14 de novembro de 2018

Os Homens também sofrem com Machismo. Dicas para combater isso.

Por, Milena Mendonça – psicóloga

Somos menosprezadas por uma suposta "insuficiência" e eles estão sobrecarregados pela "auto-suficiência". Conclusão, o machismo prejudica a todos nós.
Entende-se machismo como todas aquelas condutas que promovem a ideia de que as mulheres são inferiores aos homens e que, portanto, devem estar sujeitas à predominância masculina.



As condutas machistas variam de melhores salários e empregos para eles, até
“brincadeiras” sobre as nossas diferenças biológicas em detrimento das mulheres. Esse ideal masculino, nega-lhes considerações que resultam em um alto preço. E diferente de nós, eles não podem nem sequer reclamar do sexismo. Instituições e sociedade classificam as questões contra os homens como um problema social, não como discriminação por gênero, ainda que eles também sofram.

Mas como o chauvinismo masculino se manifesta contra os homens? Aqui estão alguns
exemplos:
- Desdém se eles não se destacarem profissionalmente.
- Políticas públicas que não os consideram, por exemplo, o caso de pais solteiros.
- Idade de aposentadoria maior, mesmo que sua expectativa de vida não seja tão alta.
- Assim como as mulheres são usadas com o propósito de prostituição, a eles acontece
algo similar, porém, para serem utilizados para delinquir.
- Serviço militar obrigatório.
- Violência sexual silenciada para não questionar sua masculinidade.
- Nos homens a circuncisão é legal por razões culturais ou religiosas, e na mulher é
considerada ilegal.

Ou seja, o machismo prejudica a todos, porque, mesmo entre eles, se os mesmos não atingem os padrões exigidos pela masculinidade, são repudiados por seus pares. É por isso que vale a pena lutar contra o machismo em todas as suas formas, portanto devemos:

1. Reconhecer que o machismo afeta homens e mulheres
2. Educar em equidade
3. Não nos comportarmos de maneira machista

E isso também vale para nós, mulheres. Dê o assento para homem, mulher, ancião ou criança que precisa. Deixe nossos filhos expressarem suas emoções. Não julgue baseado apenas no sexo. Não seja indiferente quando algo os ameaça só porque não nos prejudica.
A erradicação do machismo é uma questão para homens e mulheres. Não se trata de criar uma contracorrente feminina, mas simplesmente uma nova corrente que, em vez de nos separar, nos una. Nós não podemos fazer uma sociedade só para nós e outra para eles, nós vivemos e convivemos juntos, daí a importância de fazer uma causa comum.
Te convido a refletir e lutar contra isso.

9 de novembro de 2018

Como a Nutrição ajuda a saúde do homem.


Por Maria Irlan, nutricionista.

A nutrição é um pilar importante para a saúde do homem. Uma boa nutrição está ligada a maior vitalidade, melhora na performance mental e física, além de atuar de forma preventiva em diversas doenças e até na melhoria do desempenho sexual.


Alguns alimentos oferecem benefícios para o organismo masculino de diferentes maneiras. Vamos conferir o que não pode faltar na dieta dos homens.

Ø Castanha do Pará
Fonte importante de selênio e zinco que auxiliam no aumento dos níveis naturais de testosterona, melhora a mobilidade do esperma e reduz a infertilidade. Esses micronutrientes também são essenciais para o sistema reprodutor masculino (testículos).

Ø Tomate
O licopeno, composto bioativo que confere a cor vermelha ao alimento, fortalece o sistema imunológico e é um aliado na prevenção ao câncer de próstata.

 Ø Suco Integral de uva
Diversos estudos mostram que a bebida ajuda no controle da pressão arterial e é fonte de um antioxidante chamado resveratrol, que evita o envelhecimento precoce do organismo.

 Ø Peixes gordurosos
Peixes ricos em ômega 3 (sardinha, arenque, atum, salmão selvagem). O ômega 3 é essencial para a saúde do coração e para o sistema nervoso, ajudando, inclusive, a reduzir problemas como a depressão. Essas carnes brancas também são ricas em colágeno e queratina, que previnem a calvície.

Ø Aveia
Rica em fibra solúvel, que ajuda a melhorar a intolerância à glicose e auxilia no controle do diabetes tipo 2.

