17 de junho de 2019

O que atrapalha e o que ajuda na criatividade? | CriativaMente no Divã

O que atrapalha e o que ajuda na criatividade? | CriativaMente no Divã [Episódio 1]



A criatividade é o que nos move sempre na direção de um lugar positivo e melhor. Se não fosse ela, nós ainda estaríamos vivendo como nos tempos das cavernas. A criatividade é uma habilidade importante e possível de ser desenvolvida por qualquer pessoa, não é uma exclusividade para gênios ou artistas.

Mas como exigir que as pessoas sejam criativas, se as escolas e faculdades não ensinam seus alunos pensarem fora da caixinha, a serem proativos e criarem soluções diferentes para problemas comuns? Se nem nossos pais nos ensinam criatividade – nos chamando a atenção a cada atitude e ação que tomamos fora do comum – como podemos ser criativos?

Então, no divã, Milena Mendonça (Psicóloga) e Lulu Souto (Designer de jóias), refletiram sobre a criatividade e deram 3 dicas valiosas de como destravar o processo criativo, no primeiro episódio da série CriativaMente no Divã.

Tem um vídeo versão resumida bem bacana no IGTV, mas o video versão estendida e completa o só no nosso canal do Youtube.

Que já está no ar. Confira e comente no Instagram ou no canal do Youtube da Casa Positiva o que achou. Aproveite e sugira temas para nossos próximos episódios.

PositivaMente,
Milena Mendonça 🌻

12 de junho de 2019

Como anda amando? Como está sendo amado?


Buscar a felicidade do outro não é algo negativo. Agradar os outros, fazer coisas agradáveis ​​por eles, ceder às necessidades deles muito menos. Pelo contrário, é algo bom e desejável, desde que seja um ato que nasce de um altruísmo maduro e desinteressado, de um autocontrole e de um equilíbrio emocional que leva a pessoa a agir livremente e a buscar realmente o bem do outro. Mas quando não é assim?



Muitos bloqueios e sintomas de ansiedade estão intimamente relacionados à necessidade de responder às expectativas - reais ou imaginadas - do outro. Agir desta maneira, é uma faca de dois gumes, em primeiro lugar, porque não é possível nem saudável tentar corrigir as deficiências dos outros e, em segundo lugar, porque você deixa de ser autêntico ao tentar adaptar-se às demandas externas.

É muito provável que a ideia de sentir-se obrigado a satisfazer e agradar tenha sido aprendida na infância. Uma etapa em que a criança compreendia que o carinho, a atenção e o reconhecimento eram recebidos como resultado de viver de acordo com o que ele achava que seus pais queriam (tirar boas notas, ser um irmão exemplar, ouvir os problemas de sua mãe , etc.).
Os pensamentos e ações, e como as situações de desagrado são gerenciadas, são de responsabilidade de cada um. Uma pessoa excessivamente complacente procura abranger uma responsabilidade que, na realidade, não é dele.

A necessidade excessiva de ser aceito, o medo de decepcionar e de abandono fazem com que você renuncie a sua própria necessidade, agindo sob a opinião do outro e reprimindo seus próprios desejos e necessidades.

Assumir responsabilidade significa abandonar a necessidade de ser "aprovado" pelos outros e amado a qualquer custo. No final, o outro está amando uma imagem irreal ("nunca diz não", "não fica bravo", "faz tudo que eu preciso") que não pode ser mantido por um longo tempo, ou sim, mas ao custo da saúde e bem-estar próprio.

Se:

1. Você é espontâneo e expressa seus desejos e necessidades.
2. Você não tem sentimentos de culpa prejudiciais ou assume a responsabilidade pelos sentimentos, pensamentos e ações do outro.
3. Você não precisa refletir e analisar todos os fatos de maneira exageradamente escrupulosa para agir.
4. Você é firme em suas decisões e não se adapta às do outro quando realmente não as compartilha.
5. Você é capaz de ouvir os outros, enquanto ainda escuta a si mesmo.

São cinco sinais que mostram que você não age com complacência. E é "fiel a si mesmo", evitando a tendência de buscar a aceitação pela complacência e agindo de forma madura e coerente com os próprios sentimentos e pensamentos.

Diante disso, vamos refletir como andamos amando? E como estamos sendo amados?

