidades de saber cooperar e colaborar, lidar com regras, comunicar-se bem, resolver conflitos e atuar em ambientes de competição saudáveis.
3. Éticas: Como agir positivamente para o bem comum.
Respeito, tolerância e aceitação das diferenças são qualidades importantes nessa área.

Segundo recentes estudos que ampliam ainda mais entendimento das habilidades emocionais, elas podem ser entendidas também como a capacidade de ter Abertura a novas experiências (tendência a ser aberto a novas experiências estéticas, culturais e intelectuais); Consciência (inclinação a ser organizado, esforçado e responsável); Extroversão (orientação de interesses e energia em direção ao mundo externo, pessoas e coisas); Amabilidade (tendência a agir de modo cooperativo e não egoísta); e Estabilidade Emocional (previsibilidade e consistência de reações emocionais, sem mudanças bruscas de humor).

O aprendizado e reforço de nossas habilidades socioemocionais é muito importante porque elas são testadas e estimuladas a todo momento - no trabalho, estudos, lazer ou família – e, porque, afinal de contas, são elas que ditam a forma como reagimos e nos relacionamos conosco e com o mundo ao nosso redor, em nosso cotidiano.

Com carinho,
Isadora Lacerda.

22 de outubro de 2018

Porque você acha que está certo e outro está errado? Entenda como funciona o Raciocínio Motivado.


Por Milena Mendonça, psicóloga. 

O fenômeno é estudado pela psicologia e neurociências e sua teoria sustenta que nossas motivações subconscientes, desejos e medos formam e configuram as informações que recebemos para se encaixar com o que já acreditamos. Dessa forma, somos menos meticulosos examinando evidências que concordam com nossas crenças, porque já concordamos com elas e, em vez disso, buscamos todas as falhas possíveis nas opiniões contrárias à nossa opinião atual. O que os cientistas chamam de "raciocínio motivado", em resumo, à nossa tendência de ver certas informações ou ideias como aliados, queremos ganhar, defendê-las, e aqueles que contradizem essa opinião são os inimigos e queremos derrotá-los.



Nós tomamos isso como algo pessoal, quando as pessoas se apegam a falsas crenças, apesar da evidência esmagadora, esse fenômeno ocorre porque eles não sentem que você está atacando a ideia deles, mas a si mesmos. Então, te pergunto: você quer defender suas próprias crenças ou quer ver o mundo da forma mais clara possível? Qual a sua escolha?

Inconscientemente, nosso julgamento é influenciado pelo lado que queremos que ganhe. E isso é algo geral. Afeta a maneira como vemos a nossa saúde, nossos relacionamentos, como decidimos votar, o que consideramos justo ou ético. Até mesmo o que queremos ouvir. Provavelmente, essa é a causa da bolha de informações ou como você não quer ouvir, ler ou saber sobre coisas que contradizem sua visão atual.

O que mais assusta sobre o raciocínio motivado é o quanto ele é inconsciente. Podemos acreditar, e geralmente o fazemos, que somos objetivos e imparciais, e que temos "a voz da razão", mas com certeza você surgirá com milhões de casos históricos nos quais ambos os lados estavam absolutamente certos de fazer a coisa certa. Na maioria dos casos, com consequências desastrosas. O que fazer? Ser racional é psicologicamente mais fácil quando há distância entre opinião e sentimentos. Nesse sentido, as emoções dão "cor" à forma como os "fatos" são percebidos. A intenção de ser exato, minucioso e imparcial, melhora o processo racional, enquanto a intenção de chegar a conclusões pessoais tende a fazer com que você chegue à revelia pela conclusão desejada. Temos que separar a opinião da pessoa, como Confúcio disse: "Nem aprovar uma pessoa para expressar uma certa opinião, nem rejeitar uma certa opinião, porque vem de uma determinada pessoa”.

Nesse sentido, os especialistas sugerem que devemos ver as ideias com uma "mentalidade exploradora”. Nesse atual cenário político que estamos vivendo, nos comportamos como lutadores, queremos vencer toda guerra moral e política como algo pessoal; Se atuássemos como exploradores, apenas absorvendo informações sem nada de perder ou ganhar, e sem qualquer intenção além de aprender com um outro ponto de vista, nos tornaríamos mais imparciais e consequentemente mais sábios, faríamos as melhores escolhas, mais conscientes.