O diabetes é a principal causa de impotência sexual masculina. Acrescente esses alimentos no seu cotidiano, tenha uma alimentação saudável e potencialize sua saúde. A alimentação saudável é um autocuidado, comece cuidando de dentro para fora e terá resultados incríveis.
Abraço, Maria Irlan

31 de outubro de 2018

Como potencializar sua concentração nos estudos e no trabalho.


Por Vanessa Barros, psicopedagoga. 

Você tem a sensação que demora muito para avançar para os próximos conteúdos e evoluir nos estudos? Se você fica muito tempo estudando a mesma coisa e tem dificuldade de assimilar os conteúdos em tempo hábil, você precisa aumentar seu rendimento nos estudos agora mesmo.
Não ter um bom rendimento é resultado de baixa concentração, disciplina, motivação e principalmente organização! Para resolver esses problemas, você precisa mudar alguns hábitos e desenvolver rotinas mais eficazes.


E por que hábitos e não técnicas de estudo? Porque são seus hábitos, isto é, sua rotina diária, que é a maior responsável por você conseguir ser eficaz nos objetivos que se propõe. Afinal, é através da rotina que você conseguirá repetir boas práticas e evoluir nos estudos.
Os hábitos são padrões de comportamento baseado em princípios que muitos você nem estava ciente que tem. Esses padrões de comportamento são resultado da combinação do que você faz, por que você faz, como você faz e qual a sua motivação para fazê-lo. E isso é o que forma os hábitos que você pratica todos os dias sem se dar conta de como elas fazem a diferença na sua vida e até nos seus estudos.
Agora que você já sabe melhor a importância da rotina, chegou a hora de explorar algumas atitudes que você pode começar a fazer agora para melhorar o seu rendimento nos estudos.

1. Faça listas diárias

Você tem responsabilidades além de estudar, que podem ser um trabalho de 8 horas, uma faculdade ou mesmo limpar a casa ou fazer almoço. Pode até ser tudo isso e mais coisas! A vida é mesmo muito atarefada, ninguém nega.

Por isso, você precisa começar a ter o costume de fazer listas como uma forma de gerenciar sua vida e seu tempo. Ou seja, crie o hábito de fazer listas diárias de afazeres e combine essa lista com um cronograma de estudos/trabalho.
Se você sente que tem uma pilha de coisas para fazer, então fazê-las é muito difícil. Você vai focar mais sua energia em remoer o que precisa ser feito do que necessariamente fazer. E como o seu objetivo aqui é render mais nos estudos, comece pela organização.  
Se você fizer uma pequena lista de no máximo 6 itens do que precisa ser feito no dia, fazer e riscar os itens da sua lista será muito mais fácil. Afinal, não se esqueça que você precisa se organizar. Se você não tem as coisas organizadas, não vai render porque não saberá no que focar, por onde começar e muito menos quais passos dar.

2. Comece pelo mais importante

Agora pense, qual é o item dessa lista mais importante? O que precisa ser feito agora ou demanda mais força de vontade de você? Qual é aquele item que faz você pensar em procrastinar na mesma hora? Faça justamente ele primeiro! Tire essa pedra do caminho logo!
Uma das melhores rotinas de quem precisa render mais nos estudos é começar a estudar pelo mais importante. Já comece o seu horário de estudo fazendo aquilo que é essencial. Tire do caminho aquela matéria chata que você fica adiando por não querer lidar com ela ou aquela bateria de questões que você deveria ter feito no dia anterior para revisar.
Lembre-se: começar a fazer é mais importante do atingir 100% de perfeição com a tarefa. Feito é melhor que perfeito!

3. Estude (e faça) uma coisa de cada vez

Em um mundo com tantas tarefas e com tantos aplicativos, é fácil se perder nos afazeres e virar um multitarefa. Mas eu tenho uma novidade para você: ser multitarefa, especialmente quando o assunto envolve estudo e produtividade, não é a melhor forma para melhorar seu rendimento.
É importante dedicar um tempo para entender e realmente entrar na lógica do conteúdo que você se propôs a estudar naquele horário. Então, mesmo que bater aquele desânimo, cumpra o seu objetivo antes de partir para outro conteúdo ou matéria.
A mesma coisa se aplica se você tem mania de estudar com diversas abas abertas, sua música favorita tocando, respondendo um amigo no chat ou com a televisão ligada. Não se engane! Querer estudar com todas essas coisas acontecendo a sua volta é impossível!
Por mais que você ache que está aprendendo, se você quiser realmente aumentar seu rendimento, chegou a hora de cortar as distrações e trabalhar sua capacidade de se manter concentrado nos estudos, com sua atenção voltada para o estudo.