PositivaMente,
Milena Mendonça

10 de junho de 2019

Criando filhos resilientes para que floresçam nas adversidades da vida

Do que se trata a Resiliência? Existem várias definições para esta palavra, mas, em essência,
resiliência é a capacidade de se adaptar e de responder positivamente diante das
adversidades. Ou seja, é a capacidade de se adaptar às mudanças, de lidar com problemas e
superar obstáculos.

Essa característica deixou de ser apenas importante. Segundo especialistas em educação de
crianças, ela se tornou absolutamente necessária nos dias atuais.



Crianças resilientes têm algumas características únicas, fáceis de identificar:

- Têm mais confiança em dizer “não”, quando desconfortáveis.
- Adaptam-se melhor a novas situações.
- Aumentam seus desafios e se fortalecem por meio deles, pois sentem menos medo de
errar.
- Aprendem a lidar melhor com sentimentos difíceis, como estresse, medo, tristeza e
raiva.
- Tomam ações práticas para resolver problemas.
- Assumem mais responsabilidades.

Ajudar as crianças a se tornarem resilientes não significa poupá-las de dificuldades ou
angústias. Dor emocional e tristeza são respostas normais para um trauma significativo ou uma
perda pessoal, ou mesmo para aprender sobre a perda ou trauma de outra pessoa. A
resiliência não significa não ter sentimentos negativos, mas sim aprender a lidar com esses
sentimentos sem se deixar dominar por eles.

Quais seriam os principais fatores para estimular a resiliência nos filhos?

O mais significativo de todos são as relações de apoio. Essas relações oferecem um cuidado
personalizado ao seu filho, permitindo que ele se desenvolva de maneira saudável. E, além
disso, ajudam-no a desenvolver habilidades importantes como planejamento, regulação do
comportamento e adaptação, que irão permiti-lo superar as dificuldades e prosperar.

Algumas dicas que podem auxiliar o fortalecimento da resiliência nos filhos:

- Cuidado com as mensagens que você envia sobre sucesso e fracasso.
- Construa momentos de relaxamento na rotina familiar.
- Desafie as crenças auto-limitantes com feedback baseado em evidências.
- Tenha a diversão como ingrediente vital na família.
- Busque conexão em família – não a perfeição!

Se você já se perguntou se valem a pena todos os seus esforços para ser uma mãe, pai ou
cuidador que apoia e cuida do seu filho, não duvide nem por um segundo mais! Ser sensível e
afetivo é o que ajudará seu filho a se tornar uma pessoa resiliente capaz de superar situações
desafiadoras.

Com carinho,
Isadora Lacerda

3 de junho de 2019

Alimentos, suas cores e seus benefícios emocionais

Todos os âmbitos da vida estão interligados. Quando a gente não entende, mesmo assim ela nos mostra e as coisas se encaixam. Na alimentação não é diferente. O corpo pede um alimento quando estamos precisando de algum nutriente. O corpo pede algum alimento quando estamos precisando nos acolher. 


O corpo pede algum alimento quando estamos precisando expandir. Se alimentar é autoconhecimento. É só questão de observar. E quando as cores dos alimentos nos trazem reflexos emocionais?! Cada cor tem uma vibração emocional e o alimento traz isso em forma de nutrientes. Essa relação nos faz ver o quanto às emoções estão associadas a nossa conduta alimentar e nossas ações.
A cor vermelha nos faz aterrar, ter vitalidade, coragem e individualidade. Consumir morango, beterraba, tomate, acerola, framboesa nos fazem criar raízes para podermos nos erguer com mais força.
A cor laranja nos traz prazer na vida, confiança, auto estima alma, desejos fortes e os alimentos com essa cor como abóbora, tangerina, laranja, cenoura, açafrão nos levam a relações mais leves.
Já a cor verde nos leva a cura, ao amor universal, compaixão e os seus alimentos como vagem, rúcula, couve, uva verde, abacate nos levam para a expansão do amor divino. 
Que tal em seu prato colocar mais cor? Que tal observar suas emoções e ver o que está precisando? 
Um arco-íris no prato nos leva a saúde física, mental e emocional. 
Experimente!

Com amor, sem dor. Angie.

21 de maio de 2019

Adolescentes positivos: seu filho não precisa ser o melhor. Ele precisa ser feliz.