E precisamos, em última análise, aprender a ser intrigados em vez de defensivos quando encontramos informações ou pessoas que contradizem nossas crenças, é essa diversidade que te fará pensar além da sua própria bolha, pelo nosso próprio bem e das nossas decisões pelo futuro do nosso país.

28 de setembro de 2018

O que é Regulação Emocional.


Por Isadora Lacerda, psicóloga.

A regulação emocional pode ser entendida como sendo a competência do indivíduo para tomar consciência, identificar, tolerar e responder de forma efetiva à experiência e intensidade das emoções decorrentes de fatores externos (situações) ou internos (pensamentos). Pode ser entendida também como a capacidade de reconhecer as emoções e perceber como cada uma interfere nas ações cotidianas e, assim, lidar com elas de maneira efetiva.



Todos os seres humanos possuem emoções, sendo que algumas são agradáveis — como a alegria e o amor — e outras causam desconforto — como o medo e a raiva. O importante é entender que todas as emoções possuem um papel fundamental na vida das pessoas, comunicando suas necessidades ou motivando a ação.

Em outras palavras, todas as pessoas sentem medo, raiva, vergonha ou ansiedade, a diferença é que indivíduos com sólida REGULAÇÃO EMOCIONAL conseguem administrar essas emoções e canalizá-las para ações positivas e continuar funcionando normalmente.

As nossas experiências emocionais são indispensáveis para a formação da nossa identidade. São elas que nos tornam únicos e nos diferenciam uns dos outros. Por este motivo é importante que estejamos atentos ao reconhecimento destas emoções e, sobretudo, ao que elas nos comunicam, sem julgamento, mas sim com aceitação.

Com carinho,
Isadora Lacerda.

25 de setembro de 2018

Como o cérebro e o intestino se conectam.

Por, Maria Irlan, Nutricionista 

O cérebro e o intestino comunicam-se de forma dinâmica e complexa. O intestino é considerado pela comunidade cientifica como nosso segundo cérebro. Os gastroenterologistas calculam que o intestino tem cerca de 500 milhões de neurônios. Sim, neurônios, as mesmas células que constituem o cérebro!



Os neurônios intestinais também estão encarregados pela produção de cerca 90% de serotonina, molécula que nos leva ao estado de bem-estar e felicidade. Além disso o intestino produz cerca de 80% do potencial de imunidade do corpo humano e é produtor de mais 30 mensageiros químicos. Esses mensageiros são encarregados de transmitir recados de um lado para o outro e estabelecer comunicação eficiente entre o intestino e o cérebro.

Não estamos sozinhos, trilhões de bactérias vivem em perfeita harmonia (ou assim deve ser), protegendo nossa mucosa intestinal, produzindo vitaminas e ácidos graxos e auxiliando na conexão cérebro-intestino. Regulando saúde mental e evitando doenças como: obesidade, doença inflamatória intestinal, síndrome do cólon irritável, alergias e entre outras.

A conexão cérebro-intestino vai muito além, estudos mostram que o estado emocional pode influenciar no funcionamento do intestino. Você já teve prisão de ventre ou diarreia quando estava estressado ou nervoso? Isso acontece porque o intestino tem seu próprio sistema nervoso, que está ligado ao cérebro através de ramificações.

Por isso, quando sentimos alguma emoção forte, podemos ter problema associado ao funcionamento intestinal, como diarreia, constipação, gases, síndrome do intestino irritável, dor abdominal ou até mesmo úlcera. O cérebro e o segundo cérebro estão tão interligados que pessoas com doenças cerebrais, também sofrem de alguma doença no intestino.

A conexão cérebro-intestino mostra que uma mente saudável, necessita de um intestino saudável, sendo assim, cuidados com a saúde intestinal interferem no corpo e na mente. Preste atenção nos sintomas intestinais e suas emoções, para existir saúde plena o intestino tem que funcionar bem!

Abraço, Maria Irlan.

14 de setembro de 2018

Gagueira tem cura?