4. Pratique mais!

Pare de só consumir e consumir conteúdo de maneira passiva. Comece a praticar sempre, todos os dias, se puder. Para quem estuda para concursos, é necessário converter conhecimento em questões certas, não é verdade?
Então faça questões para assimilar e fixar o conteúdo que aprendeu, faça questões para revisar conteúdo aprendido, faça questões para medir o seu conhecimento. Estudar com foco na prática de questões e testes vai levar você a memorizar com mais facilidade! 
Além disso, faça mapas mentais, escreve resumos, fale em voz alta o que acabou de aprender. Para aprender mais, você precisa praticar mais. Viva os estudos de maneira mais proativa. Você vai ver como colocar a mão na massa vai transformar seus estudos de algo chato e que não evolui para uma atividade que progride consistentemente!

5. Assuma a responsabilidade todos os dias

 É normal sentir cansaço uma vez ou outra. Aconteceu uma situação inesperada e você teve que correr para resolver? Tudo bem também. Faz parte da vida corrida, seu corpo pedir uma pausa para descansar e respirar. E faz parte da vida ter que lidar com situações urgentes.
Contudo, não deixe que esses fatores impeçam que você esteja sentado na cadeira exatamente no horário que você designou para começar a estudar. Por mais que surja uma coisa ou outra coisa, assuma a sua responsabilidade. Claro, nem sempre isso será possível, mas tente ao máximo cumprir seu compromisso com os estudos. 
E essa é uma rotina que ação que precisa ser praticada todos os dias, até que se torne uma rotina. De tanto repetir, vai chegar um momento em que você terá até um ritual de estudos, que indicará para o seu corpo e mente que é hora de estudar.
Não espere pela motivação ou pelas coisas estarem completamente resolvidas para você ir lá e assumir o seu compromisso com os estudos. Não se esqueça da sua meta nem por um segundo.

6. Faça um controle diário e semanal do seu progresso

Uma excelente forma de aumentar seu rendimento é medindo sua evolução. Afinal, como saber se você está evoluindo se você não sabe como você estava antes e como você está agora?
Sempre que for fazer questões, marque a quantidade de erros e acertos. E anote isso no seu planejamento de estudos  no seu caderno ou agenda.
Anote as horas de estudo que você tem. Se você tem 40 horas semanais para estudar  mas, na semana passada, você estudou 10 horas durante toda a semana, que tal estudar 15 horas essa semana?

7. Mantenha o equilíbrio

Mantenha seus pensamentos controlados, bem como seu tempo – ficar parado não é bom. Não deixe que as pessoas fiquem interrompendo seu trabalho ou seus estudos a toda hora. Selecione um tempo do seu dia para fazer uma pausa e chame um amigo para tomar um café!

8. Organize sua mesa de estudo/trabalho

Quanto mais arrumada for a sua mesa, mais fácil será encontrar seus objetos (papel, caneta, anotações), perdendo assim menos tempo para procurá-los. Lembre-se de ser organizado!

9. Alimente-se!

Já está mais do que comprovado que a alimentação pode influenciar no nosso rendimento. Se estiver com fome será mais difícil conseguir se concentrar, mas o excesso de comida também pode atrapalhar por conta da má digestão. Então, procure comer alimentos leves e saudáveis. Cuide da sua mente e do seu corpo para melhorar o seu rendimento nos estudos e no trabalho.


Muitas vezes com a falta de tempo e a correria do dia a dia vamos ficando cansado e nos desanimando. Para isso não acontecer no trabalho ou até mesmo nos estudos é preciso ser comprometido, atento e disciplinado.
Bom desempenho!

29 de outubro de 2018

Qual a importância do desenvolvimento das habilidades socioemocionais?


Por, Isadora Lacerda, psicóloga. 

As habilidades socioemocionais são um conjunto de aptidões desenvolvidas a partir da Inteligência Emocional das pessoas. Em resumo, elas apontam para dois tipos de comportamento: a sua relação consigo mesmo (intrapessoal) e também a sua relação com outras pessoas (interpessoal).
São aquelas qualidades interiores que a maioria de nós valoriza no dia-a-dia, mas que por serem subjetivas, quase sempre acabam ficando em segundo plano.