Nós construímos expectativas sobre nossos filhos, mesmo antes de eles nascerem. Fazemos isso desde a escolha do seu próprio nome. As expectativas estão relacionadas aos nossos desejos e vivências. Muitas pessoas escolhem para seu filho o nome de alguém que desejam ou admiram e esperam que seu filho receba as qualidades positivas dessa pessoa. Outros o fazem em torno do significado, eu por exemplo, escolhi com meu marido o nome de Enrique, por ser uma versão espanhol, que em germânico significa "governante da casa”. Escolhemos pelas nossas vivências e pelo significado.



As expectativas influenciam muito o comportamento. O sociólogo americano Robert K. Merton foi um dos primeiros a explicar esse fenômeno por meio do que ele chamou de "profecia autorrealizável”. Merton explicou da seguinte maneira: "A profecia que autorrealiza é, a princípio, uma definição 'falsa' da situação que desperta um novo comportamento que faz com que a falsa concepção original da situação se torne ‘real'".

Suponha, por exemplo, que alguém conte um boato sobre um banco dizendo que ele irá à falência. O banco é sólido, mas se as pessoas acreditarem que o banco vai à falência, começam a sacar seu dinheiro, de modo que, no final, ele irá à falência. O que a princípio foi um fato falso, se torna verdade porque as expectativas das pessoas geram comportamentos que modificam o curso dos acontecimentos. Os psicólogos concentraram-se no estudo do efeito que as profecias têm sobre a identidade, autoestima, motivação e comportamento das pessoas.

Um tipo específico de "profecias autorrealizáveis" de grande relevância para a psicologia é o chamado "Efeito Pigmaleão”. O "Efeito Pigmaleão" foi descrito por Rosenthal e Jacobson em 1968, após um experimento realizado em uma escola na Califórnia. Os pesquisadores realizaram testes de inteligência nos alunos do centro educacional. Eles então selecionaram um grupo de estudantes aleatoriamente e disseram aos professores que essas crianças tinham inteligência, criatividade e habilidades especiais. Seis meses depois, Rosenthal e Jacobson descobriram que aqueles alunos rotulados como especiais obtiveram um desempenho acadêmico significativamente superior ao de seus colegas.

Como você explica o fato de que um grupo de alunos rotulados aleatoriamente como "especiais" obtiveram melhores resultados que seus colegas? A resposta será encontrada nas expectativas dos professores. Eles estavam mais atentos aos alunos que tinham sido rotulados aleatoriamente como "especiais", eles tratavam com mais cuidado sua educação do que a dos outros alunos. Essa atenção especial gerou nas crianças autoconfiança, autoestima e um aumento na motivação para obter bons resultados.

O problema do "Efeito Pigmaleão" surge quando a profecia é negativa para a autoestima de nosso filho. "A criança tem habilidades, mas ele é preguiçoso". É a frase que os pais mais dizem, em face do fracasso escolar de seus filhos. Com o adjetivo de "preguiçoso" eles tentam proteger a autoestima da criança, deixando claro que "seu filho não é burro". O problema é que o rótulo de "preguiçoso" é transformado em uma profecia que não o tira do fracasso escolar e se estende a outras áreas de sua vida, pois de tanto dizer ao filho que ele é preguiçoso, acaba se cristalizando assim.

Os pais então me perguntam no consultório, "o que posso dizer para explicar o fraco desempenho escolar de meu filho?”. A resposta que dou é: por que você tem que explicar isso? Por que você não pode simplesmente dizer: "meu filho tem dificuldades com a matemática". Quando nos limitamos a descrever o que acontece sem atribuí-lo traços internos, estamos evitando profecias e protegendo a autoestima de nossos filhos. Excessivas expectativas positivas também podem gerar estresse em nossos filhos, quando eles são formulados para que a criança sinta que não pode estar a altura.

Ninguém puxa a raiz de uma planta para que cresça mais rápido, confiamos que, se lhe dermos água, ar, luz e nutrientes adequados, ela saberá como crescer. Embora pareça absurdo muitas vezes nos encontramos fazendo isso com nossos filhos. Um exemplo: para o pequeno de um ano o presenteamos com sapatos para andar, e tem que dominar até os dois, quando para o segundo aniversário o presenteamos com velocípede, que tem que usar bem até os três, para então darmos a bicicleta… E assim seguimos com as expectativas e prazos para nossos filhos serem “melhores”. Como esse garotinho se sentirá hábil ou capaz, se lhe perguntamos permanentemente o que ele ainda não pode fazer? O que ele ainda deve aprender? Como você, pai e mãe, se certifica de não se desapontar? 