Por, Marcela Oliveira - fonoaudióloga 
Todos nós, enquanto falantes, podemos apresentar o que chamamos de disfluências comuns na fala. Jornalistas, políticos e grandes comunicadores, não apresentam em seus discursos uma fala 100% fluente. Essas disfluências são o resultado das incertezas linguísticas relacionadas à formulação das frases ou pronúncia das palavras. São vários os fatores que justificam esta ocorrência e envolvem o nível de demanda da linguagem em termos linguísticos e cognitivos para o contexto em que a fala é utilizada, a familiaridade com o assunto tratado e as interrupções e velocidade da conversação do interlocutor.


Além das disfluências comuns, a fala pode ser interrompida pelas disfluências atípicas ou gagas, presentes em pessoas que apresentam a gagueira.
A gagueira é um distúrbio da fluência caracterizado por interrupções no fluxo da fala do indivíduo, impossibilitando, em alguns momentos, a produção da fala contínua, suave e sem esforço. A fluência refere-se à suavidade e à facilidade com que os sons, palavras, sílabas e frases são produzidos durante o processo da fala.
A gagueira apresenta maior prevalência na infância, as suas causas são multifatoriais e estão envolvidas no seu surgimento e permanência. Podemos citar fatores biológicos, psicológicos e sociais, que interagem de forma complexa e relacionam-se de maneira multidimensional, mas que também sofrem interferência do histórico familiar, de fatores ambientais e das capacidades linguísticas e cognitivas do falante.
É verdade que a gagueira tem sua origem na infância, podendo persistir, ou não, até a vida adulta. Grande parte das crianças com gagueira irão se recuperar espontaneamente, porém, é comprovado que a intervenção precoce nesta desordem apresenta resultados melhores e mais rápidos.
Sabemos do impacto que é para um sujeito falante, as interrupções no fluxo da fala. Estes impactos agem negativamente nas relações sociais e de autoimagem.
Trata-se de um distúrbio complexo, mas que TEM TRATAMENTO. O tratamento com o profissional habilitado, o fonoaudiólogo, o empenho do paciente e a avaliação dos fatores de risco aos quais o mesmo é envolvido, podem garantir resultados que alcancem a fluência espontânea, a fluência controlada ou a gagueira aceitável, que envolvem a diminuição gradativa da gravidade do distúrbio.
Em caso de dúvidas, procure ajuda profissional e orientação.
Abraço, Marcela. 

10 de setembro de 2018

Psicopedagogia não é só para crianças.


Por Vanessa Barros – psicopedagoga

A psicopedagogia, muitas vezes, é vista numa direção por meio da qual somente são contemplados crianças e adolescentes com dificuldades de aprendizagem: engano. Primeiro porque a psicopedagogia não está somente direcionada a crianças e adolescentes. Ela está direcionada também a adultos e estende sua ação tanto para a clínica como para a instituição, na busca do tratamento ou da prevenção das dificuldades de aprendizagem. Segundo porque ela não está somente dirigida a pessoas com dificuldades de aprendizagem, mas também ao processo de aprendizagem com todas as suas nuances, canalizando o seu fazer para o como se aprende, para o sujeito que aprende para a aprendizagem.



A ideia de que a psicopedagogia só trabalha com crianças com dificuldades de aprendizagem é oriunda de um conceito implícito em muitos de nós, consequência da própria origem da psicopedagogia, a qual esteve sempre atrelada à criança e às suas dificuldades de aprendizagem. Posteriormente a ação psicopedagógica foi se incorporando ao atendimento a adolescentes e, enfim, ao adulto.

Quando a psicopedagogia destina-se ao adulto, observa-se com mais clareza que a aprendizagem não acontece somente nas escolas, quando se trabalham conteúdos, teorias, quando se tem um rendimento de aprendizagem a considerar, uma avaliação a fazer, um juízo de valor a elaborar. Em verdade, aprendemos sempre, a cada dia, a cada instante, a vida toda. Não existe lugar, tempo ou idade para se aprender. Em todas as idades, em toda esfera social, nós aprendemos. Aprendemos desde que nascemos e esta aprendizagem começa a se manifestar desde as primeiras relações vinculares entre a mãe e a criança e vai se estendendo pela família, pela comunidade, pela escola até a vida adulta e continua existindo sempre.