Considerando a Inteligência Emocional como um conjunto de habilidades socioemocionais, pode-se dividir essas habilidades em 3 grandes pilares:
1. Emocionais: Como lidar com as próprias emoções a partir das situações a que somos expostos no cotidiano.
Habilidades como: aprender a ganhar e a perder, aprender com os erros, desenvolver autoconfiança, senso de autoavaliação e de responsabilidade.
2. Sociais: Como se relacionar com o mundo externo e com as pessoas ao redor.
Dizem respeito às capacidades de saber cooperar e colaborar, lidar com regras, comunicar-se bem, resolver conflitos e atuar em ambientes de competição saudáveis.
3. Éticas: Como agir positivamente para o bem comum.
Respeito, tolerância e aceitação das diferenças são qualidades importantes nessa área.

Segundo recentes estudos que ampliam ainda mais entendimento das habilidades emocionais, elas podem ser entendidas também como a capacidade de ter Abertura a novas experiências (tendência a ser aberto a novas experiências estéticas, culturais e intelectuais); Consciência (inclinação a ser organizado, esforçado e responsável); Extroversão (orientação de interesses e energia em direção ao mundo externo, pessoas e coisas); Amabilidade (tendência a agir de modo cooperativo e não egoísta); e Estabilidade Emocional (previsibilidade e consistência de reações emocionais, sem mudanças bruscas de humor).

O aprendizado e reforço de nossas habilidades socioemocionais é muito importante porque elas são testadas e estimuladas a todo momento - no trabalho, estudos, lazer ou família – e, porque, afinal de contas, são elas que ditam a forma como reagimos e nos relacionamos conosco e com o mundo ao nosso redor, em nosso cotidiano.

Com carinho,
Isadora Lacerda.

22 de outubro de 2018

Porque você acha que está certo e outro está errado? Entenda como funciona o Raciocínio Motivado.


Por Milena Mendonça, psicóloga. 

O fenômeno é estudado pela psicologia e neurociências e sua teoria sustenta que nossas motivações subconscientes, desejos e medos formam e configuram as informações que recebemos para se encaixar com o que já acreditamos. Dessa forma, somos menos meticulosos examinando evidências que concordam com nossas crenças, porque já concordamos com elas e, em vez disso, buscamos todas as falhas possíveis nas opiniões contrárias à nossa opinião atual. O que os cientistas chamam de "raciocínio motivado", em resumo, à nossa tendência de ver certas informações ou ideias como aliados, queremos ganhar, defendê-las, e aqueles que contradizem essa opinião são os inimigos e queremos derrotá-los.



Nós tomamos isso como algo pessoal, quando as pessoas se apegam a falsas crenças, apesar da evidência esmagadora, esse fenômeno ocorre porque eles não sentem que você está atacando a ideia deles, mas a si mesmos. Então, te pergunto: você quer defender suas próprias crenças ou quer ver o mundo da forma mais clara possível? Qual a sua escolha?

Inconscientemente, nosso julgamento é influenciado pelo lado que queremos que ganhe. E isso é algo geral. Afeta a maneira como vemos a nossa saúde, nossos relacionamentos, como decidimos votar, o que consideramos justo ou ético. Até mesmo o que queremos ouvir. Provavelmente, essa é a causa da bolha de informações ou como você não quer ouvir, ler ou saber sobre coisas que contradizem sua visão atual.

O que mais assusta sobre o raciocínio motivado é o quanto ele é inconsciente. Podemos acreditar, e geralmente o fazemos, que somos objetivos e imparciais, e que temos "a voz da razão", mas com certeza você surgirá com milhões de casos históricos nos quais ambos os lados estavam absolutamente certos de fazer a coisa certa. Na maioria dos casos, com consequências desastrosas. O que fazer? Ser racional é psicologicamente mais fácil quando há distância entre opinião e sentimentos. Nesse sentido, as emoções dão "cor" à forma como os "fatos" são percebidos. A intenção de ser exato, minucioso e imparcial, melhora o processo racional, enquanto a intenção de chegar a conclusões pessoais tende a fazer com que você chegue à revelia pela conclusão desejada. Temos que separar a opinião da pessoa, como Confúcio disse: "Nem aprovar uma pessoa para expressar uma certa opinião, nem rejeitar uma certa opinião, porque vem de uma determinada pessoa”.