Ao contrário da planta (que sabemos que crescerá), nossa falta de confiança em nossa capacidade de educar e ser modelos adequados para nossos filhos nos leva a "empurrá-los" para a frente, não sendo capazes de desfrutar de suas conquistas, focando sempre no que está faltando. E assim, alcançamos exatamente o oposto do que almejamos: crianças com pouca confiança em si mesmas. Vamos aproveitar cada momento de florescimento dos nossos filhos sabendo que a próxima etapa chegará e os veremos sorrindo, felizes e confiante, o que todos sonhamos para nossos filhos.

PositivaMente,
Milena Mendonça

17 de maio de 2019

A importância de desenvolver Autocontrole


O autocontrole é a capacidade que temos de decidir autonomamente em qualquer situação que surja e orientar essas decisões para o que realmente queremos alcançar. Decidir serenamente tanto em decisões que afetam nosso entorno, quanto aquelas que afetam nosso interior.

Uma pessoa com autocontrole é também aquela que se encontra em situações dolorosas como um diagnóstico de doença terminal, e decide entre as opções de permitir seu desequilíbrio interno pelo evento ou controlar suas emoções para proporcionar bem-estar e a força de sua família (isso afetando seu interior primeiro).

Na psicologia, o autocontrole é tomado como uma peça fundamental para a saúde mental, física, psicológica e emocional de cada pessoa. É uma característica que está naqueles que se mantêm "em sã consciência", pelo menos a maior parte do tempo. Em seguida, quero mostrar alguns passos simples para alcançar o autocontrole. Depois de aplicá-las, você verá, sem dúvida, grandes mudanças em você.


  • Pense nas coisas positivas que aconteceram contigo


Normalmente, com o passar do tempo, nos lembramos dos nossos momentos negativos mais facilmente em nossas vidas … Todas as coisas ruins e desagradáveis ​​que aconteceram conosco ou que fizemos estão latentes.

Sua tarefa é exercitar seu cérebro para lembrar o positivo, para rememorar aquelas cenas em que você esteve cheio de felicidade pelas conquistas que alcançou, cheio de satisfação por algo bom que aconteceu ao seu redor e cheio de emoção para trazer alegria a outros.

Aumente sua auto-estima através da memória daquela coisa maravilhosa que você viveu, graças a você e ao que o rodeia. Graças a suas realizações e sucessos, é fundamental para o autocontrole, porque você simplesmente se lembrará de sua coragem e capacidade de alcançar os objetivos com que sonhou, sua capacidade de ser feliz e harmonioso dentro de si mesmo.

  • Equilibre razão e emoção

Normalmente, quando vamos tomar uma decisão, nossos padrões mentais tendem a nos levar a um caminho emocional que é racional e lógico. É importante equilibrar essas emoções com a razão, reprogramar sua mente para pensar nos resultados em vez de nos prazeres imediatos.

Isso é alcançado com consciência, com autoconhecimento. Em sua vida você também deve dar o passo que leva ao equilíbrio interno contra qualquer decisão ou caminho que você vai tomar. Pense nos resultados que você deseja obter e aplique a objetividade para escolher o plano de ação que o ajudará a alcançar o que deseja.

  • Viva como deseja

Tome a decisão dentro de si mesmo de viver uma vida consciente, de transformar sua realidade naquilo que você realmente quer, de passar seus dias fazendo as atividades que você ama e sendo feliz. Uma das principais causas das pessoas com falta de autocontrole está apenas sendo submetida, praticamente todos os dias, às decisões que os outros tomam para elas.

Você deve tomar as decisões necessárias para alcançar o que deseja… Sim, isso significa superar ou controlar seus nervos, fobias, medos, etc. E a psicoterapia está aí para te auxiliar também nisso.

  • Seja paciente consigo

Lembre-se de que tudo tem seu fluxo natural e seu processo a ser cumprido. Basta começar a olhar para sua linha da vida e você verá como cada dia você se aproxima da pessoa que você quer ser e dos resultados que você deseja obter.