O QUE CONSIDERAR NO TRABALHO COM O ADULTO

Como em qualquer trabalho psicopedagógico, temos que levar em consideração uma série de fatores que possam nos conduzir a uma análise mais acurada, a uma avaliação, um diagnóstico e tratamento mais eficazes. Num trabalho com adultos isso não é diferente. Os cuidados serão os mesmos, porém essas considerações são muito específicas por tratar-se de pessoas que já têm uma consciência firmada sobre si mesmo, sobre o que busca, sobre o que quer, tem uma vida relativamente definida, tanto pessoal como profissional.
Dessa forma, temos que levar em consideração:

  • Que o adulto tem consciência do que procura, do que quer, apesar de não ter clareza sobre o que tem;
  • Quando o adulto busca esse tipo de ajuda, ele tem direcionado o desejo de descoberta e de cura;
  • Que ele busca muitas explicações. É uma pessoa que está ávida por esclarecimentos e exige do psicopedagogo elucidações sobre o trabalho que está sendo desenvolvido. Sente a necessidade de entender o que profissional está fazendo, o que ele está fazendo e por quê;
  • Os motivos que o estão levando à procura de um psicopedagogo, investigá-los para direcionar melhor a ação psicopedagógica;
  • O que ele espera desse trabalho psico-pedagógico, quais são os seus anseios com relação ao diagnóstico, ao tratamento.

Como vemos, o trabalho psicopedagógico desenvolvido com adulto tem características muito próprias e complexas, pela sua própria natureza, visto que exige um olhar muito especial, muito próprio, por se tratar de pessoas com posições definidas (não importa que tipo de definição) sobre si mesmo, sobre a vida, sobre suas experiências de vida.

5 de setembro de 2018

Entenda o que é autoaceitação para florescermos e fortalecermos.


Por, Milena Mendonça – psicóloga

A autoaceitação é a base que nos permite crescer e avançar em direção à felicidade e plenitude. O ponto que nos leva a olhar para nós mesmos e a nos amar como somos.



O que é autoaceitação?

Pensar analiticamente pode ser complicado quando o que temos de enfrentar tem a ver com um autoconhecimento consciente. Na nossa jornada, talvez o nosso maior desafio seja a autoaceitação. Não é fácil ficarmos "nus", quando o observador que atentamente nos observa somos nós mesmos. Aceitar-nos implica desviar-se de todo julgamento para nos tratar com afeição, abraçar nossas partes imperfeitas e mesmo assim reconhecer nosso valor. Significa separar-nos das exigências, ideais, críticas e perfeição para nos amar exatamente como somos.
A autoaceitação implica encontrar a paz interior e se livrar das barreiras psicológicas e sociais que nos impedem de fazê-lo. Tais como rejeição por nossas características físicas ou traços de personalidade. Somos muito mais do que tudo isso, apesar de, as vezes, não acreditarmos nisso. Agora, aceitar a nós mesmos não significa não mudar, evoluir ou melhorar, e sim o oposto. Como o psicólogo Carl Gustav Jung disse: "o que aceitamos nos transforma, sendo a autoaceitação, portanto, o passo anterior para a mudança". Porque se aceitarmos o que somos e o que sentimos em qualquer momento de nossa existência, nos permitimos estar conscientes de nossas escolhas e ações, aprimorando nosso desenvolvimento, nosso florescimento.

O que rejeitamos?

Quando não nos aceitamos até certo ponto, não estamos nos dando permissão para nos vermos. É como se nos colocássemos diante de um espelho e escondêssemos parte do que somos porque não gostamos, ficamos envergonhados ou não o consideramos apropriado. Até mesmo nos maltratamos com comentários depreciativos e críticas destrutivas. Outras vezes, rejeitar significa que nos escondemos sob uma máscara fingindo ser outra pessoa ou que vivemos aguardando a aprovação dos outros. Tendo como consequência nos escravizar a uma imagem que não é nossa que com o passar do tempo gerará um mal-estar ou um grande vazio.
Bem, os outros não nos conhecem e tudo o que eles sentem é direcionado para o personagem que interpretamos. Todos nós cometemos erros, temos peças que não se encaixam e feridas, mas é um erro nos maltratarmos porque não somos perfeitos. Perdoar-nos nos liberta e nos permite começar a nos amar incondicionalmente.