Nesse sentido, os especialistas sugerem que devemos ver as ideias com uma "mentalidade exploradora”. Nesse atual cenário político que estamos vivendo, nos comportamos como lutadores, queremos vencer toda guerra moral e política como algo pessoal; Se atuássemos como exploradores, apenas absorvendo informações sem nada de perder ou ganhar, e sem qualquer intenção além de aprender com um outro ponto de vista, nos tornaríamos mais imparciais e consequentemente mais sábios, faríamos as melhores escolhas, mais conscientes.

E precisamos, em última análise, aprender a ser intrigados em vez de defensivos quando encontramos informações ou pessoas que contradizem nossas crenças, é essa diversidade que te fará pensar além da sua própria bolha, pelo nosso próprio bem e das nossas decisões pelo futuro do nosso país.

28 de setembro de 2018

O que é Regulação Emocional.


Por Isadora Lacerda, psicóloga.

A regulação emocional pode ser entendida como sendo a competência do indivíduo para tomar consciência, identificar, tolerar e responder de forma efetiva à experiência e intensidade das emoções decorrentes de fatores externos (situações) ou internos (pensamentos). Pode ser entendida também como a capacidade de reconhecer as emoções e perceber como cada uma interfere nas ações cotidianas e, assim, lidar com elas de maneira efetiva.



Todos os seres humanos possuem emoções, sendo que algumas são agradáveis — como a alegria e o amor — e outras causam desconforto — como o medo e a raiva. O importante é entender que todas as emoções possuem um papel fundamental na vida das pessoas, comunicando suas necessidades ou motivando a ação.

Em outras palavras, todas as pessoas sentem medo, raiva, vergonha ou ansiedade, a diferença é que indivíduos com sólida REGULAÇÃO EMOCIONAL conseguem administrar essas emoções e canalizá-las para ações positivas e continuar funcionando normalmente.

As nossas experiências emocionais são indispensáveis para a formação da nossa identidade. São elas que nos tornam únicos e nos diferenciam uns dos outros. Por este motivo é importante que estejamos atentos ao reconhecimento destas emoções e, sobretudo, ao que elas nos comunicam, sem julgamento, mas sim com aceitação.

Com carinho,
Isadora Lacerda.

25 de setembro de 2018

Como o cérebro e o intestino se conectam.

Por, Maria Irlan, Nutricionista 

O cérebro e o intestino comunicam-se de forma dinâmica e complexa. O intestino é considerado pela comunidade cientifica como nosso segundo cérebro. Os gastroenterologistas calculam que o intestino tem cerca de 500 milhões de neurônios. Sim, neurônios, as mesmas células que constituem o cérebro!



Os neurônios intestinais também estão encarregados pela produção de cerca 90% de serotonina, molécula que nos leva ao estado de bem-estar e felicidade. Além disso o intestino produz cerca de 80% do potencial de imunidade do corpo humano e é produtor de mais 30 mensageiros químicos. Esses mensageiros são encarregados de transmitir recados de um lado para o outro e estabelecer comunicação eficiente entre o intestino e o cérebro.

Não estamos sozinhos, trilhões de bactérias vivem em perfeita harmonia (ou assim deve ser), protegendo nossa mucosa intestinal, produzindo vitaminas e ácidos graxos e auxiliando na conexão cérebro-intestino. Regulando saúde mental e evitando doenças como: obesidade, doença inflamatória intestinal, síndrome do cólon irritável, alergias e entre outras.

A conexão cérebro-intestino vai muito além, estudos mostram que o estado emocional pode influenciar no funcionamento do intestino. Você já teve prisão de ventre ou diarreia quando estava estressado ou nervoso? Isso acontece porque o intestino tem seu próprio sistema nervoso, que está ligado ao cérebro através de ramificações.

Por isso, quando sentimos alguma emoção forte, podemos ter problema associado ao funcionamento intestinal, como diarreia, constipação, gases, síndrome do intestino irritável, dor abdominal ou até mesmo úlcera. O cérebro e o segundo cérebro estão tão interligados que pessoas com doenças cerebrais, também sofrem de alguma doença no intestino.

A conexão cérebro-intestino mostra que uma mente saudável, necessita de um intestino saudável, sendo assim, cuidados com a saúde intestinal interferem no corpo e na mente. Preste atenção nos sintomas intestinais e suas emoções, para existir saúde plena o intestino tem que funcionar bem!

Abraço, Maria Irlan.