Essas são as 4 dicas para florescer autocontrole. Simplesmente comece das pequenas mudanças para as complexas mudanças dentro de você. Analise no final de cada dia como você fez exatamente naquele dia em termos de autocontrole… 

Lembre-se do que você fez e analise se você realmente fez isso porque queria ou porque influências externas o levaram a fazê-lo. Não se castigue por ter feito algo errado em algum momento, em vez disso, pense que você pode se sair bem da próxima vez, e que você receberá uma recompensa sua pela conquista.  

A intenção é que você reconheça o privilégio que a sua vida representa neste planeta, o valor que o seu ser tem de fazer parte da história existencial do nosso mundo. Você verá que vale a pena viver feliz como sempre sonhou, tomar as decisões que nascem dentro de você. E com isso, alcançar a plenitude e ajudar aqueles que trabalharam duro para tornar este mundo melhor.

PositivaMente,
Milena Mendonça

Não existe Homossexualismo. Existe Homossexualidade e isso não é doença.

A primeira coisa que deve ser esclarecida, é que jamais deve ser usado o termo homossexualismo como alguns ainda se referem. O sufixo "ismo" indica doença, o que comprovadamente pela ciência, não é o caso da homossexualidade. O sufixo "idade" das palavras heterossexualidade, homossexualidade, bissexualidade indica identidade. Investigações científicas mostraram que a homossexualidade, por si só, não está associada a transtornos mentais ou problemas emocionais ou sociais. No passado, os estudos sobre gays, lésbicas e bissexuais incluíram apenas aqueles em terapia, criando assim uma tendência nas conclusões resultantes. Quando os pesquisadores examinaram dados sobre essas pessoas que não estavam em terapia, descobriu-se rapidamente que a idéia de que a homossexualidade era uma doença mental não era verdade. Em 1973, a American Psychiatric Association retirou a homossexualidade do manual oficial detalhando os transtornos mentais e emocionais. Dois anos mais tarde, a American Psychological Association aprovou uma resolução apoiando esta exclusão. Por mais de 25 anos, as duas associações solicitaram a todos os profissionais de saúde mental para ajudar a dissipar o estigma da doença mental que algumas pessoas ainda associam com orientação homossexual.


Os seres humanos não escolhem ser gay ou hetero. Para a maioria das pessoas, a orientação sexual surge no início da adolescência sem qualquer experiência sexual prévia. O que podemos escolher é agir ou não conforme nossos sentimentos, a identidade não é considerada uma escolha consciente que pode ser mudada voluntariamente. Orientação sexual é uma atração emocional, romântica, sexual ou afetiva, duradoura.

Na orientação sexual existe uma escala contínua que vai desde heterossexualidade exclusiva para homossexualidade exclusiva e inclui várias formas de bissexualidade. Bissexuais podem experimentar atração sexual, emocional e afetiva por pessoas do mesmo sexo e do sexo oposto. Identidade ou orientação sexual é diferente do comportamento sexual, porque se refere a sentimentos e auto-conceito. As pessoas podem ou não podem expressar sua orientação sexual em seus comportamentos.

Há muitas teorias sobre a origem da identidade sexual de uma pessoa. A maioria dos cientistas concordam que a orientação sexual é provavelmente o resultado de uma complexa interação de fatores biológicos, cognitivos e ambientais. Portanto, identidade ou orientação sexual não é uma opção, é um processo individual complexo, no qual você não "escolhe" gostar, você simplesmente gosta. Como identidade religiosa por exemplo, você se identifica e pronto. Por "x" fatores culturais, ambientais, porém principalmente por abstrações feitas pelo próprio sujeito na construção de sua identidade.


Por isso, a identidade sexual, como outra identidade qualquer, deve ser respeitada, conversada, dialogada. A autoimagem é algo extremamente importante para o sujeito fortalecer. E isso depende de identidades bem determinadas. Evita que o sujeito sofra ao deparar com pessoas ignorantes, preconceituosas e intolerantes. Então, o mundo precisa mais disso! De menos moralismo, mais informações e principalmente mais respeito ao diferente, e às diferentes identidades!

PositivaMente,
Milena Mendonça