Como florescer e aceitar nós mesmos?

Perdoar as pessoas ao nosso redor pode ser complicado, mas quando se trata de nós mesmos é ainda mais difícil. Como nos perdoar e aceitar-nos incondicionalmente e sem reservas? É verdade que nossos medos, inseguranças e reprovações não desaparecerão, mas, sendo duros com nós mesmos, não avançamos.

A questão é aceitá-los para nos conhecer e tratar com carinho. Nossas imperfeições também têm sua beleza. Não somos partes, somos uma soma, um todo! Por outro lado, é importante que cultivemos um bom relacionamento com a incerteza, com a impermanência, a fim de converter cada experiência em um novo aprendizado e não ficar preso em nossa zona de conforto. Também devemos abandonar esse hábito de nos compararmos com os outros, é uma prática injusta porque cada um de nós tem sua própria história.

Finalmente, não vamos esquecer que nos maltratar não é a opção, mas olhar para nós mesmos com a máxima sinceridade para nos conhecermos, porque, se praticarmos a autoaceitação, nossa autoestima será aumentada e nos relacionaremos com autenticidade com os outros. Livre de máscaras, censuras e medos. Livres, plenos e felizes com nós mesmos e em consequência com os outros. Aceite-se! E vamos florescer!

17 de agosto de 2018

O que são hábitos orais deletérios?


Por, Marcela Oliveira - fonoaudióloga 

 “Chupar dedo”, roer as unhas e respirar pela boca. O que isso tem em comum?
Esses são apenas alguns exemplos de “Hábitos Orais Deletérios”, muito comuns na população, principalmente na infância e que trazem inúmeras consequências ao longo do desenvolvimento até a fase adulta.



Mas afinal, o que são hábitos orais deletérios?

São padrões anormais e habituais de contração muscular que podem interferir no crescimento craniofacial e no desempenho de suas funções e, tornam-se prejudiciais devido a sua repetição, geralmente associada a uma sensação de prazer, a fatores culturais e ao uso de hábitos pela família, que contribuem para a sua implantação e manutenção.

Os principais “Hábitos Orais Deletérios” são:

  • Sucção não nutritiva, que incluem a sucção digital (chupar o dedo) e o uso da chupeta;
  • Sucção nutritiva artificial, representado pelo uso da mamadeira;
  • Onicofagia (roer a unha), o bruxismo (ranger os dentes) e morder objetos;
  • Hábitos funcionais, que são a deglutição atípica (engolir com língua entre os dentes, por exemplo), respiração oral e alterações na fala. Lembrando que estes, geralmente são consequência da manutenção de algum outro hábito anterior.




Estes hábitos podem comprometer o equilíbrio orofacial e produzir alterações nas funções de falar, mastigar, sugar, deglutir e respirar. Contudo, é preciso levar em consideração três fatores envolvidos na sua manutenção: intensidade, frequência e duração.
Apesar de parecerem inofensivos, os hábitos podem ocasionar diversos comprometimentos como: alterações na oclusão dentária, respiração oral, interposição lingual (língua entre os dentes), alterações na tonicidade e mobilidade das estruturas orofaciais (que incluem bochechas, lábios, língua), mastigação imatura, entre outros. Estes, nada mais são do que o reflexo da manutenção dos hábitos na estrutura orofacial e as suas respectivas funções.

O ideal é que os hábitos sejam eliminados o mais precocemente possível. A efetividade desse resultado depende da investigação sobre a sua origem, as circunstâncias sob as quais o hábito foi desenvolvido e os fatores psicoemocionais envolvidos. A intervenção profissional se faz necessária e a parceria positiva da família, garantem o sucesso.
Não há proibição ou permissividade, regras ou tolerância, se há a utilização, esta precisa ser consciente e monitorada.
Em caso de dúvidas, procure ajuda profissional e orientação.

Abraço, Marcela.